Pronto, as férias acabaram. Eu devia ter colocado um aviso, mas a verdade é que eu nem sabia que estava de férias. Estou me referindo ao período durante o qual fiquei sem escrever, mas é como qualquer período de férias: você se acostuma com elas e só percebe o quão boas elas são quando acabam. No meu caso, entretanto, são férias ruins. As boas estão acabando, também, aula depois de amanhã, mas escrever? Como é bom estar de volta!
Tudo começou com um surto de juventude que me levou a questionar meu futuro profissional e, somado a pequenos problemas envolvendo restaurantes self-service, adesivos e computadores, trouxe à minha família a conclusão de que eu precisava de ajuda. A primeira consulta de psicanálise foi bastante desconfortável. A doutora deitou no divã, deixando bem claro que alguma coisa estava muito errada ali e não eram só as perturbadoras esculturas de massinha de modelar espalhadas pela sala, e me pediu que falasse.
- Falar o quê?
- Fale sobre o que quiser, Renato.
- ...
Naquele primeiro dia eu falei sobre as esculturas de massinha de modelar, mas com o passar das consultas fui me sentindo mais confortável e passei a contar histórias do meu dia-a-dia e expressar o que elas me faziam sentir. E eu voltava para casa não só me conhecendo melhor, como também satisfeito porque eu adoro contar histórias. Satisfeito como quando publico um texto. E assim começava mais uma idade das trevas no meu site, sem que eu soubesse. Não que tenha sido um período ruim. A jornada de autodescoberta me levou a conclusões interessantíssimas e algumas sugestões divertidas por parte da psicóloga - como a possibilidade da minha tecnofobia ser um superpoder - faziam cada consulta valer a pena, estando ela de sacanagem ou não. Mas agora, quatro meses depois, as sessões de psicanálise acabaram e o cronista está feliz em estar de volta.
Se eventualmente eu voltar a frequentar o consultório de psicologia, dessa vez eu vou avisar. E ver se tomo coragem para perguntar sobre o divã.
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"Esse tal computador provavelmente merecia o que aconteceu. Mas só porque você pode estragá-lo não quer dizer que tenha esse direito. Lembre-se, com grandes poderes vêm grandes responsabilidades."
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E o que eu andei fazendo nos últimos meses? Fica para um outro dia.
Semana que vem: carros.

9 comentários:
1 de agosto de 2010 18:35
Seu puto! Já estava esperando por um post sobre forrest gump quando li o título! xD
1 de agosto de 2010 19:35
O q tem a caixa de bombons?
(tava com saudades sua, seu filho da p***)
Bjim!!!!
=)
5 de agosto de 2010 03:55
"descobertas interessantes"... eu já tava acreditando que ia errar uma previsão... mas você me fez ter certeza. Obrigado.
9 de agosto de 2010 20:59
Renatinho, saudades de vc!!!
Vc tirou férias do blog, exluiu sua conta do orkut e, literalmente, sumiu do mapa!!!
E aí, o que anda fazendo de bom?Pelas últimas notícias que tive, vc está querendo investir no teatro, né?
Que vc seja feliz em suas escolhas e encontre o seu caminho!
Deus abençoe a sua vida!
Grande beijo da prima que torce pelo seu sucesso e felicidade!
Gina
22 de setembro de 2010 04:17
Você escreve muitíssimo bem, deveria postar com mais frequência! Adoro suas histórias e peripécias! hehehe O que aconteceu com você nos últimos meses? Estou curiosa.
Espero que essa sua tecnofobia (ou eletricidade kkkk) melhore e você consiga postar mais, sem quebrar as coisas.
Beijo
23 de setembro de 2010 00:52
Meu Deus, acabaram de me mandar dar uma olhada aqui nesse blog. Confesso que esperava alguma coisa menos divertida e que o nome me fez quase não clicar. Mas enfim, aqui parei. E gostei, me diverti muito! Espero que volte logo porque eu também tô super curiosa pra saber o que aconteceu nesse tempo em que você esteve longe.
Beijo.
24 de outubro de 2010 19:49
bom psicologos normalmente nao nos fazem refletir muito,acho que eles refletem mais que agente...
Adorei o post , e para quem estava tempo sem postar você está denovo a tempos sem postar , espero o proximo ! bjos
27 de outubro de 2010 23:42
a semana que vem nunca chegou, pô.
23 de março de 2011 21:54
Você escreve bem mas sua obsessão pela mentira (isso é apenas uma teoria minha, estou aberto a refutações) ao mesmo tempo que dá o toque mágico do texto, pode afastar leitores mais desconfiados (ou não, existem leitores desconfiados tolerantes como você pode ver).
Assustado com esculturas de massinha de modelar? #sentalácláudia
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