Projeto de cinéfilo

Toda vez que vou à locadora, eu reviro a caixa de "à venda". Tem umas pechinchas tremendas lá. Estou com essa mania agora: comprando DVD o tempo todo.

Deve fazer uns dois meses que comprei a caixa da trilogia do Indiana Jones, que é cara, junto com um monte de barganhas (no final das contas, você soma os preços de cada um e divide, aí parece que foi tudo barato, dá uma paz... A próxima é a do Rocky), e comecei a ver um por um, aos poucos. Ao contrário do que alguns pensam, relembrar os grandes filmes do passado é uma experiência incrível. Meu pai diz que é perda de tempo, mas assiste a uns quatro programas diários de mesa redonda de futebol. Deve ser incrível para ele.

Da primeira vez que vi Os Caçadores da Arca Perdida e suas continuações, eu confundia Indiana Jones com Agatha Christie - para mim, Morte no Nilo era o filme mais chato do Indy. Eu não conseguia entender porque haviam colocado aquele francês bigodudo no lugar do arqueólogo de chicote. Estava na cara que aquele sujeito não agüentava cinco minutos de armadilhas egípcias.

Hoje, quase vinte anos depois, eu me pergunto coisas um pouco mais inteligentes ao rever a série. Além de "O que diabos foi aquele segundo filme?", por exemplo, não posso deixar de questionar como cenas como o clássico rosto derretendo, a cabeça explodindo, o cara que arranca corações com as mãos e o hálito de Deus não deixaram sua marca na minha memória. Até há pouco tempo atrás, eu deixava de aproveitar qualquer filme que tivesse cenas "fortes" de nojo-violência, porém agora descobri: quando era pequeno, eu não estava nem aí. Sangue, decapitações, tripas e esmagamentos, nada me abalaria. Mas eu morria de medo de Xuxa Contra Baixo Astral. Vergonha na cara: estou agora vendo todos os filmes que a violência não me deixou ver nos últimos anos.

E dizem que a violência nos filmes e jogos influencia negativamente a formação de caráter das crianças. Renato e Indiana Jones estão aí para provar o contrário. E tragam Tarantino!

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Se for fazer alguma citação deste texto, escolha "Renato e Indiana Jones estão aí para provar o contrário", sem incluir o contexto. Que dupla!

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Um agradecimento especial à Bianca. Feliz dia das crianças.

1 comentários:

Eduardo

13 de outubro de 2009 21:16

Renato e Indiana Jones. Não aguentam um minuto de porrada com Paul Rodney...