<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957</id><updated>2012-01-31T16:33:15.758-02:00</updated><category term='Ônibus'/><category term='Projeto'/><category term='Tecnofobia'/><title type='text'>Caca Diária</title><subtitle type='html'>Sétima-feira, 32 de Onzembro de dois mil e vinte e dez</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>92</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-7581838817912183215</id><published>2010-08-01T00:47:00.002-03:00</published><updated>2010-08-01T02:24:46.261-03:00</updated><title type='text'>A vida é como uma caixa de bombons</title><content type='html'>Pronto, as férias acabaram. Eu devia ter colocado um aviso, mas a verdade é que eu nem sabia que estava de férias. Estou me referindo ao período durante o qual fiquei sem escrever, mas é como qualquer período de férias: você se acostuma com elas e só percebe o quão boas elas são quando acabam. No meu caso, entretanto, são férias ruins. As boas estão acabando, também, aula depois de amanhã, mas escrever? Como é bom estar de volta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou com um surto de juventude que me levou a questionar meu futuro profissional e, somado a pequenos problemas envolvendo restaurantes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;self-service&lt;/span&gt;, adesivos e computadores, trouxe à minha família a conclusão de que eu precisava de ajuda. A primeira consulta de psicanálise foi bastante desconfortável. A doutora deitou no divã, deixando bem claro que alguma coisa estava muito errada ali e não eram só as perturbadoras esculturas de massinha de modelar espalhadas pela sala, e me pediu que falasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Falar o quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Fale sobre o que quiser, Renato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele primeiro dia eu falei sobre as esculturas de massinha de modelar, mas com o passar das consultas fui me sentindo mais confortável e passei a contar histórias do meu dia-a-dia e expressar o que elas me faziam sentir. E eu voltava para casa não só me conhecendo melhor, como também satisfeito porque eu adoro contar histórias. Satisfeito como quando publico um texto. E assim começava mais uma idade das trevas no meu site, sem que eu soubesse. Não que tenha sido um período ruim. A jornada de autodescoberta me levou a conclusões interessantíssimas e algumas sugestões divertidas por parte da psicóloga - como a possibilidade da minha tecnofobia ser um superpoder - faziam cada consulta valer a pena, estando ela de sacanagem ou não.  Mas agora, quatro meses depois, as sessões de psicanálise acabaram e o cronista está feliz em estar de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eventualmente eu voltar a frequentar o consultório de psicologia, dessa vez eu vou avisar. E ver se tomo coragem para perguntar sobre o divã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Esse tal computador provavelmente merecia o que aconteceu. Mas só porque você pode estragá-lo não quer dizer que tenha esse direito. Lembre-se, com grandes poderes vêm grandes responsabilidades."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que eu andei fazendo nos últimos meses? Fica para um outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana que vem: carros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-7581838817912183215?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/7581838817912183215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=7581838817912183215&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7581838817912183215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7581838817912183215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2010/08/vida-e-como-uma-caixa-de-bombons.html' title='A vida é como uma caixa de bombons'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-3955645942830522767</id><published>2010-03-26T00:54:00.004-03:00</published><updated>2010-03-26T01:28:59.088-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tecnofobia'/><title type='text'>O estranho apêndice</title><content type='html'>Quem vir meu quarto agora ficará confuso. Bolas de tênis completamente envoltas por fitas adesivas coloridas estão espalhadas pelo chão. Pedaços de papelão dividem a cama com um livro, um página de jornal (sim, uma) um caderno, um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;videogame&lt;/span&gt; não-portátil e uma folha chamex em branco que, apesar de encontrar-se entre almofadas e lençóis, não apresenta um amasso ou dobra sequer. À bagunça usual da minha mesa somam-se CDs espalhados, um colírio que eu achei que havia perdido e só achei agora enquanto olhava para a mesa com o objetivo de descrever o que repousava sobre ela, uma lista de compras, uma folha de jornal (não é do mesmo dia, eu verifiquei) e um abridor de cartas entalhado à mão. Como eu odeio a falta de móveis do meu quarto. Tirando o abridor de cartas, eu posso explicar tudo. Mas não vou. O que é digno de explicar é o último novo item da minha mesa. O estranho apêndice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligado ao meu computador, que é um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;laptop&lt;/span&gt;, há esse teclado que eu comprei hoje. O negócio é que eu não conseguia acessar os dados do meu computador porque o teclado não funcionava e sem ele eu não conseguia nem entrar com a senha. Fui à loja com a máquina em mãos e pedi um teclado que se instalasse automaticamente. O vendedor ficou meio desconfortável quando mencionei a minha &lt;a href="http://cacadiaria.blogspot.com/search/label/Tecnofobia"&gt;maldiçã&lt;/a&gt;o e o fato de que qualquer eletrônico à minha volta estraga misteriosamente, mas me trouxe esse teclado enorme que funcionou. Levei-o para casa feliz com a oportunidade de finalmente salvar meus arquivos em outro lugar e mandar esta merda à... merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não sei por que cheguei a ter esperança."&lt;/span&gt;, pensei ao constatar, em casa, que o novo teclado não funcionava. Eu estava ficando rápido nisso, e já podia ver um mês depois as televisões das vitrines explodindo quando eu passasse pela rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem momentos em que uma pessoa chega ao seu limite. Ela abandona a razão e perde o controle e se reserva o direito de ser perdoado depois. Eu usei o meu último pingo de racionalidade para calmamente colocar o novo teclado de lado, em cima dos papéis e colírio e abridor de cartas, e comecei a esmurrar o computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"mj,ffxmjfdxjn ,fdfdtrlr;jçr"&lt;/span&gt; é o que eu deveria escrever aqui, mas era uma tela de senha então o que apareceu foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"..........................."&lt;/span&gt;. A porcaria estava funcionando de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por curiosidade, desliguei o teclado novo. Sim, o teclado embutido do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;laptop&lt;/span&gt; parou de funcionar. E cá estou eu, digitando no meu computador que fica cada vez mais estranho, seu novo e estranho apêndice jogado na pilha de entulhos da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma luz azul forte pra caramba acende lá no canto toda vez que eu aperto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;caps lock&lt;/span&gt;. É, eu não gosto de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shift&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu ainda não sei qual é a do abridor de cartas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-3955645942830522767?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/3955645942830522767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=3955645942830522767&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3955645942830522767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3955645942830522767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2010/03/o-estranho-apendice.html' title='O estranho apêndice'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-3715084551809149736</id><published>2010-03-25T10:58:00.000-03:00</published><updated>2010-03-25T10:58:14.831-03:00</updated><title type='text'>M de Machão</title><content type='html'>É incrível como o machão muda com a época. Ou lugar. Eles têm em geral algumas características em comum, mas sempre há aquelas diferenças que marcam seu tempo. Ou espaço. Roma, por exemplo. Todo mundo sabe que no grande império os machões da vez eram o Russel Crowe. Os gladiadores tinham tudo: armas, músculos, testosterona e suor. Mas eles usavam saias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O machão precisa mudar porque mudam os valores. Cada machão vê algum de seus costumes rejeitado na era subseqüente (Já foi banido o trema? Eu persisto.) e é assim que se faz a variedade. A Moda dos romanos. Os Modos dos vikings. A Moral dos texanos do oeste. Os Mimos dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bad boys&lt;/span&gt;. De Macho, sim, todos com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;M&lt;/span&gt; maiúsculo, mas valores que não puderam deixar de cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me traz à presente situação do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não consegui escapar do Big Brother que estava na capa do jornal. Capa do jornal. Fui ler minhas notícias de domingo e lá estava. Eu só leio as notícias às quintas, sextas e domingos, o que faz disso um azar maior ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo constava no jornal, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Big Brothe&lt;/span&gt;r conta este ano com um machão. Um cara com nome de peixe, peixe de moqueca, acho que badejo ou dourado ou alguma coisa assim. Enfim, o tal do macho alfa do programa, segundo a reportagem, é popular apesar de inúmeros fatores nela apontados, como agressividade gratuita, grosseria e homofobia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu confio razoavelmente no jornal, então pergunto: É esse o nosso machão? Se é esse tipo de pessoa que é visto como um padrão de homem para a nossa sociedade, eu já sei qual é a qualidade que a próxima era deve rejeitar. O nosso Machão é uma Merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que seja Badejo. Eu comi uma moqueca de dourado hoje e ela estava ótima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-3715084551809149736?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/3715084551809149736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=3715084551809149736&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3715084551809149736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3715084551809149736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2010/03/m-de-machao.html' title='M de Machão'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-8876142983151036727</id><published>2010-03-23T20:07:00.004-03:00</published><updated>2010-03-23T20:47:13.126-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tecnofobia'/><title type='text'>Feijão tropeiro</title><content type='html'>Na minha casa não há comida. E - já cansei de esconder - eu tenho medo de restaurantes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;self-service&lt;/span&gt;. Riam se quiserem. O que importa é que eu tenho pedido uma marmita feita por telefone com bastante frequência. Eu peço para trocarem a maionese por batata, mas o feijão é sempre tropeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preferência por feijão tropeiro é bastante recente no meu cardápio, e eu atribuo isso à enumeração quase aleatória de ingredientes. Alguns dos pontos pretos que não são feijões eu nunca soube identificar, e quando criança a gente aprende a não comer se não souber o que é. Como é difícil desaprender. Procurar informação em alguma receita já não é difícil, mas pra quê? Estragar o mistério?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O torresmo está ali. Qualquer prato que tenha torresmo é estranho, porque francamente eu não consigo pensar em nenhum outro prato que tenha torresmo. É uma delícia, mas não combina com nada. Talvez um prato que se chame "torresmo" e é composto apenas de torresmo conte. E o feijão tropeiro. Mas o ingrediente da mistura que eu considero menos ortodoxo é a linguiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historicamente, o feijão tropeiro começou como um prato completo, eu sei. Mas hoje se alguém o come puro é porque a carne do churrasco está demorando a assar. O que já foi todo um prato é agora um acompanhamento. E quando eu levo à boca um garfo que já tem o feijão, o arroz e a carne, não consigo não pensar que aquele pedaço de linguiça está sobrando. Principalmente porque a do churrasco é muito melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E este foi o mais longe que eu já cheguei para criticar um filme negativamente. Os ingressos para o cinema estão ficando caríssimos, fazer o quê. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ilha do Medo&lt;/span&gt;, o novo filme de Martin Scorcese, não é de todo ruim, mas o fato de que a mesma fórmula já foi feita tantas vezes torna toda a trama previsível já antes da projeção marcar meia hora. E a primeira cena tinha sido tão animadora. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Aí está a ilha sinistra. Só há uma entrada, e uma saída. Eu vou deixá-los agora e voltar para o continente e não haverá mais nenhum navio no porto até amanhã. Olha, lá vem uma tempoestade."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ilha do Medo&lt;/span&gt; é a linguiça do feijão tropeiro. E, caramba, a marmita tem até picanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o meu computador finalmente estragou. Consegui sequestrar hoje o do meu pai, e espero poder fazê-lo mais vezes durante a semana. Na verdade, o que eu espero mesmo é que o meu volte a funcionar. Não, na verdade, o que eu espero mesmo é ganhar um novo em um sorteio. Eu não me increvo em sorteios, então o que eu espero mesmo é que alguém tenha colocado o meu nome em um. Dedos cruzados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-8876142983151036727?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/8876142983151036727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=8876142983151036727&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/8876142983151036727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/8876142983151036727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2010/03/feijao-tropeiro.html' title='Feijão tropeiro'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-7552346030510585667</id><published>2010-03-16T00:19:00.002-03:00</published><updated>2010-03-17T00:14:05.235-03:00</updated><title type='text'>O clube do leite</title><content type='html'>Eu mencionei o clube uma vez. O clube. É assim que o chamamos porque ele é meio difícil de definir. Com uma palavra legal, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Então, vamos estabelecer algumas regras. Primeiro, eu acho que qualquer membro novo tem que ser aceito por todo o clube para entrar. Todos de acordo?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Espera aí.&lt;/em&gt; - surpreendeu-me Pedro -&lt;em&gt; Como assim "tem"?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- É um verbo que exprime necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas não é mandatório que essa regra seja estabelecida assim.&lt;/em&gt; - o Pedro consegue ser chato quando quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não, por isso eu disse que acho. Acho que membros novos devem ser totalmente aceitos para fazer parte das nossas reuniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando você fala assim, parece que é uma obrigação. Não é. Não é necessário estabelecer regras assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou mudar então. Hum... Acredito que seja adequado entrarmos em acordo quanto a algumas questões que concernem o clube. O ingresso de novos membros, por exemplo, pode acarretar em uma série de problemas, dada a natureza das nossas reuniões, e deve portanto ser analisado com cuidado. Sugiro que estabeleçamos a aceitação unânime como pré-requisito. Melhor agora?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O clube surgiu num dia em que eu me deparei com um de meus recados noturnos. O adesivo na porta dizia "clube da roleta" e eu me lembrei imediatamente. A idéia seria colocar em alguma forma de sorteio várias opções de atividades inusitadas, de modo a evitar dias de tédio. Você gira a roleta e aparece algo divertido que você nunca fez e pronto, programa garantido. Como tudo fica mais divertido em grupo, resolvi levar a idéia a alguns amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós acabamos decidindo por um método diferente de seleção. Cada um ia apresentando sua idéia de programa até que uma fosse aceita por todos. Só não valia algo que já tivéssemos feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria mais aceita é que não estávamos pensando direito ao respondermos todos que sim quando Filipe disse: &lt;em&gt;"A gente vai a uma lanchonete e pede cinco leites."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Cinco leites, por favor.&lt;/em&gt; - disse Filipe com uma cara de sério que só ele sabe fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Como?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Cinco copos de leite.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Nós não temos leite.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Como assim?&lt;/em&gt; - perguntei, levantando o cardápio - &lt;em&gt;Como é que vocês fazem o milk-shake?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Espera um minuto que eu vou perguntar para o gerente&lt;/em&gt; - respondeu o garçom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Olha, eu gostei de perguntar sobre o milk-shake, mas o fato é que estou me sentindo meio desconfortável. Isso é ridículo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Você tem que enxergar as coisas de outra forma.&lt;/em&gt; - disse Pedro - &lt;em&gt;Olha só, no mínimo nós estamos tornando o dia do pessoal da lanchonete menos tedioso. Imagina só o que eles devem estar falando da gente agora. É um evento diferente.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Eles podem estar só dizendo "Um bando de engraçadinhos fazendo"... hum ... "graça".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não enquanto Filipe estiver aqui.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garçom voltou, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Tem leite, sim, mas não está gelado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não tem importãncia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- OK. Cinco copos de leite, então. Mais alguma coisa?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não, só o leite. Obrigado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- E um saco de vômito, né?&lt;/em&gt; - disse Gabriel Gabriel quando o garçom saiu. - &lt;em&gt;Eu não vou tomar esse negócio.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Então por que concordou com a idéia?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- É só você colocar açúcar.&lt;/em&gt; - sugeriu Eduardo Gabriel - &lt;em&gt;Olha aqui, tem vários saquinhos na mesa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Açúcar no leite?&lt;/em&gt; - perguntei. Nunca havia ouvido falar - &lt;em&gt;Você tá brincando, né?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não. É bom.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Ele tá brincando, né?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não, é bom.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Eu não vou tomar.&lt;/em&gt; - insistiu Gabriel, e o garçom apareceu com os copos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Vamos virar?&lt;/em&gt; - sugeri. Eu nunca havia tomado leite puro quente, mas sabia que não devia ser pior do que cachaça com sal. - &lt;em&gt;Um, dois, três, e... Caraca, isso é pior que cachaça com sal!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Me dá isso aqui.&lt;/em&gt; - disse Eduardo, pegando o copo do irmão. O moleque tomou os dois copos e nós ainda estávamos juntando coragem para o segundo gole. - &lt;em&gt;E aí, galera, vamos pedir uns x-egg agora?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Argh!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na falta do que fazer, fique sem fazer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhamente, essa primeira reunião do clube não foi a última.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-7552346030510585667?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/7552346030510585667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=7552346030510585667&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7552346030510585667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7552346030510585667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2010/03/o-clube-do-leite.html' title='O clube do leite'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-2809690318761317828</id><published>2010-03-12T10:10:00.008-03:00</published><updated>2010-03-12T11:43:16.701-03:00</updated><title type='text'>Sobre croissants, vinho e cu</title><content type='html'>Neste domingo eu fui com o Pedro a umas palestras no museu ferroviário com a condição de que ele cantasse &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=vUJomfmgjPQ"&gt;a música de Cabaret Mineiro&lt;/a&gt; no palco na nossa aula de teatro do dia seguinte. O evento teria figurões como José Celso Martinez Corrêa e José Miguel Wisnik, mas a verdade é que eu fui pela comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu como diversas vezes ao dia, o que me obriga a fazer alguns lanches caros por falta de opção dependendo de onde eu estiver quando bater a fome. Talvez seja por isso que comida de graça pareça tão mais gostosa na minha boca. Eu não tenho vergonha de dizer, porque eu não como só porque é grátis. Eu como porque tem um gostinho especial. E porque é grátis, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu vi, tá? Você molhando o croissant na cobertura do bolo&lt;/span&gt;. - disse Pedro. Era o intervalo entre uma palestra e outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foi sem querer! Mas ficou delicioso. Ei, sabia que a qualidade de um croissant é determinada pela quantidade de camadas que o padeiro consegue colocar sem grudar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Interessante. Esse daí tem quantas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não dá para dizer, eu já mordi. Parecem umas oito, sei lá. Peraí que eu vou pegar outro.&lt;/span&gt; - terminei de comer o meu croissant e fui pegar um novo. Pela ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você molhou no bolo de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É, mas o bolo agora é seu. Toma. E então, o que você achou da palestra? Ou melhor, tava mais para um debate, né?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É verdade. Eu achei ótimo, adorei a parte da germanofilia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sim! Foi demais também a definição de natureza que a mulher deu: "sol, luz, dinossauros".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Hum, este muffin está uma delícia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda palestra era com o José Celso Martinez e o José Miguel Wisnik, e as expectativas estavam lá em cima. Nós ficamos surpresos quendo um rapaz foi até a mesa deles e serviu vinho. Para os dois e para ele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eles vieram aqui para se divertir, olha só. Isso vai ser muito bom.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E qual é a daquele jovem? Quem é ele? Ele tá tomando vinho junto dos caras!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Josés começaram cantando uma música de autoria do Wisnik e andaram até o meio do público, ordenando que formássemos com as cadeiras um círculo em volta deles. O vinho, a música, o círculo. A palestra começava cheia de surpresas. Mas eu não fazia idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Celso falava de uma peça de teatro ousada que fez uma vez quando chamou o rapaz para o centro do círculo. Aquele, o do vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você vai fazer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sim, sim.&lt;/span&gt; - respondeu o rapaz, e pôs de lado a taça de vinho e plantou bananeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que já seria mais uma surpresa mesmo se o velho não completasse com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Agora alguém venha tirar as calças dele"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Agora alguém venha tirar as calças dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ai, eu vou lá! Eu vou lá!&lt;/span&gt; - ficou gritando uma moça que estava sentada logo atrás de nós. Mas ela não foi e por fim um artista que estava na primeira fileira aceitou fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ei, a calcinha também!&lt;/span&gt; - falou José Celso Martinez, e não, ele não estava de calcinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem tirou a "calcinha" e nós tínhamos agora um rapaz nu de ponta-cabeça na frente de umas mil pessoas. E em todos os telões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Câmera! Por que você está aí no canto? Venha cá dar um close! O que foi? Você é evangélico, é? Evangélico não tem cu?&lt;/span&gt; - brincou o velho, e continuou a importunar o câmera até que ele chegasse perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se seguiu foi um festival de situações potencialmente ofensivas envolvendo vinhos, gargantas e dedos que eu prefiro deixar para a imaginação do leitor. Eu não me ofendi nem um pouco, e na verdade até me ofendi com a atitude provinciana de quem se ofendeu, mas devo dizer fui surpreendido a cada segundo. Sempre que eu achava que o velho fosse parar, ele fazia uma coisa nova. E tudo regado a uma música cantada pelo Wisnik.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Que horror! Como alguém se sujeita a um papel ridículo desse?&lt;/span&gt; - reclamou a moça atrás de nós. É, a mesma que queria tirar as calças do rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ei, Pedro, quantas pessoas você acha que estão ofendidas aqui, agora? Em porcentagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ah, não é pra isso não. Deve haver uma ou duas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você superestima Vitória, meu caro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nós ficamos discutindo a reação dos espectadores até que tudo acabou e o rapaz colocou suas roupas e voltou a tomar seu vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Olha! Ele ficou com as bochecas vermelhas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não o culpo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu saí do museu com um sorriso no rosto. Eu adoro ser surpreendido. E eu adoro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;croissants&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até eu superestimei Vitória. O caso teve uma repercussão enorme e aparentemente os únicos que gostaram fomos eu, Pedro e o nosso professor de teatro. Que não estava lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- José Celso, você tem que vir a Vitória mais vezes!&lt;/span&gt; - disse Pedro enquanto pegava um autógrafo no final da palestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Só depende de vocês. Evoé!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, infelizmente ele não vem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-2809690318761317828?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/2809690318761317828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=2809690318761317828&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2809690318761317828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2809690318761317828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2010/03/sobre-croissants-vinho-e-cu.html' title='Sobre croissants, vinho e cu'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-2105591374613182910</id><published>2010-03-10T22:43:00.006-03:00</published><updated>2010-03-11T00:05:48.359-03:00</updated><title type='text'>O genial esquema de anotações</title><content type='html'>Eu detesto dormir, mas devo admitir que o sono é um momento mágico. Não sei, entretanto, se é com todos. Comigo sonambulismo, sonhos lúcidos e paralisia do sono juntam-se para garantir que cada noite seja uma surpresa. Muitas vezes eu acordo antes da hora cheio de idéias que vou esquecer no dia seguinte. E eu não esqueço apenas as idéias, mas tudo o que acontece enquanto estou no estado zumbificado de entressonos. Eu dependo, portanto, das anotações que faço no meio da noite e colo pelo quarto para ver de manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu encontrei sobre a minha mesa um recado enigmático. Com a minha letra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Frio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Camisa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Calor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Miojo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Água"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que, quando escrevo tópicos assim, trata-se de uma idéia de texto. Costumo colocar os itens em uma ordem lógica para não me esquecer de como uma coisa leva à outra, e dessa forma reconstruir o pensamento no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"OK"&lt;/span&gt;, pensei, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eu acordo com frio de noite e me levanto para colocar uma camisa. Tudo bem até agora. Mas e o calor? Talvez eu tenha refletido sobre como senti calor o dia todo e agora passava frio, e em como isso era irônico, transformando este no ponto central do raciocínio. Não, isso não faria sentido, é uma idéia idiota demais para ser anotada. Além disso, não há ligação alguma com o miojo."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha um quebra-cabeças para resolver. Eu adoro quebra-cabeçases. Que é o plurais de quebra-cabeças que eu inventei. Eu inventei "plurais" também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Já sei, vou partir do miojo, que ainda não encaixou. Miojo é quente - e, aliás, demora pacas para esfriar e é impossível tomá-lo escaldante daquela forma, mas sem a água o tempero fica seco e grudento, o que faz com que eu me pergunte como diabos um alimento tão incômodo se tornou um elemento tão importante na minha dieta -. Miojo, calor e água, juntos, eu sou genial. Agora é só juntar as outras partes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;'Acordo com frio, boto uma camisa. A camisa me esquenta, como faz a água com o miojo.'&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não queria continuar nessa linha de raciocínio. Ela não fazia sentido. Mas eu não podia abandonar meus escritos. O meu eu da noite passada tentava me dizer alguma coisa, e eu ia descobrir o que era a todo custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desliguei o ventilador. Calor. A pista central do recado, disso eu tinha certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Calor, calor..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrível como dois segundos sem ventilador tornavam a vida insuportável. A temperatura por aqui tem atingido níveis tão absurdos que eu estou decidido a comprar um ar condicionado para o meu quarto. Ar condicionado faz o meu nariz sangrar, mas eu já não me importo mais. Definitivamente, calor era o ponto central. E de repente a resposta me atingiu. O calor insuportável em todos os horários menos de manhã cedo, quando acordo seminu, sem proteção alguma contra o frio matinal. Problema que poderia ser contornado se eu usasse roupas para dormir. Mas eu não podia vestir a camisa. Eu estava morrendo de calor, e o miojo quente que eu acabara de tomar não ajudava nem um pouco. Por que eu insistia em tomar o miojo quente? Porque ele não esfria enquanto não estiver completamente seco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi aí que eu percebi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que perda de tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-2105591374613182910?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/2105591374613182910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=2105591374613182910&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2105591374613182910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2105591374613182910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2010/03/o-genial-esquema-de-anotacoes.html' title='O genial esquema de anotações'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-6747379438990303802</id><published>2010-03-09T22:56:00.001-03:00</published><updated>2010-03-10T22:38:24.045-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tecnofobia'/><title type='text'>Elicade Sete</title><content type='html'>Ah, eu não cheguei a dizer por que decidi não seguir carreira em computação. O que me dá o direito de começar com “ah”. Eu não acredito em destino ou qualquer coisa do tipo, mas de vez em quando &lt;a href="http://cacadiaria.blogspot.com/2008/01/gob.html"&gt;Beus&lt;/a&gt; fala comigo e eu não posso simplesmente achar que é coincidência. &lt;a href="http://cacadiaria.blogspot.com/2007/11/20.html"&gt;As vinte pragas do computador derretido&lt;/a&gt;?. &lt;a href="http://cacadiaria.blogspot.com/2009/05/maldicao.html"&gt;A maldição do MP3&lt;/a&gt;? &lt;a href="http://cacadiaria.blogspot.com/2007/11/pelos-cezinhos.html"&gt;A conspiração do teclado&lt;/a&gt;? &lt;a href="http://cacadiaria.blogspot.com/2009/07/google.html"&gt;O episódio do Google&lt;/a&gt;? Isso tudo era só o começo. Hoje eu uso dois computadores, porque um não lê CDs e o outro não lê &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pendrives&lt;/span&gt;, e preciso reiniciar o roteador a cada cinco minutos se quiser permanecer conectado à internet. Uma vez eu fiz a máquina de um amigo meu dar sua primeira e única tela azul só de encostar no mouse. Estou hoje proibido de aproximar-me dela. O meu próprio computador faz isso sempre, e meu pai ficou impressionado quando eu lhe mostrei um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Olha, pai, a tela vai ficar azul agora e o computador vai desligar&lt;/span&gt; – e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;voilá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Certo. E daí?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Agora eu vou ligar o computador de novo e você fará exatamente a mesma coisa que eu fiz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- OK.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de tela azul com ele, é claro. A tecnologia me rejeita. Apenas a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu último semestre como estudante de ciência da computação, eu trabalhei na iniciação científica. Por uma semana. Foi no segundo dia que me enviaram ao núcleo de processamento de dados para fazer manutenção em algumas máquinas. Acompanhado enquanto eu não pegava o jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Aqui, Renato, você só precisa instalar o sistema. Tranqüilo, não é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sim, sim.&lt;/span&gt; – e, depois de alguns passos na instalação – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Configuração de rede. O que eu faço?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Primeira opção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O quê? Deixe-me ver isso aqui.&lt;/span&gt; – disse meu orientador, tomando o teclado – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas como? A placa de rede estava funcionando perfeitamente ontem! Ah, deixa pra lá, depois eu vejo isso. Vamos passar para a outra máquina, sim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a segunda máquina não nos deixou sequer começar a instalação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O disco rígido está corrompido.&lt;/span&gt; – disse eu, começando a ficar nervoso. Eu sabia do meu problema, e ele parecia estar atacando de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas o Rafael disse que verificou tudo hoje de manhã!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eram três, certo? Vamos ajeitar pelo menos a última.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- OK. Pode ligar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem ligou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Renato, verifique os cabos ali atrás. Deve ter algum solto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Quem me dera”&lt;/span&gt;, pensei, e minha linha de raciocínio mostrou-se correta quando verifiquei que não, não havia nenhum cabo solto. E assim acabou mais um dia de trabalho na iniciação científica. Até que ficavam mais fáceis as coisas assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Alô?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ei, Renato, aqui é o Pedro. Você tá na UFES?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Cara, é o último dia para inscrever o nosso grupo no jogo. Acaba às dezoito, não dá nem para ir fazer em casa. O que a gente faz?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- A gente pode usar a minha conta no LCAD&lt;/span&gt; (Laboratório de Computação de Alto Desempenho. Acho.)&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, eles fizeram para mim ontem na iniciação científica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Perfeito! Vou achar o Igor aqui e te encontro lá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era por volta das cinco e meia quando entramos no laboratório. Não havia muito tempo para ficar pensando em detalhes como nome de equipe. Eu olhei para a frente e vi, colado no gabinete: “LCAD 07”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ei, que tal “Elicade Sete”?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ta ótimo, digita logo isso aí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, eu fui encontrar o Rafael no núcleo de processamento de dados para fazer a manutenção do sistema em uma das mesmas máquinas, agora com peças novas. Foi quando eu vi o recado na lousa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Rafael, a máquina LCAD 07 não está funcionando. Não conseguimos identificar o problema.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu inventei uma desculpa e fui embora e não voltei nunca mais. Eu sabia que se continuasse em contato com aqueles computadores, acabaria por comprometer o funcionamento de toda a universidade em menos de um mês, e teria que rezar para que não descobrissem a minha culpa. Beus que me desculpe, mas eu não rezo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que eu tive também motivos racionais para minha nova opção profissional. Eles são todos normais, razoáveis e compreensíveis e tal. Não que eu tenha que ficar me explicando. Mas eles são normais. Todos eles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-6747379438990303802?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/6747379438990303802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=6747379438990303802&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/6747379438990303802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/6747379438990303802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2010/03/elicade-sete_09.html' title='Elicade Sete'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-4313018113057141143</id><published>2010-03-08T21:25:00.002-03:00</published><updated>2010-03-08T21:26:29.772-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ônibus'/><title type='text'>Ônibus... e o garoto esnobe</title><content type='html'>Eu estava no ponto de ônibus com a cabeça de lado virada para o mar, que é de onde vem o vento (estava na hora de cortar o cabelo, aquela hora em que a franja começa a espetar os olhos). Eu fazia esse exercício ridículo porém necessário de concentração quando ouvi a frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Olha, Ana, é aquele garoto esnobe!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só havia uma pessoa no ponto. Só havia uma pessoa na calçada. Só havia uma pessoa na rua. Eu era o garoto esnobe, eu, ali encarando o mar. Virei rapidamente para o asfalto e fitei o veículo que passava em frente ao ponto de ônibus. Da janela da perua escolar, uma garota que olhava sorridente para mim voltou para o interior do ônibus num pulo. Eu observei a van sumir no horizonte tão perplexo que meus pensamentos não podem ser colocados entre aspas aqui. Meio-dia e dez, quinta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez no terminal, contei o acontecido ao Gabrielzinho e, logicamente, arrependi-me no ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Haha! Esnobe!&lt;/span&gt; - que é como ele lembra às vezes de me chamar até hoje, dois anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas falando sério, você sabe que não tem sentido!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Tem sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Pelo menos não para duas meninas aleatórias no ponto de ônibus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vai ver elas estão te seguindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Quer saber? Eu vou perguntar a elas. O transporte com certeza vai passar lá na quinta-feira que vem. Ah, por essa elas não esperam!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio-dia e dez. E lá vinha a perua. Eu havia, entretanto, falhado em atestar a impossibilidade de estabelecer uma comunicação verbal clara com os passageiros do veículo em movimento, o que me deixou novamente na minha posição esnobe de sempre. As meninas passaram cochichando e eu fiquei sem respostas. Pelo menos não estava ventando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Já sei! Eu vou escrever! Quando a perua passar eu mostro o caderno com alguma mensagem curta! Isso vai deixá-las cabreiras. E quem sabe elas me respondem e esclarecem essa história uma semana depois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Boa. Você poderia escrever “Olha, é Ana, a menina que fala mais do que devia!” e fazer cara de sério. Botar terror.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Hum. Eu estava pensando em “Não sou esnobe”, mas eu vou pensar na sua idéia, tá legal?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceira semana. Eu havia cortado o cabelo e estava pensando em como era bom sentir o vento e não achar ruim, e em como deveria ser bom fazer um corte novo e não achar ruim, quando o relógio apitou meio-dia e dez. Não que eu estivesse obcecado e programando alarmes e tal. Mas o vento ficava sacaneando o meu caderno e a perua nem passou. Ana: 2; Vento:2; Renato: Zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Haha! Esnobe! E que cabelo é esse? Hahaha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Pode falar o que quiser, este corte me deixa muito mais feliz durante todo o tempo em que eu não estou olhando num espelho. Eu nem tenho espelhos em casa mesmo, então pode falar o que quiser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz o dever de casa para a quarta semana. Era a hora da batalha final. Eu estudara a rota do transporte escolar e o aguardei no cruzamento da rua mais movimentada, o que provavelmente me faria parecer algum tipo de maníaco se não fosse a minha cara de mais novo. Perder o ônibus e chegar atrasado na faculdade? Eu não estava nem aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A van passou ao meio-dia e doze em ponto e parou no cruzamento. Era agora. Era o veículo certo – modelo, pintura, placa. Caminhei até ele e olhei pela janela. Dentro da perua havia toda sorte de crianças e adolescentes. Que eu nunca havia visto na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que estava acontecendo? Não havia nenhuma parada entre o ponto de ônibus e o cruzamento. Nenhuma daquelas pessoas jamais estivera na van, eu tinha certeza. Nem o motorista, eu chequei. Por quê? Por quê? A perua atravessou o cruzamento e nunca mais foi vista. Renato: Zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou esnobe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-4313018113057141143?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/4313018113057141143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=4313018113057141143&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/4313018113057141143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/4313018113057141143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2010/03/onibus-e-o-garoto-esnobe.html' title='Ônibus... e o garoto esnobe'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-8262166766220547907</id><published>2010-03-05T18:47:00.003-03:00</published><updated>2010-03-05T20:00:59.959-03:00</updated><title type='text'>Impermeável</title><content type='html'>Renato diz: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Olha, eu não vou poder fazer aquele relatório de física experimental hoje. Vou ficar te devendo essa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabrielzinho diz: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como assim? É a sua semana!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu faço duas semanas seguidas depois, cara, eu realmente não posso fazer isso hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabrielzinho diz: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato diz: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bom... Resumindo... O The Rock me acordou às três horas da tarde para ir até a ilha procurar larvas de libélula com ele e quando nós voltamos estava escuro e eu perdi as minhas roupas e a chave de casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabrielzinho diz: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E você espera que eu acredite nisso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não devia ter resumido. Ainda mais no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;MSN messenger&lt;/span&gt;, que diminui qualquer discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabrielzinho diz: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pensando bem, tratando-se de você é bem capaz de ser verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Rock é um amigo meu que não é exatamente o Dwayne Johnson, mas é a cara dele. Ele faz biologia, e certa vez quando nos encontramos em uma festa me disse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ei, vou colher umas larvas de libélula amanhã às três horas em uma ilha na Praia da Costa para um trabalho da faculdade. Você podia ir comigo, né?"&lt;/span&gt; porque sabe que eu adoro programas aleatórios e diferentes, e eu disse que sim, logicamente, porque adoro programas aleatórios e diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às três horas eu acordo no meu sofá, perguntando-me:&lt;br /&gt;Primeiro: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por que estou no sofá?&lt;/span&gt; Eu nunca durmo no sofá;&lt;br /&gt;Segundo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cadê minha família?&lt;/span&gt; Este sofá é o lugar favorito deles;&lt;br /&gt;Terceiro: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem está me ligando na manhã seguinte a uma festa?&lt;/span&gt; Pensando que não passava das dez;&lt;br /&gt;Quarto: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Caramba, que dor de cabeça&lt;/span&gt;. O que não é exatamente uma pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Alô?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E aí? Pronto pra ir à ilha?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava ainda lembrando da noite anterior, de ter chegado na hora em que minha família saia em uma viagem de dois dias e desabado no sofá porque estava com sono demais para tomar banho mas sóbrio o suficiente para não esquecer que eu não durmo na minha cama sem banho. Mas ei, vinte minutos de nado até uma ilha com um velho amigo? Por que não? Podia até fazer bem para a ressaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim, eu sou um puto animado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vesti uma sunga, uma bermuda e uma camiseta, coloquei as chaves no bolso e fui à praia. The Rock chegou com várias sacolas e potes esterilizados e pinças e materiais de cientista sério e um pacote impermeável para aguentar tudo durante o trajeto que percorreríamos a nado. Coloquei minhas coisas junto, roupa e chave, e fomos à ilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rock está sendo orientado por uma professora que é especializada em larvas de libélula. Isso mesmo, não libélulas, mas larvas de libélulas. São uns bichinhos minúsculos que crescem em água meio parada, que abunda nas ilhotas da Praia da Costa. Eu perguntei a ele o que as larvas de libélula têm de interessante. Não consigo me lembrar da resposta. Mas eu lembro que fiquei impressionado com a quantidade de bichinhos que encontramos naquelas pocilgas de água do mar. Sem contar as plantas das poças, que meu amigo disse que tinham ainda muito mais antes de cortá-las e colocá-las nos enormes sacos de lixo que trouxera, para estudar em casa ao microscópio. Eu me lembro de lembrar. Que quando criança eu adorava brincar naquelas poças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta das sete horas o hemisfério escureceu e não havia mais como dar continuidade às pesquisas. Colocamos os equipamentos no pacote impermeável e tomamos nosso caminho de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como havia muita coisa para carregar, nós jogávamos as sacolas para a frente e nadávamos até elas, para jogá-las novamente e assim por diante até a praia. Em uma dessas, aconteceu. O pacote impermeável abriu no meio do ar. Foi tudo muito rápido. Nós mergulhamos várias vezes, mas lamentamos não conseguir recuperar as roupas e a pinça que o Rock comprou no mercado livre. Estava escuro demais, e já seria praticamente impossível mesmo de dia, então deixamos para lá e seguimos nosso caminho. Eu nem gostava muito daquela camiseta mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem deixar de apontar que nós parecíamos muito suspeitos saindo do mar naquela praia deserta carregando sacos pretos enormes no meio da noite, despedi-me do meu amigo e fui para casa. Para lembrar na porta que a chave também estava no pacote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo separar aqui Gabrielzinho dos irmãos Gabriel, já que a partir de agora todos os três fazem parte da história. Eduardo Gabriel e Gabriel Gabriel cresceram comigo e são há tempos parte da família. Nessas horas eu fico feliz em poder considerar-me parte da família deles também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ei, Gabriel&lt;/span&gt;. -disse eu no telefone - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu estou com umas dificuldadess aqui e vou ter que passar a noite na sua casa. Tem problema?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram nove da noite quando cheguei à casa deles. A cidade é tão maior quando se está a pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Por que você está seminu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; - Longa história.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu preciso de um banho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eles riram antes mesmo de ouvir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-8262166766220547907?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/8262166766220547907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=8262166766220547907&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/8262166766220547907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/8262166766220547907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2010/03/impermeavel.html' title='Impermeável'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-4538643404399161309</id><published>2010-03-04T15:31:00.006-03:00</published><updated>2010-03-08T18:57:21.796-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Projeto'/><title type='text'>Projeto de filósofo</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- OK. Eu vou falar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Fala logo então!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É que... Eles podem estar nos observando agora mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Os reptilianos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É. Eles se disfarçam de pessoas, sabia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era uma criança (o que pode ser a qualquer momento antes dos dezoito) eu pensava que filosofia, sociologia e antropologia fossem a mesma coisa. Apenas em três níveis diferentes. No primeiro ano do ensino médio eu tive pela primeira vez aulas de filosofia. Era o básico da trilogia da chatice. No segundo, entrava a sociologia, o segundo nível da estranha ciência descartável. Eu já sabia que não teria aulas de antropologia no terceiro ano. Porque o nível três era avançado demais para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Se você parar para pensar, isso que nós fazemos aqui é filosofia pura. E nem é das piores.&lt;/span&gt; - disse Pedro uma vez no saguão do seu prédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso estranho clube - que eu detalharei em outro texto, provavelmente - já havia perdido o propósito, e nós agora passávamos as madrugadas conversando sobre tudo o que há por explicar. Sem o menor efeito de álcool. Um grupo de mentes jovens ávidas por conhecimento e com muito sono a gastar - eu, pelo menos, passara o ano dormindo dezoito horas por dia sob efeito de remédios - que descobria o prazer de questionar e conjeturar e abrir seus horizontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo depois de separar filosofia, sociologia e antropologia, eu aprendi que existem, sim, níveis de filosofia. A filosofia pode levar a um conhecimento da verdade, atingindo seu propósito e abrindo caminhos para novas teorias. Isso é um outro nível. Mas um terceiro nível que o questionamento pode atingir é negativo - a confusão. Um exemplo está nas teorias da conspiração, como a que surgiu naquele fatídico dia na lanchonete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas cara, você disse que os reptilianos têm três metros de altura. Como eles podem se disfarçar de pessoas, que não costumam passar de dois?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eles têm os seus métodos&lt;/span&gt; - respondeu-me Paulo, baixinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E pára de sussurrar, o garçom não é um reptiliano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas você não pode afirmar isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Olha, se eles têm esse poder todo, então porque estariam só te vigiando? Você obviamente sabe demais, já era para estar morto. E as pessoas todas que te passaram esse conhecimento, hein? -&lt;/span&gt; disse Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas por mais que a gente saiba, não há nada que possamos fazer. Eles deixam rolar porque já está tudo no esquema deles. Eles controlam a mídia, a política e a indústria de armas, e podem nos dominar a qualquer momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mídia?! Política?! Indústria de armas?! Eles já nos dominam então!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Praticamente. Eles estão esperando o momento certo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Estamos falando de uma raça alienígena de répteis humanóides antropofágicos vivendo no subterrâneo do nosso planeta, uma raça avançada com tecnologia muito superior à nossa que controla a mídia, a política e a indústria de armas. E eles estão esperando o momento certo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você se esqueceu da quarta dimensão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ah, é, tá certo, eles se movem em quatro dimensões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Cara, qualquer momento é oportuno para eles nos dominarem! Por que diabos essas criaturas ficariam à espreita no centro da terra? Eles são obviamente muito superiores a nós!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas você tem que entender&lt;/span&gt; - retomou Paulo, calmamente - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;que há muito mais coisas em jogo. A história é muito mais complexa. O que eu apresentei aqui foi só um resumo e de só um aspecto. O negócio é grande, cara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nós temos a noite toda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- OK. Muito bem, no início havia os reptilianos e os draconianos...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-4538643404399161309?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/4538643404399161309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=4538643404399161309&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/4538643404399161309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/4538643404399161309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2010/03/projeto-de-filosofo.html' title='Projeto de filósofo'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-8858042570390210151</id><published>2010-03-03T09:28:00.001-03:00</published><updated>2010-03-03T11:46:19.691-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ônibus'/><title type='text'>Ônibus... e as gerações</title><content type='html'>Dois anos e meio. Não é uma data adequada para uma comemoração. Mas foi hoje que eu decidi ler todos os meus rascunhos. Ao longo desses dois anos e meio eu escrevi muita coisa, e é claro que não publiquei tudo. Guardando um texto aqui e outro ali eu sem perceber criei um enorme acervo de histórias que por tempos ficaram sem ver a luz do dia. E algumas me fazem perguntar "por quê?". Há algumas tratando de ônibus, um "Projeto de..." que eu acho divertido, um texto com título de número - e eu adoro títulos de número por alguma razão misteriosa - e vários outros que podem, sim, valer a pena. Por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos leitores dizem que meus trabalhos antigos são mais divertidos. Aí vai um de 2008. Ligeiramente alterado, é claro, assim eu posso argumentar. Haha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem do passageiro habitual é uma viagem solitária. Mãe e filhos indo ao dentista não são passageiros habituais. Grupos de alunos do ensino médio (em cinco geralmente, quatro sentados e um em pé, sendo que um dos sentados gosta de ocupar dois assentos e ficar sozinho virado para seus colegas conversando alto)  que reclamam por levarem quase meia hora para chegarem em casa não são passageiros habituais. Não na minha conta. Nós, os passageiros habituais, estamos sempre sozinhos. Aliás, quanto maior a distância a ser percorrida, menor a probabilidade de encontrar um conhecido na condução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passageiro habitual costuma ouvir música no seu aparelho de eme-pê-algum-número ou ler um livro, ou observar os outros passageiros que ou ouvem alguma música no seu aparelho de eme-pê-algum-número ou lêem um livro ou não são passageiros habituais. Mas não que ele queira. Porque ah, como seria bom ter companhia. No entanto, puxar assunto com desconhecidos no ônibus é geralmente uma tarefa difícil, tendo em vista que tudo que ocorre de interessante (ou seja, todos os possíveis tópicos) envolve os outros passageiros, que vão ouvir tudo o que você disser sobre eles. Qual a salvação do passageiro habitual? A terceira idade. Muitos idosos não têm medo de falar o que pensam, e muito menos de tentar conversar com os outros a respeito de algo que pode não lhes interessar nem um pouco. Nem se esquivam de intromissões nos seus assuntos, até onde pude perceber. Bom para nós. Ou para mim, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nossa, como é bonito aquele prédio!&lt;/span&gt; - dizia uma senhora apontando para um edifício pelo qual passava o ônibus. Minha morada, incrível coincidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Um apartamento lá deve valer mais de setecentos mil.&lt;/span&gt; - dizia um senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não, não, não deve chegar nem perto desse valor. Muito, muito menos.&lt;/span&gt; - intrometi-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O quê? Mas de jeito nenhum! Olha o tamanho daquela varanda! Imagina como devem ser grandes os outros cômodos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Na verdade, aposto que a varanda é o maior deles. A cozinha pode ser grande também, mas nada de quartos gigantescos. Aposto.&lt;/span&gt; - afirmei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Besteira! Tenho certeza que os quartos são grandes. E muitos, aliás. Uns seis pelo menos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Quatro quartos. Quatro quartos.&lt;/span&gt; - concluí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os dois pegaram seus livros em silêncio, achando um desperdício conversar com um jovem de idéias tão absurdas. Perdi minha companhia naquele dia por não dizer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Olha, eu moro ali, tá bom? Não vale isso tudo, não tem isso tudo, não é isso tudo, OK? Agora vamos falar sobre outra coisa."&lt;/span&gt; Pensando bem, eu a perderia de qualquer modo. Mas das conversas com gerações passadas no ônibus a mais memorável foi com um senhor que mora aqui perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem três assuntos fáceis para um homem puxar assunto com outro. Carros, futebol e mulheres. Começou com carros. Eu não entendia nada de carros na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nossa, que carro feio. Olha só. E pior que deve valer uma grana... Mas é feio, hein?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu havia achado o carro ótimo. Meio fúnebre, com aquela cor preta e todos aqueles ângulos, mas definitivamente um carro que eu adoraria ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ah, eu gostei. Não parece muito possante, mas tem um charme.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ah, não, veja só&lt;/span&gt; -- (trecho excluído deste relato por conter detalhes de conhecimento automobilístico que eu não tinha, portanto, não me lembro) -- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aquilo sim é que é carro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Hum.&lt;/span&gt; - Fiz, enigmático, provocando o silêncio e quiçá a mudança de assunto. E pensando: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vamos, por favor, tenha um assunto interessante em mente. Esse jornal aí no seu colo não vale de nada. Não vale de... O quê? Coluna de fofocas? Você esta lendo a coluna de fofocas? Mas que diabos? Vire a página, homem! Enfim... espero que esse senhor venha com um assunto melhor que carros. Talvez, sabendo que eu achei interessante o carro feio, ele pense em dizer que..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas que vergonha o Botafogo ontem, hein?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Droga"&lt;/span&gt;, pensei, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"era o que eu temia."&lt;/span&gt; Primeiro carros, e agora futebol. Eu não entendo nada de futebol. O que é isso, fale logo de mulher!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ah, acontece&lt;/span&gt; - respondi - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é botafoguense?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha experiência aponta para o uso de "você" no lugar de "o senhor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não, não. Sou flamenguista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Xiiii...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não entendo muito de futebol, mas até as minhas tartarugas de estimação sabem que qualquer não-flamenguista deve fazer graça com o flamengo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ah, nem vem!&lt;/span&gt; - riu o homem, me fazendo pensar em por que diabos eu estava levando em frente o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E aí, quem você acha que vai ganhar o campeonato?&lt;/span&gt; - perguntei antes que ele me perguntasse qual era o meu time, e devo acrescentar aqui que não fazia idéia de qual campeonato estava acontecendo no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ah, o São Paulo. Com certeza o São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz um silêncio proposital de uns dois segundos e declarei, com um sorriso desafiador:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Será?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me garantiu conversa para toda a viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa, eu não lembro nem os nomes das tartarugas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-8858042570390210151?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/8858042570390210151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=8858042570390210151&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/8858042570390210151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/8858042570390210151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2010/03/onibus-e-as-geracoes.html' title='Ônibus... e as gerações'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-8491395253419936486</id><published>2010-03-02T10:28:00.004-03:00</published><updated>2010-03-08T18:57:46.214-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Projeto'/><title type='text'>Projeto de glutão</title><content type='html'>Ontem eu acordei pulando da cama, suando frio. Foi o pesadelo mais realista dos últimos anos: eu sonhei que tinha ido à cozinha tomar um copo d'água, mas ao beber constatei que era Magnopyrol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dipirona magnésica é um dos meus principais traumas de infância, logo, uma importante peça na formação da minha personalidade. Como a polenta, por exemplo. Já mencionei em &lt;a href="http://cacadiaria.blogspot.com/2008/06/projeto-de-homem.html"&gt;"Projeto de homem"&lt;/a&gt; que depois do parquinho e do banho, o que mais me aterrorizava no pré-primário era o almoço. Todos nos sentávamos à enorme mesa de madeira, com o diretor em uma ponta e eu na outra. Isso me faz parecer importante, e logo mais vai ficar claro o motivo. A casa do diretor e a escola eram um só lugar, e o salão (que hoje eu provavelmente veria que é muito menor do que parecia) onde fazíamos nossas refeições ficava no último andar. De segunda a quinta o cardápio variava, e sexta-feira era peixe. Mas independente do prato do dia, também nos era servido polenta com carne moída. Todos os dias. E nós tínhamos que comer tudo antes de descer. Eu detestava polenta e detestava carne moída, portanto faziam-se necessários muito esforço, calma e concentração para encarar o prato. Com ênfase na calma: eu demorava horas para conseguir empurrar a gororoba. Da metade do almoço em diante éramos só eu em uma ponta da mesa e o diretor na outra, sempre descascando uma laranja e certificando-se de que eu estava comendo tudo direitinho. Eu pensava: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eu sei que a laranja não é a sobremesa. Eu vi todo mundo saindo com uma mariola. Você está aqui para me vigiar"&lt;/span&gt;, eu me sentia um aluno-problema. A polenta é responsável pela dificuldade que tenho em comer rápido, até hoje. E pelo desconforto em sentar na ponta da mesa, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Magnopyrol? A força do sabor único desse remédio que eu tomava em gotas quando pequeno assombra até hoje o meu subconsciente, concedendo-me o estranho hábito de fingir que não estou doente. Eu hoje tenho alguns problemas de saúde que tratarei com pílulas diárias até o fim da vida, mas não consigo não pensar que qualquer medicamento extra vai fazer muito mal a algum dos meus sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Febre? Água. Dor de cabeça? Sono. Coriza? Casaco. Fora as mentiras que eu contava para mim mesmo, para realmente acreditar que não estava doente. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não, não é dor de garganta, é só a sopa quente que você tomou"&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"presta atenção, essa dor não é no coração, é só o pulmão esquerdo"&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"seu braço não está ficando escuro, é só o sol se pondo"&lt;/span&gt;. O meu paladar fez de mim uma criança estranha com técnicas de gerrilha para esconder qualquer sintoma. Acho que tenho sorte por estar vivo, levando-se em conta que o meu sistema imunológico nunca foi lá muito forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu amo polenta. O paladar saiu da última posição para virar meu segundo sentido favorito (não tem como enjoar da visão) mas eu continuo comendo devagar. Eu digo que é para apreciar mais o sabor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um médico me receitou um remédio milagroso para curar o meu sistema imunológico. Depois de seis meses de tratamento, os resultados foram espetaculares e passei a viver uma vida normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente descobri que o remédio era um placebo. Achei ótimo, adoro placebo. Mas oitenta reais a caixa?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-8491395253419936486?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/8491395253419936486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=8491395253419936486&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/8491395253419936486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/8491395253419936486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2010/03/projeto-de-glutao.html' title='Projeto de glutão'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-9050367956153098304</id><published>2010-03-01T15:02:00.004-03:00</published><updated>2010-03-01T16:26:48.567-03:00</updated><title type='text'>As bochechas de Augustine</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você vai escrever, não é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Claro. Foi divertido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Só não revele o meu nome.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho um amigo meio tímido. E não, não vou revelar o nome dele. É até melhor para mim porque ele não vai poder desmentir exageros da minha parte, exageros que certamente farei porém sem querer, juro. Estávamos em três voltando de Guarapari, onde supostamente veríamos casas para alugar no carnaval mas acabamos nos distraindo na praia. Era pouco depois das duas da tarde e esse meu amigo, ao volante, ia contando um caso que aconteceu com a família dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Um dia meu tio mandou uma carta pra todo mundo. Disse que estava se casando e queria cem reais de cada um como presente. Assim, de repente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Prático, né?&lt;/span&gt; - disse eu - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aquele negócio de lista de presentes de casamento é um saco. Nunca vi ninguém conseguir pegar a torradeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ninguém bota torradeira na lista, Renato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas isso não vem ao caso,&lt;/span&gt; - retomou meu amigo que prefere não ter seu nome revelado - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o negócio é que esse cara nem tinha contato com a família há anos. E do nada ele aparece com esse casamento e quer cem reais de cada um? Todo mundo ficou pensando que era algum tipo de golpe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É, dá para tirar uma grana assim. Sendo o cara sumido mesmo, era só sumir de novo depois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um pequeno tempo de silêncio até que eu terminasse de pensar em como me divertir com essa história. Esse meu amigo que estava dirigindo fica facilmente constrangido, não importa se está em um palco ou sozinho no quarto, e eu costumo aproveitar todas as oportunidades que tenho de colocar na mente dele uma situação embaraçosa. E ele sabe que eu estou sempre brincando com minhas idéias ridículas, mas isso nunca o impede de ficar alterado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- A gente podia fazer algo do tipo.&lt;/span&gt; - disse eu - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um de vocês se veste de mulher, eu o apresento à minha família como minha noiva Augustine e nós tiramos uma grana preta e dividimos. O que vocês acham? A gente pode até fingir uma vida conjugal por um mês e "divorciar-se" e a Augustine some, assim ninguém ficará sabendo do golpe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Augustine?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É. Mas agora, qual de vocês fará o papel? Você,&lt;/span&gt; - apontei para a vítima da minha brincadeira - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;você tem mais cara de mulher.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Do que você tá falando?&lt;/span&gt; - ele estava claramente chocado - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é que tem!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E por que seria isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você tem... Você tem... Olhos de mulher.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você nem olhou para mim antes de dizer isso. Tá inventando. Mas você tem... Você tem... Essas suas bochechas femininas. Levemente rosadas. Não é, Lauro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma. Lauro era o terceiro, no banco de trás, não pediu segredo sobre seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu não sei de nada&lt;/span&gt; - respondeu Lauro, rindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você é mais feminino que eu, Renato, você sabe disso!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O que você me diz, Lauro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Já disse, eu não sei de nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vamos fazer o seguinte, então.&lt;/span&gt; - comecei, lentamente - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu vou provar que você é mais apropriado para se vestir de mulher, e Lauro vai ser o juiz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Como?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Neste final de semana meus pais viajam. Eu vou levar vocês dois lá e nós vamos nos vestir de mulher. Quem ficar mais parecido com uma é o nosso perdedor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O quê?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É. Bota um vestido e tal, e aí vamos ver que combina mais. Mas você vai ter que caprichar, hein? Eu acho que você vai ficar linda de vermelho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lauro ria lá atrás, dizendo que nós éramos loucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Quando?&lt;/span&gt; - surpreendeu-me meu amigo secreto. Ele estava aceitando o desafio! Isso seria divertidíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sábado. Eu vou comprar meu vestido na quinta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nós discutíamos os detalhes do desafio, Lauro rindo, eu com o máximo de seriedade que se podia aparentar na situação, e o nosso amigo visivelmente preocupado em defender sua masculinidade. Foi quando o carro bateu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo ressaltar que não foi culpa minha. Sim, eu o estava incomodando, mas nem reflexos divinos nos salvariam do meio daquele acidente envolvendo cinco carros. Meus óculos de sol voaram até o pára-brisas, ricochetearam, foram bater novamente na parte traseira e voltaram para debaixo do meu banco, mas ninguém se machucou falando sobre travestir-se. O que teria sido tragicamente engraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depois de minutos tão divertidos, estávamos condenados a um fim de dia terrivelmente enfadonho. Na beira da estrada, discutindo culpas, esperando a polícia, prestando depoimentos. Era o meu quinto acidente, eu já sabia o tédio que seria, e aproveitei para explicar a todo mundo como proceder para correr tudo mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu nunca bati o carro assim, eu estava no banco de carona todas as vezes, OK? E não, eu não estava importunando os motoristas, tá legal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui meio que salvo do tédio porque podia contar as histórias de batidas para as pessoas, fazer algumas piadas com o acontecido e divertir-me em segredo com as situações das pessoas envolvidas - como o cara cujo interior do carro despencou da lataria e o outro que achava que nossa juventude ia permitir que o nosso seguro pagasse todo o prejuízo dele -, e além disso eu tinha um compromisso em Vila Velha e as pessoas ficaram me ligando, lembrando-me de novos assuntos que eu poderia usar para passar o tempo. Eu fiquei vários minutos contando a história de como ganhei uma partida de mentira com nove quatros na mão, sem roubar, só na habilidade. Ninguém acreditava, mas é a verdade. Eu percebera que havia um quatro sobrando, e fiz uma jogada ruim com quatros só para trazer todos para a minha mão. Genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu contava a história do baralho quando o pai do meu amigo chegou. O filho dele o havia contatado para resolver a questão do seguro - só para o próprio carro, é claro - e ele veio fazer companhia e orientar. Era o fim da minha piada que acabava de chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vem cá, o seu pai já sabe dos seus planos de se vestir de mulher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;--------//--------&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Meu amigo Gabrielzinho diz que eu sou incapaz de sentir vergonha.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-9050367956153098304?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/9050367956153098304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=9050367956153098304&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/9050367956153098304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/9050367956153098304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2010/03/as-bochechas-de-augustine.html' title='As bochechas de Augustine'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-3934029464519904974</id><published>2010-01-21T23:17:00.002-02:00</published><updated>2010-01-22T00:23:14.956-02:00</updated><title type='text'>Prego</title><content type='html'>Acabo de voltar de um cruzeiro italiano que passou por alguns países onde nossos "reales" valem ouro e todos os carros são batidos, mas não passei o dia da volta pensando em escrever sobre isso aqui. Porque por mais que tenha sido uma experiência incrível (afinal, eu nunca havia saído do país, ou melhor, do sudeste + Bahia), sua capacidade de gerar uma história curiosa foi ofuscada pelo próprio dia da volta. O dia da ressaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu peguei uma gripe argentina no meio da viagem e fiquei um dia inteiro de cama, mais um dia de recuperação bebendo só água, o que atrasou um pouco o meu plano de provar todos os drinques internacionais dos diferentes bares do navio. Acabou ficando tudo para o último dia, e todo mundo sabe que isso não podia acabar bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembrando muito bem do que ocorrera na noite, eu olhava para o buffet do navio e não conseguia encontrar nada que não me desse enjôo só de olhar. Comi duas fatias de melancia e aceitei que o dia seria péssimo, mas valia a pena pela ótima semana em águas internacionais. O que eu não sabia, entretanto, era que eu estava vivendo ali a introdução de um episódio de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;House&lt;/span&gt;. Para quem não conhece, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;House&lt;/span&gt; é um seriado que mistura medicina e mistério. O episódio começa com algum sintoma normal, o paciente apresenta complicações confusas, e o time do diagnóstico fica quebrando a cabeça para no final descobrir que era alguma coisa completamente fora do comum, ou a mistura de várias doenças, ou lúpus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título de pior ressaca da minha vida só foi merecido no aeroporto. Depois de comer uma batata recheada, eu comecei a sentir uma tontura, falta de ar e a sensação de que meu estômago estava no coração, que, aliás, batia acelerado. Fora a falta de amigos do dia seguinte a uma noite de bebedeira (explico: "falta de amigos" é o conjunto de sensações que culmina na famosa "cara de poucos amigos"). Eu fiquei com medo que isso proporcionasse uma péssima viagem de avião e comuniquei à minha família que ia me deitar. Minha idéia foi tão mal recebida que superou qualquer expectativa minha em relação ao pessimismo da minha mãe. Ela chegou a mencionar a polícia em seu discurso, que foi tão caloroso que chegou a me pôr em dúvida. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Será que eu posso afinal estar errado? Talvez não seja mesmo tão boa idéia me recompor deitando agora"&lt;/span&gt;, eu refletia quando cochilei sentado. Mas no meu sonho eu também passava mal, então acabou não adiantando muito dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei logo. Discutíamos o que poderia causar aquele mal-estar todo. Meu pai defendia o poder da ressaca, enquanto minha mãe salientava os males do cheddar. Minha irmã tomava o meu lugar na luta e continuava questionando por que diabos eu não podia me deitar. E eu, eu só queria dormir. Chegaram ao consenso de que eu deveria vomitar para jogar aquela "nhaca" toda fora (meus pais chamam qualquer coisa ruim de "nhaca"), mas eu não conseguia. Enjôo sem vontade de vomitar? Mais um elemento para o quadro de House. Mas meus pais já estavam satisfeitos com sua conclusão e pararam de tentar solucionar o caso. Eu estava indo para  banheiro quando tive a idéia. Veio tudo voando para mim: diagnóstico, método de tratamento, relação com House, texto para o blog. Tudo em uma fração de segundo, no exato momento em que eu parei para coçar o joelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho sofrido de dermografismo, que a minha alergista disse que é uma alergia não-alérgica e eu fingi que entendi. Desde que comecei a tratar, as ocorrências foram se tornando mais raras, mas sempre ando com um anti-histamínico para quando sentir coceiras e dificuldades respiratórias. A coceira era a última peça do quebra-cabeça, e eu pude por um dia me sentir o próprio Gregory House ao desvendar não só a causa mas também a solução para o meu problema que na verdade eram dois: dermografismo e ressaca. Um dos dois tratável, e o outro passageiro e breve. Tomado o remédio, meu ânimo subiu tanto que até a ressaca foi embora e pude fazer a reflexão da semana com meu pai, que, quando voltei do banheiro, estava culpando a colonização espanhola pelos problemas que encontramos na Argentina e no Uruguai durante a viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Parando para pensar, pai, os colonizadores espanhóis nem devem ser levados tão a sério. Nos livros de história você sempre diferencia eles pela arma: eles são os que têm aquela espingarda aberta da roça. Eram os caipiras da Europa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E além disso eles têm aquele chapéu ridículo de três pontas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É, parece um penico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Médico e historiador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas coisas que eu não posso ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No navio eu ficava confuso e até nervoso quando um italiano me dizia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"prego, prego"&lt;/span&gt; e achava que estava estabelecendo uma comunicação aceitável. Sempre, sempre que eu me deparava com um era isso que eu ouvia. Entrando no restaurante, pedindo informação, passando pelo corredor. Eles diziam &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"prego"&lt;/span&gt; e esperavam uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri no último dia que a Itália é o país em que é mais fácil ser educado. Ao que parece, "prego" (ou algo de pronúncia semelhante, não sei), significa "obrigado", "por favor", "de nada", "com licença" e todos os afins. Todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ainda não deixa tão claro o que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maître&lt;/span&gt; queria me dizer quando me chamou no corredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade eu gostaria, sim, de comentar mais sobre a viagem. Só que o adjetivo da vez é "indescritível". É uma palavra que caracteriza uma situação como algo que é, ao mesmo tempo,  digno e impossível de se relatar. São tantas coisas que eu não saberia por onde começar, onde terminar, e como ligar. Dá vontade de falar tudo ao mesmo tempo, com uma palavra só, mas essa palavra obviamente não existe e aí você fica em silêncio. No caso de um texto escrito, parênteses vazios devem bastar para expressar a minha incapacidade de me expressar desta vez. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Prego&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-3934029464519904974?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/3934029464519904974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=3934029464519904974&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3934029464519904974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3934029464519904974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2010/01/prego.html' title='Prego'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-3423645162673228906</id><published>2010-01-05T16:01:00.002-02:00</published><updated>2010-01-05T20:33:43.598-02:00</updated><title type='text'>Dia 5</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(...) sintomas psicóticos e raras tentativas de suicídio foram relatados nos pacientes (...)&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O remédio que não me deixava beber também trazia, conforme verificado em trechos como o de cima retirados da enorme bula que o acompanha, outros incômodos ao usuário. Mas psicose, depressão, hemorragia nasal e fotossensitividade não são nada perto do sono. Eu fiquei realmente assustado uma vez quando cochilei jogando um videogame de ação frenética - desabar no sofá enquanto mata uma legião de monstros japoneses não é pra qualquer um. Passei a metade do ano dormindo umas quinze horas por dia porque estava vivendo como um zumbi, e quando a dose do remédio diminuiu no final do ano eu senti toda essa energia acumulada voltar. Agora o tratamento está completo, eu estou livre para viver uma vida normal de novo. Ou quase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma semana inteira praticamente sem dormir. Eu percebia que mais um dia havia passado quando o sol entrava pela janela, aí dava um frio na barriga e eu tirava um cochilo para tentar separar as horas. Mas o fato é que ontem eu tive a minha primeira noite normal desde pouco após o natal. O fim de um longo dia que englobou até a virada do ano, o que faz com que hoje pareça o real primeiro dia de 2010. Meu ano está começando no dia 5 e eu não fiz resoluções de ano-novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi a primeira vez que virei o ano de maneira singular. Mas foi a melhor delas. Afinal, pode ser cansativo, mas um dia de 168 horas (usei a calculadora do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;windows&lt;/span&gt;, adeus exatas) não é nada mau. Além disso a concorrência é desleal. Pela primeira vez não sai errado um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;revéillon&lt;/span&gt; em que eu inovei um pouco. Na mais recente, fui com a minha família ao nosso sítio nas montanhas. Acontece que o lugar é completamente isolado da civilização e na hora bateu a saudade da cidade e nós ligamos a televisão para ver os fogos do Rio de Janeiro. Eu achei aquilo deprimente e fui para o quarto fazer outra coisa qualquer. No momento da virada, eu estava jogando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Golden Sun&lt;/span&gt;. O jogo nem é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma vez que eu dei adeus ao ano que passava em uma igreja, e houve também a vez em que resolvi finalmente pular sete ondas no mar. Na sétima onda eu caí num buraco e fiquei completamente submerso, o que não pode ser um bom sinal. Uma amiga se recusou a abraçar aquele cara ensopado e assim eu obtive a primeira rejeição do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas 2010 começa diferente. Foi a primeira vez em dez anos sem ninguém usando aqueles óculos horrorosos com os olhos nos zeros de dois mil e alguma coisa, o que por si só já é um grande avanço. E, com quatro dias a  menos, vai ser um ano que eu vou me sentir na obrigação de aproveitar ao máximo. Um feliz 2010 para você, com uma desculpa de seis parágrafos para estar atrasado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse "adeus exatas" ali em cima, mas, parando para pensar, acho que não havia mencionado. 2009 foi um ano de muitas grandes escolhas para mim. Fora três, e sim, eu acho muito. Uma delas foi trocar de curso na universidade. Hoje não sou mais um estudante de ciência da computação, e sim de comunicação social. Um amigo meu me disse "eu sempre soube que você pertencia às humanas" e eu o agredi fisicamente por não ter me falado isso há três anos atrás. Três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês podiam ter me avisado também, hein?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-3423645162673228906?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/3423645162673228906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=3423645162673228906&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3423645162673228906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3423645162673228906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2010/01/dia-5.html' title='Dia 5'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-3387423095393635333</id><published>2009-12-27T02:29:00.003-02:00</published><updated>2009-12-27T04:00:18.561-02:00</updated><title type='text'>A contramão</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu estou sóbrio há seis meses.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós estávamos em pé em um círculo e a palavra era minha no momento. Não resisti e fiz uma piada com a triste verdade: venho há seis meses tomando um medicamento que me obriga a escolher entre ingerir álcool e ter um fígado. Você só sente a importância das coisas quando elas são tomadas de você, e eu mal posso esperar para "voltar". Já me prometeram duas noites pela conta, uma grade de cerveja e uma garrafa de vodca importada para a minha volta, e eu quero gastar tudo em um dia só. É, duas noites em um dia só, você leu certo. Hoje, entretanto, eu li uma notícia revoltante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais órgãos de saúde ao redor do mundo se preocupam com a saúde de um mundo cada vez maior de órgãos, e isso tudo está culminando agora em uma reprovação em massa ao consumo de álcool. Há propostas de aumento do preço para simplesmente desestimular as pessoas a beber, porque aparentemente o "beba com moderação" não basta mais para pessoas adultas pesarem suas escolhas. Li que os russos já estão se revoltando. Os russos, sempre na contramão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui meio russo quando minha família descobriu que eu fumava. Vale ressaltar que nunca escondi, apenas não acreditei que valesse ressaltar. Foi com uma caricata incredulidade que minha mãe gritou: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas você está indo na contramão&lt;/span&gt;!" A lei anti-fumo era tudo o que se falava naqueles dias, e foram meses e meses recebendo broncas de todos os lados. Houve até uma amiga que brigou comigo depois que eu já havia parado de fumar. Eu a lembrava a cada cinco minutos de conversa que já não mais "estragava os pulmões" com um "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por que é que você está me esculhambando mesmo?&lt;/span&gt;" e ela não sabia dizer ao certo. Eu não era mais o Renato que as pessoas conheciam, porque uma mortalha queimando no canto da boca parecia fazer a maior diferença. E para o mundo, os fumantes eram de repente vistos como a única fonte de poluentes e substâncias cancerígenas para a atmosfera dos passivos. Não fumar em ambientes fechados está corretíssimo, mas deveria bastar para tirar o rótulo de vilão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo adotando o meu ponto de vista convenientemente simplista para defender o livre uso do tabaco, não posso deixar de achar um pouco divertido o modo como parei de fumar. Minha mãe passou um bom tempo tentando me convencer a dar um fim ao hábito, mas eu sou difícil de derrubar com argumentos. Ela precisou pensar muito para se lembrar de uma fraqueza minha: o meu respeito aos médicos que me atendem. Não, não é tão simples como "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Renato, o doutor fulano com certeza seria contra você fumar&lt;/span&gt;". Eu já aprendi há muito tempo a lidar com meus pontos fracos, principalmente aqueles relacionados às minhas próprias regras morais e de conduta. É muito fácil se esquivar dos próprios valores. Nesse caso, bastaria não perguntar ao médico o que ele acha - sem ordens médicas, não há o que seguir. A arma encontrada pela minha mãe, entretanto, ia muito além disso. Era preciso um conhecimento psicológico muito íntimo para prever o resultado de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você tem aquele problema na garganta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu soube naquele momento que havia perdido. Eu tenho um problema na garganta, e cigarro obviamente faz mal a esse órgão. Poderiam relacionar-se os dois problemas, causando uma combinação fatal? A resposta era simples de obter e, apesar de que provavelmente seria negativa, o resultado era claramente desfavorável para mim. O médico saberia do meu hábito e ordenaria que eu lhe pusesse um fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu tratamento está quase acabando e eu vou me juntar aos russos. E, conhecendo a mim mesmo, acredito que não vá demorar muito até eu distorcer meus valores a ponto de voltar a fumar. Viver mata. O oxigênio que nos dá fôlego é o mesmo que nos envelhece, matando-nos lentamente. À medida que pesquisas vão sendo concluídas, chegamos cada vez mais perto da verdade: tudo faz mal. Escolher como tratar a própria saúde é um direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que não fazem sexo vivem em geral treze anos a mais que as outras. Quero só ver quem é que não vai ser russo nessa hora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-3387423095393635333?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/3387423095393635333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=3387423095393635333&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3387423095393635333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3387423095393635333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2009/12/contramao.html' title='A contramão'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-4816180547142924614</id><published>2009-10-14T17:16:00.005-03:00</published><updated>2009-10-16T22:08:35.709-03:00</updated><title type='text'>Tony Flow me criou</title><content type='html'>Hoje, na fila do Restaurante Universitário, falávamos de gosto musical quando um colega soltou: "Eu não tenho esse negócio de ídolo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho. E não tive opção. Até 2002, eu dizia que não me ligava muito em música. "Amigo CD" (um amigo secreto que faziam na escola, onde o presente era obrigatoriamente um CD)? Eu pedia sempre aleatoriamente, ou deixava a critério do presentador. De qualquer forma, eu ouviria um dia e nunca mais. Foi quando By The Way mudou minha vida. Um música, pela primeira vez, era algo que não precisava ser diferente. Algo que por si só era completo, totalmente agradável de se contemplar. Além disso, eu me amarrava na dancinha do taxista. Os Red Hot Chili Peppers me ensinaram a ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei imediatamente o álbum. E não houve canção alguma que não me agradasse. No mesmo ano, saiu o videoclipe de The Zephyr Song, que me ensinou que eu não preciso usar drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Throw Away Your Television não me deixou dúvidas: eu seria um baixista. Logo comprei meu contrabaixo que de longe é preto, de perto é roxo e no sol é marrom, assim como o velho álbum Californication e o novo álbum Greatest Hits, que consolidaram a banda como hors-concours para sempre no meu conceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época eu já sabia tudo de música pela internet. Mas não ouvi absolutamente nada dos álbuns mais antigos. Aguardei pacientemente até o lançamento de Stadium Arcadium, que superou qualquer expectativa, e ouvi as mesmas músicas por mais alguns anos. Quando a banda decidiu se separar por tempo indeterminado, eu soquei algumas paredes até encontrar os três discos mais antigos em um sebo e sossegar. Conhecer as canções velhas era como acompanhar um novo lançamento, e eu me vi como um raro fã que continuava a reconhecer a banda mesmo em tempos de recesso. Ao longo do tempo eu havia desenvolvido uma técnica: ouvir apenas o que eu tenho em disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada adquiri Blood Sugar Sex Magik, considerado pela maioria o melhor de todos os álbuns dos Peppers. Funciona muito bem a minha tática para permanecer sempre interessadíssimo na banda, sem jamais enjoar. E caramba. Que disco bom. E fica melhor ainda ouvido depois de tantos anos redescobrindo um conjunto aos poucos e fora de ordem cronológica. Tendo uma organização diferente no meu conhecimento, a banda é como se fosse outra. Não são apenas os Red Hot Chili Peppers. É o que são para mim os Red Hot Chili Peppers. Eu não tenho ídolos. Eu tenho mestres. Os Peppers me criaram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-4816180547142924614?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/4816180547142924614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=4816180547142924614&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/4816180547142924614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/4816180547142924614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2009/10/tony-flow-me-criou.html' title='Tony Flow me criou'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-3341833301799585159</id><published>2009-10-14T01:09:00.000-03:00</published><updated>2009-10-14T01:10:15.036-03:00</updated><title type='text'>A máquina</title><content type='html'>Existem vários tipos de orgasmo fora o sexual. São prazeres tão diferentes mas quase igualmente satisfatórios. Um exemplo fácil é o orgasmo gastronômico, que é ainda mais difícil de se obter várias vezes com a mesma comida. Aquele mais delicioso filé ao molho madeira, acompanhado de arroz piamontese, bacon e a melhor cerveja da região; a sobremesa mais cara, logo após um longo rodízio de churrasco, que vale cada centavo; o primeiro capuccino com chocolate, doce como todos deveriam ser. O orgasmo gastronômico se aproxima do sexual em um fator importante: pode denunciar sua sexualidade dependendo do que o causa. Cuidado com o petit gateau. Eu poderia ficar enumerando orgasmos psicológicos aqui, como o saudoso, o bucólico, o artístico ou o secreto, mas vou pular para o importante. O orgasmo cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei recentemente de uma viagem a Salvador e estou com dificuldades para organizar os pensamentos. Não só porque eu estava conhecendo um lugar que às vezes parece outro país, ou porque escutei todas as conversas de gringos que acham que ninguém os entende, ou porque andei de táxi o tempo todo, e táxi é igual a ônibus, só que sem os passageiros e com um motorista que compensa a falta deles. Não foi isso que fez meus neurônios ejacularem. Foi o fato de que eu não tive tempo para anotar nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi todas as casas em que a Ivete Sangalo mora. Volta e meia um taxista dizia "mora nesse prédio aí, a Ivete", e nenhum prédio se repetiu. Aparentemente ela tem uma casa de campo e uma de praia. E outra de praia. E uma de centro, e uma perto da padaria, e outra que é pertinho da farmácia. E, juntando informações de diferentes motoristas, uma que é vizinha de Gal Costa. As reuniões de condomínio devem ser demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conheci uma empresa chamada "Criativa" que tinha como slogan "famosa pela criatividade", e logo depois também uma funerária de mesmo nome. Funerária Criativa. Não pergunte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notei que em Salvador os baianos não são tão baianos. Nada de "oxente", "meu rei", "painho" ou aquele sotaque geral que é o cão. O que só deixa dois lugares que eu conheço onde os baianos falam de maneira irritante: Teixeira de Freitas (BA) e Vila Velha (ES). Eles devem fazer de propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos pontos turísticos normais, eu conheci o barbeiro do meu pai, a praia do sexo, a única farmácia, as nuvens desenhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu vi a máquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você pode pegar a máquina ali para mim, por favor?&lt;/span&gt; - disse a turista gaúcha. E o baiano lhe trouxe a máquina sem pestanejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pensava que só aqui no Espírito Santo chamassem câmeras fotográficas de "a máquina". Pensei que só eu tivesse que me irritar com isso. Quando escuto "a máquina", imagino logo um policial matador feito o Riggs de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Máquina Mortífera&lt;/span&gt;, ou uma metralhadora gigante sei lá por quê. Não uma câmera digital. Ou uma calculadora, ou uma lavadora/secadora de roupas, que são também conhecidas como "a máquina". Quando me pedem a máquina, eu sinceramente não sei o que fazer. É como se uma consciência coletiva soubesse sempre a qual aparelho se referem, uma consciência da qual não faço parte. Até onde eu sei, todo mundo pode estar pedindo uma máquina de datilografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz um tempo que não se fala em mais nada além do Twitter. E eu achando a maior bobagem. Quer dizer, parece ótimo para transmissão de notícias, mas daí a cada usuário da internet ficar informando que vai tomar um banho, comer lasanha ou dormir, com qual pijama, em qual quarto, risadinha no final, já é outra história. Corta aqui, já volto a este ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses eu estava olhando para todos os rascunhos do meu blog. Várias idéias que eu tive nos últimos três anos, idéias que eu achei que dariam ótimas crônicas, mas acabaram não indo para a frente. Eu adoraria utilizá-las, e poderia até publicá-las como estão, pouco desenvolvidas, mas isso só as destacaria negativamente. Foi aí que me lembrei do passarinho azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas idéias diárias que são eliminadas podem não ser lá muito brilhantes, mas creio que sejam melhores que "vou escovar os dentes". Você pode vê-las clicando nas maiúsculas entre parêteses (&lt;a href="http://twitter.com/cacadiaria"&gt;CACA DIÁRIA NO TWITTER&lt;/a&gt;), mas encare a página como uma pequena extensão disto aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vou escovar os dentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-3341833301799585159?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/3341833301799585159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=3341833301799585159&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3341833301799585159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3341833301799585159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2009/10/maquina.html' title='A máquina'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-4199991172459822642</id><published>2009-10-08T10:13:00.013-03:00</published><updated>2010-03-08T18:58:11.823-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Projeto'/><title type='text'>Projeto de cinéfilo</title><content type='html'>Toda vez que vou à locadora, eu reviro a caixa de "à venda". Tem umas pechinchas tremendas lá. Estou com essa mania agora: comprando DVD o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve fazer uns dois meses que comprei a caixa da trilogia do Indiana Jones, que é cara, junto com um monte de barganhas (no final das contas, você soma os preços de cada um e divide, aí parece que foi tudo barato, dá uma paz... A próxima é a do Rocky), e comecei a ver um por um, aos poucos. Ao contrário do que alguns pensam, relembrar os grandes filmes do passado é uma experiência incrível. Meu pai diz que é perda de tempo, mas assiste a uns quatro programas diários de mesa redonda de futebol. Deve ser incrível para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da primeira vez que vi Os Caçadores da Arca Perdida e suas continuações, eu confundia Indiana Jones com Agatha Christie - para mim, Morte no Nilo era o filme mais chato do Indy. Eu não conseguia entender porque haviam colocado aquele francês bigodudo no lugar do arqueólogo de chicote. Estava na cara que aquele sujeito não agüentava cinco minutos de armadilhas egípcias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quase vinte anos depois, eu me pergunto coisas um pouco mais inteligentes ao rever a série. Além de "O que diabos foi aquele segundo filme?", por exemplo, não posso deixar de questionar como cenas como o clássico rosto derretendo, a cabeça explodindo, o cara que arranca corações com as mãos e o hálito de Deus não deixaram sua marca na minha memória. Até há pouco tempo atrás, eu deixava de aproveitar qualquer filme que tivesse cenas "fortes" de nojo-violência, porém agora descobri: quando era pequeno, eu não estava nem aí. Sangue, decapitações, tripas e esmagamentos, nada me abalaria. Mas eu morria de medo de Xuxa Contra Baixo Astral. Vergonha na cara: estou agora vendo todos os filmes que a violência não me deixou ver nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dizem que a violência nos filmes e jogos influencia negativamente a formação de caráter das crianças. Renato e Indiana Jones estão aí para provar o contrário. E tragam Tarantino!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se for fazer alguma citação deste texto, escolha "Renato e Indiana Jones estão aí para provar o contrário", sem incluir o contexto. Que dupla!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um agradecimento especial à Bianca. Feliz dia das crianças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-4199991172459822642?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/4199991172459822642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=4199991172459822642&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/4199991172459822642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/4199991172459822642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2009/10/projeto-de-cinefilo.html' title='Projeto de cinéfilo'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-575174538232938987</id><published>2009-07-11T01:14:00.003-03:00</published><updated>2009-07-11T02:40:04.077-03:00</updated><title type='text'>Um pouco de "q" sem "u"</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O ômnibus oje tava lotadaum e eu fiuqei em pé apesar do joei estar doenod pacas. Um assento foi liberaod e eu deichei a mossa se sentar primero. Idioat.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O ônibuses  oge tava lotadaon e eu fiqei em pé apesar do jueio estar doendo pacas. Um ascento foi liberado e eu deixei a mouça se sentar primeiroi. Idiota.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O ômnibuses oej taav lotadaõ e eu phi'k em pé apesar do juei estar doenod pacases. Um axcento foi liberaod e eu deixei a mô saci sentare pmirerioi. q&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não estou me rendendo a nenhum tiop, digo, tipo de internetês para usar no blog. Mas não posso deixar de admitir o fascínio que a liberdade de escrita na rede exerce sobre mim. O que eu comecei a conhecer no final da década de 90, com "vc", "fds", e o mais engraçado de todos, "tc", entre outros, era uma linguagem ágil para nossos dedos lentos. Eu me recusava a escrever errado, mas, digitando com os dois indicadores, entendia perfeitamente o porquê da moda ter pegado. Começava o internetês e, até então, estávamos eu cá e ele lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi até 2005, acho, que tive meu primeiro contato com os derivados do internetês. Coisas absurdas como o miguxês, o oOooOOozês e o tiopês simplesmente não conseguiam me convencer. O que havia começado como uma forma de comunicação mais rápida havia se tornado justamente o oposto. Como uma receita médica, que hoje é feita em garranchos propositais cuidadosamente desenhados, a linguagem na internet estava ficando uma confusão vergonhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O onibuxxx oxe tava lotadaum e eu fikei em peh apexxar du joeliu estar doendu pacaxxx. Um axxxxxentu foi liberado e eu deixxxxei a moxxa xi xxentar primero. Idiotaa.&lt;/span&gt; O miguxês, fruto de alguma mente incrivelmente maldoxxxxa, desperta no interlocutor imediata e obrigatoriamente uma de duas reações: um misto de frustração e fúria que cresce lenta, porém continuamente; ou uma vontade incontrolável de fazer biquinho. Ambas terrivelmente incômodas, o que me leva a questionar como diabos isso pode ter se espalhado senão por uma conspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o Onibus hOje tava lotadaOn e eO fiquei em pé apesar dO jOelhO estar dOendO pacas. Um assentO fOi liberadO e eu deixei a mOça se sentar primerO. IdiOta.&lt;/span&gt; O oOooOOozês foi a língua para a qual foi mais difícil traduzir a frase do primeiro parágrafo. Preciso dizer mais? Pergunto-me se queriam que imaginássemos uma pronúncia diferenciada. Eu não consigo não imaginar, e não consigo não rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O o^niubs hoej taav lotadaõ e eu fiuqei em peh apezar do joehlo estar doenod pacas. Um asenot foi liberaod e eu deichei a mossa se senatr priemrioi. Idioat.&lt;/span&gt; O tiopês, à primeira vista, me pareceu o novo internetês. Uma linguagem relativamente compreensível, fruto de erros de uma digitação rápida sem rvisões. Algumas letrinhas trocadas praticamente não alteram a velocidade com a qual interpretamos uma palavra, logo, tomar menos cuidado com o que sai antes de apertar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;enter&lt;/span&gt; é um modo de agilizar ainda mais a comunicação. Mas os erros de ortografia além da ordem das letras pediam maiores explicações. Diferente dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;oOooOOo&lt;/span&gt;s e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;xxxxxx&lt;/span&gt;s, esses erros vinham nos mais variados formatos e pretendiam ter a mesma pronúncia que seus paralelos ortograficamente corretos. O miguxês e o oOooOOozês me divertiam, e só isso já era preocupante. Mas o tiopês era diferente. Ele não so me divertia, ele me fascinava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois &lt;span style="font-style: italic;"&gt;s&lt;/span&gt; poderiam viram um só, ou um cedilha, ou, dependendo do caso, um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;c&lt;/span&gt;, um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sc&lt;/span&gt;, um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;xc&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;M&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;n &lt;/span&gt;podiam de misturar, e a quantidade de fonemas que poderiam substituir o til era impressionante. No inglês, a liberdade era ainda maior. Um só letra poderia se combinar com tantas outras fazendo sons tão distintos que não havia limites para a criatividade. Foi no ano passado que eu percebi que eu também já estava escrevendo errado de propósito. Meio escondido, meio tímido, ousando um pouco na ordem das últimas letras. Um pouco de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;q&lt;/span&gt; sem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;u&lt;/span&gt;. Um pouco de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;n&lt;/span&gt; com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;p&lt;/span&gt;. Em pouco tempo eu desenvolvia um jeito de escrever que já nem era tiopês. Era o meu jeito. Escrever errado era tão delicioso, tornava tão mais engraçadas conversas do dia-a-dia, que fez este cabeça-dura ter uma das mudanças mais drásticas de opinião na vida. Amo a gramática e continuo furioso com a incapacidade alheia de colocar as coisas no papel como ditam as regras. Mas na informalidade da internet, por que não deixar a linguagem ser arte? Com um toque aqui e ali o texto ganha uma personalidade irresistível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------- // --------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prontofalei&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-575174538232938987?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/575174538232938987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=575174538232938987&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/575174538232938987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/575174538232938987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2009/07/um-pouco-de-q-sem-u.html' title='Um pouco de &quot;q&quot; sem &quot;u&quot;'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-6406228540530542329</id><published>2009-07-09T22:47:00.005-03:00</published><updated>2010-03-10T22:38:24.046-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tecnofobia'/><title type='text'>Google</title><content type='html'>Um dia desses eu liguei para o meu provedor de internet pela enésima vez na semana. Eu teclo 2, para novas assinaturas, eles atendem tão rápido que nem cai no Beethoven.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Bom dia, senhor! Está interessado em...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Caiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ah, você de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Seguinte, já desliguei todos os cabos do modem e esperei e ligue de novo, as quatro luzes verdes estão acesas e a laranja pisca sem parar, tudo nos trinques.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Olha, já te falei que esse seu roteador deve estar com problemas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nada, liguei o cabo direto no computador, aparece "conectado" e aquele indicador de velocidade que é uma mentira do caramba e tal, mas não abre site nenhum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Um momento então que vou transferir você pra um de nossos atendentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Qualé Andressa, não faz isso comigo não. Esses caras não atendem. Aliás, você já é um de seus atendentes e...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beethoven. Acho que eu odeio Beethoven. Desliguei o telefone e voltei à frente do computador. Continuava fora do ar: o Google não abria, o Caca Diária não abria, o Orkut não abria, o Youtube não abria, o meu e-mail não abria. Pensei um pouco. "Não pode ser..." Tentei pensar em uma página que não fosse filiada ao Google. Trinta segundos se passaram e nada veio à cabeça, então procurei um site nos meus favoritos. E abriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu peguei um momento raro de queda de serviço do Google que me deixou preocupado. Esse troço domina a internet. Neste momento, por exemplo, meu navegador se encontra com onze abas abertas. 3 blogs, 3 páginas do orkut, 2 vídeos no youtube, meu e-mail, uma tentativa de pesquisa e um fórum. Tirando o fórum, é tudo do Google, e isso se puder tirar: acabei de verificar que ele está cheio de links do nosso amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, caro leitor... o seu traseiro pertence ao Google.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu ia fazer uma atualização das grandes, falando de coisa importantes que deixei passar nos últimos meses, como a reforma ortográfica, a morte do Michael Jackson, ortopedia, fisioterapia e traumatologia, e ônibus. Não foi possível. Desde ontem que minhas pesquisas no Google não retornam nenhum resultado, e eu me sinto tremendamente impotente. Google mudou nossas vidas de um jeito que não é tão fácil de perceber antes que se perca. Não poder ter informação em 0,0084 segundo mais assustador do que parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo Gabriel não usa a barra de endereço do navegador. Ele digita o nome do site no Google. Hahaha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OK, posso escrever um pouco sem Google. Pelo menos tentar. Lá vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guarda-chuvas em vôos freqüentes. Faz parte do meu protesto. Eu vou continuar escrevendo do jeito antigo até o limite estipulado, só por birra. Eu não sei se vou conseguir viver sem a opção "Português(BR)" nos programas de computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me injustiçado. Admirava tanto o Michael Jackson, mas de repente parece que todo mundo gosta dele mais do que eu. Bom, não posso deixar de comentar sobre a morte do ídolo. Eu nunca consegui ligar o Michael negro e o branco como sendo uma pessoa só. Presto então uma homenagem dupla. Ao primeiro, por influenciar gerações com sua música e dança. Ao segundo, pelas piadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de três meses, meu joelho está finalmente se recuperando (é, acho que não escrevi sobre isso, mas... manquei bastante). Com uma folga na faculdade, posso comparecer à fisioterapia todos os dias da semana para curar de vez o meu "hipersolc mec extense condrepaelc mld". É o que diz o diagnóstico escrito pelo meu médico, e ninguém lá na clínica faz a menor idéia do que signifique. Dedos cruzados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criei no menu uma classificação de textos por categoria, por enquanto com apenas uma: "ônibus". É como uma despedida. Estou dirigindo o carro da minha mãe com freqüência crescente. Mas não se preocupem, o carro está cheio de problemas e o trânsito na região é péssimo. Ou seja, podem esperar pela nova categoria , "carro", em breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-6406228540530542329?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/6406228540530542329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=6406228540530542329&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/6406228540530542329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/6406228540530542329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2009/07/google.html' title='Google'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-7933242228833753354</id><published>2009-05-16T19:59:00.003-03:00</published><updated>2010-03-10T22:41:03.969-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tecnofobia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ônibus'/><title type='text'>Maldição</title><content type='html'>Já faz três anos. Meu primeiro aparelho de mp3 era supostamente foda. Era mp4, aliás, mas eu acho ridículos esses acréscimos. Uma vez eu vi um aparelho que dizia ser mp10: décima função era uma caneta. Ora, se fosse assim, eu teria um mp12: meu canivete. A décima segunda função é chaveiro. Enfim, a mídia especializada levava a fama do meu mp4 às alturas. Não deu um mês e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;puf&lt;/span&gt;! Nunca mais ligou. Não, não foi nenhum erro de manuseio. Eu tenho uma maldição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu segundo aparelho, também de mp4, foi roubado junto com minha carteira por um moleque na rua. Eles botam a mão no seu bolso e você só percebe quando eles já largaram o chinelo e correm como o vento. O terceiro eu catei do meu pai. Era um aparelho velhinho com poquíssima capacidade, e deve ser por isso que foi poupado da maldição. Mas eu caí no erro de trocar o Caixinha (apelidei-o assim porque ele tem o formato de uma caixinha de fósforos) por um que pudesse carregar mais de um álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto e o quinto são do mesmo modelo. É, um tinha um defeito - a entrada de fones de ouvido era horrorosa, portanto todos eles ficavam mexendo no interior do aparelho em mau contato - e o outro, que obtive ao trocá-lo, nem ligava. Resolvi ficar quietinho na minha com o velho Caixinha. Mas o destino não queria me deixar fugir da batalha. Eu tinha que perder, sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu celular pifou. Já estava na hora de trocar mesmo, então eu aproveitei e peguei um daqueles que fazem café e lavam roupa. Ah, e tocam música. Meu novo aparelho celular aceita cartões microSD, onde eu poderia colocar a mídia que quisesse e ouvir à vontade. Poderia, se não fosse amaldiçoado: foi só conectar o leitor de cartão na entrada USB do computador que veio o defeito. Como estragar meu celular novo seria sacanagem demais, os forças do além atacaram o outro lado. Meu computador reconheceu o dispositivo, mas não conseguia acessá-lo. Mas eu não ia desistir, não agora que estava tão próximo. Peguei imediatamente o cabo do celular para ligá-lo direto ao computador. Novamente, o computador o reconheceu mas não pôde acessar. Eu tentei inclusive por comandos de texto e nada. Pela primeira vez eu percebi que estava amaldiçoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deve ser a entrada USB!", pensei, otimista, e tratei de ligar o cabo na entrada onde estava ligado e funcionando perfeitamente meu mouse. Nada. Leitor de cartão, nada. Liguei o mouse de novo e ele continuava funcionando. Só podia ser sacanagem. Aí eu me lembrei que meu computador tem um leitor embutido de cartões SD grandes, e que bastava colocar o microSD dentro de um adaptador para que ele fosse lido dessa entrada. "Ah tá, vai nessa, você acha mesmo que vai funcionar?", disse meu lado pessimista. "Ah, aliás, eu sou seu lado pessimista. Prazer.", voltou a voz. Era a primeira vez que ela falava, e estava certa. O computador reconheceu o cartão, mas não foi possível acessar os dados. Cheguei à conclusão de que minha máquina tinha um defeito absurdo que a impedia de acessar qualquer dispositivo externo de armazenamento que não fosse CD ou DVD. E foi aí que eu desisti da batalha pela segunda vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ei, Gabriel, me empresta aquele teu mp4 antigo, agora que você tem um melhor?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Pra ele explodir nas suas mãos? Hahahaha!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriel é aquele tipo de amigo que adora a sua desgraça. É estranho, mas é um tipo de amigo que todo mundo deve ter. E o Gabriel tinha razão, por um lado. Eu já havia perdido quatro aparelhos de música e uma parte da minha alma, que deu lugar ao lado pessimista. Eu ganhara mais uma voz chata na cabeça e ainda não podia ouvir música no ônibus. Eu não podia entrar nessa luta de novo. Mas eu entrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-dos CDs e DVDs, que ainda podiam ser gravados pelo meu computador. Gravando alguns DVDs com arquivos de música, eu poderia copiar tudo para o computador de meu pai e de lá tranferir para o celular. Leitor de microSD, cabo do celular, eu poderia tentar tudo de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor queimou assim que foi inserido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A instalação do programa do telefone executou uma operação ilegal, o que quer que isso queira dizer, e teve que ser fechada. Não enviei o relatório à microsoft, porque sei que o mesmo erro não vai ocorrer com mais ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ônibus, eu tiro os fones. Estou cansado de ouvir repetidamente as duas músicas que cabem no Caixinha. E ali, apoiado na barra próxima à porta traseira do veículo, eu observo as pessoas. O menino tímido que flerta com a menina tímida através do reflexo da janela; a senhora de minissaia que acha que está arrasando; o cara com fones que está literalmente dançando no meio do ônibus de olhos fechados; a moça que tem medo de mim; o homem no Mussolini, o banco do fundo, de quem ela realmente devia ter medo; o sujeito que acorda de repente e pergunta "ei, ei, este ônibus não é o 500, não?", e não, não é o 500. E eu chego à conclusão de que não pode ser à toa que os sejamos eu e o Caixinha os únicos sobreviventes dessa guerra. Talvez esse seja o nosso dever, documentar o que acontece no ônibus que é tão importante que ninguém mais percebe. Eu não posso ser sempre distraído pela música. Eu não quero. Eu sou um cronista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-7933242228833753354?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/7933242228833753354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=7933242228833753354&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7933242228833753354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7933242228833753354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2009/05/maldicao.html' title='Maldição'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-3152244489558177063</id><published>2009-05-08T10:40:00.001-03:00</published><updated>2009-05-08T10:42:58.878-03:00</updated><title type='text'>Asterisco</title><content type='html'>Estive pensando... É melhor eu começar a tomar cuidado com o que escrevo. Opiniões políticas, religiosas, político-religiosas; traumas de infância; traumas de adolescência; reflexões de ônibus; conversas com Deus; conversas com Beus; cor e formato de roupas de baixo. Tenho soltado muitas verdades sobre mim, e isso é perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus colegas da faculdade lêem este blog. Meus antigos vizinhos também o lêem, e temo que os novos vizinhos juntem-se a eles no futuro. Todas as garotas bonitas da cidade estão lendo o meu blog, e eu fico vermelhinho. Minha família lê! A parte materna próxima pode não ser muito numerosa, mas só de pensar no que pensa de mim o clã Miranda eu tenho calafrios. Meu pai é o caçula de catorze irmãos, e, creio, o único que não é muito chegado à igreja. E agora ele está querendo se tornar religioso, o que aumenta exponencialmente as minhas chances de atingir o posto de ovelha negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso me policiar, ou trapacear. Por sorte, lembrei-me de uma das mais poderosas armas da língua escrita: o asterisco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Tratamento 100% confiável!*"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Compre e concorra a uma casa!*"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum lugar você encontrará o segundo asterisco. Geralmente atrás do anúncio, de cabeça para baixo, em letras tamanho 2, naquela tinta invisível que só é enxergada sob luz negra. Coberto com uma fita. E lida a observação, você descobre que o tratamento só é 100% confiável em 20% dos casos, e que talvez não valha muito a pena concorrer a uma casa* de cachorro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*De plástico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que foi? Nenhuma regra nos impede de colocar mais um asterisco na observação, oras. É, vocês estão ferrados. A língua falada não tem asterisco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Pode deixar, mãe, volto antes das onze! Asterisco."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Juro por tudo o que há de mais sagrado. Asterisco."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não me segura! Não me segura! Asterisco."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Hahahahahahaha! Asterisco."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá muito certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de agora, vou colocar sempre um asterisco no final, afinal, nunca se sabe quem está lendo. O asterisco deixa a dúvida no ar. Mas cá entre nós, com asterisco ou não, tudo o que você lê aqui é a mais pura verdade*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei tanto tempo sem escrever que nem tenho mais certeza se são mesmo oito hífens de cada lado das barras. Acho que voltei. Abraços.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-3152244489558177063?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/3152244489558177063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=3152244489558177063&amp;isPopup=true' title='60 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3152244489558177063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3152244489558177063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2009/05/asterisco.html' title='Asterisco'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>60</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-1292321525462917170</id><published>2009-02-14T00:10:00.002-02:00</published><updated>2009-03-09T01:34:23.199-03:00</updated><title type='text'>O mano da cruz</title><content type='html'>Três vezes por semana eu ando pelas ruas à noite todo vestido de preto. Não, não tenho nada a ver com metal ou satã. É o meu kimono. Poucas pessoas por aqui sabem que o kimono do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ninjutsu&lt;/span&gt; é preto, mas eu já me considero sortudo quando eu digo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ninjutsu&lt;/span&gt; e não recebo um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ah, jiu-jitsu?"&lt;/span&gt; como resposta. Pior ainda é quando vem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ah, jiu-jípson?"&lt;/span&gt;, juro que já ouvi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava andando com a calça do kimono e uma camisa preta e resolvi não me dar o trabalho de explicar ao homem que me abordava que não, não existe &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"jiu-jípson"&lt;/span&gt;. Resolvi escutar tudo o que ele tinha para dizer. Resolvi aceitar mais esta chance que a vida me dava de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você conhece Jesus?&lt;/span&gt; - perguntou o homem de terno. Eles sempre serão homens de terno, mesmo quando não estiverem de terno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Claro que conheço.&lt;/span&gt; - respondeu o rapaz de preto. Essa juventude...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Conhece mesmo? Diga, quem é Jesus?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ora, é o mano da cruz.&lt;/span&gt; - antecipei. Eu não conseguia segurar. "Por essa ele não esperava", pensava eu, rindo por dentro. Mas ele se recompôs rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não, não. Ele é o filho de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Tô ligado. Jesus é massa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse momento que ele chegou à conclusão de que para fazer sua boa ação cristã do dia ele não poderia deixar o cara de preto falar. Em poucos segundos traçou um paralelo de Jesus aos nossos tempos, aos jovens dos nossos tempos, a mim. Ou pelo menos a quem ele achou que eu fosse; ao cara de preto. Mostrou como eram ruins os hábitos desse cara que vai às festas, toma todas, se droga e transa com "mulheres do mundo" o tempo todo, o que segundo ele batia de frente com tudo o que Jesus representa e não valia nem um pouco a pena. Na igreja, o rapaz de preto encontraria muito mais felicidade do que no mundo. Com essas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu supus, como qualquer pessoa que não pertence à Igreja Evangélica do Terno deveria, que essa igreja não era o lugar para mim. Afinal, não conheço ainda lugares habitáveis fora do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas, cara, eu me amarro no mundo. -&lt;/span&gt; interrompi com um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me amarro no mundo. Eu me amarro nas festas, no álcool e nas mulheres. Eu me amarro no esporte que me faz andar de preto por aí, e me amarro, não posso esconder, em incomodar os membros da igreja do terno. Eu odeio a Igreja do Terno e isso não faz de mim uma má pessoa. Porque para mim não importa se o mano da cruz era filho de Deus, ou de Beus, ou simplesmente um homem que morreu lutando pelo que acreditava. De qualquer modo, Jesus tem meu respeito e admiração, e eu tenho certeza de que não preciso sair de casa aos domingos de manhã para ser uma boa pessoa como ele gostaria que eu fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o mano da cruz estivesse vivo, eu posso apostar que ele estaria comigo. Contra a Igreja do Preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a escrever sobre a Igreja do Terno em fevereiro e terminei em março. O sistema do Blogger me salvou de deixar o mês passado registrado como vazio, e eu agradeço. Obrigado, Blogger.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-1292321525462917170?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/1292321525462917170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=1292321525462917170&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/1292321525462917170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/1292321525462917170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2009/02/o-mano-da-cruz.html' title='O mano da cruz'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-8428872113028116502</id><published>2009-01-11T23:42:00.003-02:00</published><updated>2009-01-12T00:54:49.166-02:00</updated><title type='text'>A casa do caralho</title><content type='html'>O meu telefone sempre tocou muito. Às vezes querem falar com Marlene, às vezes querem falar com Edgar, e quando não é a cobrar eu "sinto muito, não faço a menor idéia de quem seja, tchau". Por mais que eu atraia enganos, ainda assim geralmente é para mim. Ou pelo menos para o meu pai, que tem o mesmo nome que eu, e quando o telefonema é para ele eu costumo conversar um pouco até perceber que o assunto está caminhando para além da minha compreensão e perguntar quem diabos está falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Quem diabos está falando?&lt;/span&gt; - perguntei ao rapaz que tinha sotaque paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Aqui é o Fernando do banco [insira aqui um nome de banco]. O senhor já conhece o nosso cartão que [insira aqui muitas, muitas vantagens. Supostamente, pelo menos]?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Hum... Conheço agora. Mas não estou interessado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas por que, senhor Renato? O senhor já trabalha com algum cartão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não, mas é que...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Então, o nosso cartão [insira aqui as mesmas vantagens, repetindo uma delas por duaz vezes. Tenho certeza de que ele repetiu].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Olha, Fernando, o seu cartão é maravilhoso e tudo mais, mas eu não estou interessado. O limite é alto demais, se eu tivesse um cartão desse eu não poderia pagar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O senhor trabalha, senhor Renato?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não. -&lt;/span&gt; respondi, pensando em como o tal Fernando precisava urgentemente de aprender outros pronomes de tratamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Recebe aposentadoria?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Tem certeza de que você sabe quem sou eu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mesada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Algum tipo de renda?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nananinanão. -&lt;/span&gt; devolvi com um sorriso no rosto. Ele estava ficando desesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mesmo assim, o senhor pode gastar só o que puder pagar. Com a gente você não vai estar precisando de comprovante de renda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A galera do telemarketing não sabe quando deve estar desistindo. Eu também não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Fernando, acho que você não está entendendo. Eu não tenho dinheiro. Você quer me empurrar essa droga desse cartão para que eu gaste o que não posso, cara. Você quer me ver afundado em dívidas, não quer? Você quer me levar à ruína, é isso que você quer, Fernando. Você quer me ver lá no fundo do poço e me jogar uma pá para eu cavar mais um pouquinho. Você quer atender às minhas ligações desesperadas de pedido de empréstimo e dizer que eu devo aguardar enquanto você passa para o pessoal da burocracia. Mas você não vai passar para o pessoal da burocracia, você vai é dar corda na sua caixinha de música e colocá-la na boca do telefone e aproveitar cada segundo, por que você quer mais é que eu me dane. É isso que você quer, Fernando, eu sei que é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Senhor Renato, eu vou estar deixando o telefone de contato com o senhor para que o senhor possa estar retornando quando o senhor estiver decidido, senhor Renato. Obrigado pela paciência, tenha um bom dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É. A casa do caralho agradece a sua ligação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da próxima vez eu vou me fingir de louco, já criei todo o texto. Eles que estejam me aguardando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contemple o "feliz ano-novo" mais atrasado de 2009:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz ano-novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que 2009 seja um ano cheio de assunto. Coisas ruins acontecerão, é claro. Mas vale a pena quando a gente pode contar depois no bar e arrancar gargalhadas. Espero que as coisas ruins deste ano que chegou sejam do tipo que rende assunto a todos nós. Feliz 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-8428872113028116502?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/8428872113028116502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=8428872113028116502&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/8428872113028116502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/8428872113028116502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2009/01/casa-do-caralho.html' title='A casa do caralho'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-889807704185894603</id><published>2008-12-02T21:55:00.002-02:00</published><updated>2009-05-16T21:21:58.947-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ônibus'/><title type='text'>Ônibus... e as mulheres... e os homens</title><content type='html'>Uma história de ônibus que começa no ônibus. Eu estava no meu assento observando como as árvores do morro do convento estavam alternando entre secas e folhadas em um padrão perfeito quando senti um toque rápido no ombro. Olhei para o lado e vi que a moça ao meu lado não me olhava de volta. "Cutucão não foi", pensei, "um esbarrão, talvez". Voltei a me entreter com a paisagem - desta vez seis casas com uma piscina no meio, eu tentava descobrir a qual casa ela pertencia. Foi quando senti um novo toque. Virei-me novamente e nada. Decidi desistir da paisagem e descobrir o que estava acontecendo. Na terceira vez, eu vi - a minha companheira de viagem quicava entre um cochilo e outro, e na curva depois da ponte desabou sobre meu ombro e não acordou mais até o terminal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me lembrou do episódio que relatei aqui sob o título de &lt;a href="http://cacadiaria.blogspot.com/2008/04/nibus-e-eu.html"&gt;"Ônibus... e eu"&lt;/a&gt; (se não leu, leia agora por favor - os textos se complementam, é uma beleza). Segurei as risadas que vieram devido à relação entre os casos com medo do que os outros passageiros pudessem pensar. Analisando as duas situações, não pude deixar de pensar "que sorte". Que sorte que eram mulheres, sem nenhuma implicação além do que segue: se fosse um homem, eu o poria de lado. Gentilmente, disfarçadamente, mas poria. Não só por mim, mas por ele. Porque no outro caso, eu também odiaria acordar abraçado à perna de um pobre rapaz no ônibus. Hoje percebi que é assim que funciona. Vizinhos no ônibus, sexos opostos. Pequenos constrangimentos em lugar dos maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, mulher, quando vir aquele rapaz sentando-se ao seu lado com tantos assentos vazios, não pense que lá vem cantada ruim e conversa sobre o tempo. Ele não quer necessariamente te levar para a cama - talvez vocês acabem dormindo ali mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-889807704185894603?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/889807704185894603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=889807704185894603&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/889807704185894603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/889807704185894603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/12/nibus-e-as-mulheres-e-os-homens.html' title='Ônibus... e as mulheres... e os homens'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-1950546585435529107</id><published>2008-11-17T19:26:00.002-02:00</published><updated>2010-03-08T21:27:51.322-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Projeto'/><title type='text'>Muro de isopor</title><content type='html'>Estava me lembrando da época em que eu era um pequeno projeto de homem brincando na rua com os amigos. Tantas memórias daquela rua... A casa do vigia, atrás da qual sempre se escondia metade dos participantes do esconde-esconde; a goiabeira (tinha nome, a danada da árvore: "Puta", conforme estava escrito no caule), única árvore em que eu tinha coragem de subir; o cachorro gay Bóris e sua bola de tênis babada que ele jogava na gente sempre que passávamos na frente do portão e a gente tinha que lançar o mais longe possível no jardim para que não desse tempo dele voltar e ficar com aquela cara de pidão; o cachorro gay Brutus que deixou todo mundo horrorizado quando descobrimos que ele era macho, e portanto sua relação com Bóris era inaceitável para bons cristãos que éramos na época; o vizinho mala do prédio chique da frente que sempre pedia pro porteiro tirar a gente do gramado exterior do edifício... Mas o principal naquela rua sem saída era o muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O muro cinza se estendia por meio quarteirão e literalmente fechava a rua. Para os bravos sem medo de altura, era possível subir e ver aquela extensão toda de pura liberdade. É, hoje em dia eu conheço aquilo como "terreno baldio", mas na época era liberdade da melhor. E o muro estava lá, intransponível, até o dia em que foi atingido, não lembro como, por um paralelepípedo. Ali, entre os massivos blocos de concreto, ali naquele cimento que sustentava tudo, a pedra tirou uma lasca e revelou: embaixo de uma fina camada de massa, tudo o que ligava os blocos era isopor. Qual não foi a nossa alegria ao descobrir que o que nos separava do perfeito território do pique-bandeira e futebol era um muro de isopor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quando me sinto inquieto, impotente diante de alguma situação que não posso controlar, eu me lembro daquele muro. Tudo o que eu quero nesses momentos é um grande muro de isopor, para correr e bater de cara nele. Quebrar o muro com nada além de vontade e velocidade. Extravasar. É assim que tenho me sentido no último mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Obrigado pelos [altos números de] votos! A cidade saiu ganhando!"&lt;/span&gt;, dizia o anúncio que vi, do ônibus, na entrada da ponte. Eu não votei no nosso futuro prefeito. E não conheço ninguém que tenha votado nele por razão melhor que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ele vai garantir o emprego do meu irmão"&lt;/span&gt;. Aliás, "irmão" é o que não falta para os evangélicos que o elegeram. Eu quero um muro de isopor porque da igreja eu não posso ganhar. Eu posso dizer que Beus ganha de Deus na queda de braço, eu posso colocar botão de camisa na sacola de dízimo, eu posso ter um ataque de tosse proposital no meio da pregação, mas eu não posso derrotá-los. Tudo o que eu consigo chamar de luta é protestar aqui contra essa ferramente tão poderosa de alienação das massas. Gente, o Estado aqui era para ser laico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frases sobre mim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"100% ok"&lt;/span&gt; ~ Pessoal da faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Esse cara estuda pacas!"&lt;/span&gt; ~ Eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Estuda nada!"&lt;/span&gt; ~ Professores universitários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Um câncer na comunidade!"&lt;/span&gt; ~ Líder comunitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sumido, ele!"&lt;/span&gt; ~ Todo mundo da ala virtual do meu círculo social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Lindão!"&lt;/span&gt; ~ Ala feminina do... mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a frase que mais importa aqui é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Esteve ausente no meu aniversário!" &lt;/span&gt;~ Caca Diária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me esqueço dos aniversários de todos, inclusive o meu próprio. Não podia ser diferente com a minha ferramenta favorita de expressão. Parabéns atrasados para o Caca Diária, que já agüentou mais de um ano veicular a opinião de um escritor besta. Parabéns para os leitores que agüentaram acompanhar. Espero estar aqui ainda no próximo Outubro para acertar a data. Saudações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-1950546585435529107?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/1950546585435529107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=1950546585435529107&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/1950546585435529107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/1950546585435529107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/11/muro-de-isopor.html' title='Muro de isopor'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-3410468393104069262</id><published>2008-09-05T09:46:00.004-03:00</published><updated>2008-11-19T14:27:59.196-02:00</updated><title type='text'>Guara Gay</title><content type='html'>Aconteceu ontem e já estou escrevendo. Foi um dos dias mais engraçados da minha vida, oras, não posso esquecer os detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos na cantina esnobe da UFES (as cantinas que conheço lá lá são a esnobe, a lotada, a apertada, a escondida e a próxima), eu e o Gabriel "mala". Ele mexia seu capuccino com uma das colheres públicas do estabelecimento - elas ficam em uma tigela cheia de grãos de café no balcão, com uma outra tigela com água ao lado, e só se pode esperar que cada um faça a sua parte e apenas mexa o café com elas - e distraidamente lambeu a colher após misturar a bebida. Lambeu e olhou para mim com cara de quem percebeu a merda que fez. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A questão é: quantas pessoas fizeram o mesmo antes de você?"&lt;/span&gt; - brinquei. Ele terminou de misturar o chantily ao café e jogou a colher na tigela de água apressadamente. A água se tranformou em café, é claro. E com bolhas em cima. O cara da cantina recolheu as duas tigelas e todas as colheres com a maior cara de nojo que eu vi no dia, e nós gargalhamos enquanto ele não voltava. Nunca havíamos visto ninguém recolher aquelas colheres. Foi aí que eu citei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E então, Gabriel? Vai comprar o Guara Gay?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flashback. Nós conhecêramos a estranha bebida dois dias atrás, na mesma cantina. Ele estava no meio dos refrescos comuns de guaraná, bem ali, o Guara Gay. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Talvez a intenção seja dizer que é uma bebida alegre"&lt;/span&gt; - disse minha mãe quando contei o fato. Não, ele era rosa e tinha um arco-íris. O Guara Gay era, definitivamente, gay. Nós estávamos nos perguntando como diabos o fabricante esperava vender aquilo - quer dizer, o público era limitado, uma desvantagem em relação ao guaraná comum que é bebido por todos. - quando a moça do caixa disse: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vende bem, sabia? Estamos na UFES, afinal. Aliás, hoje compraram um monte por causa daquele evento que vai acontecer ali do lado."&lt;/span&gt; Nós não olharíamos para o lado por nada neste mundo. Nunca saberemos que evento era esse, e ainda bem. Fim do flashback.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas deve ser muito caro! E comprar pra quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ah, dá de presente pro Filipe. Ele vai se amarrar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Hum... Vou ver. Se o dinheiro der... &lt;/span&gt;- e para o cara das colheres - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ei, quanto é que custa o Guara Gay?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Um e vinte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi para o caixa - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um Guara Gay, por favor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Refresco de guaraná", dizia a embalagem. Gabriel enfatizou o "refresco" enquanto lia e o colocou no bolso. Estávamos prontos agora para procurar Filipe, que naquele momento poderia estar em qualquer canto da UFES. Eram duas horas livres, um buraco no horário entre as duas aulas da tarde que não existia para os outros. Andávamos pela estrada da biblioteca ao CT-IX, um dos caminhos mais remotos da universidade, quando o Gabriel apontou para o mato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Olha só! Um cara de jaleco branco e máscara empurrando um carrinho de mão! Muito suspeito!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, era uma figura muito suspeita. Ele ia em direção a um prédio branco cujo propósito nunca soubemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Ah não, a gente precisa seguir esse cara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ficou maluco? Ele pega um daqueles paninhos brancos, te desmaia e faz experiências com você! Nunca mexa com os caras de jaleco branco e máscara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ah, mas eu estou armado -&lt;/span&gt; disse, batendo no bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- OK, mas da próxima vez diga isso quando não houver nenhum guarda perto de você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havíamos chegado ao lado do CT-IX, e um guarda nos encarava. Cassetete de um lado, arma do outro, braços cruzados e uma cara nada amigável. Ele com certeza ouvira a parte do "armado", e começava a olhar para o bolso do Gabriel. Imitei-o e e não pude deixar de rir - o copo de Guara Gay fazia um volume suspeitíssimo que estava para nos meter no mal-entendido mais engraçado da história. Voltei a olhar para cima e tomei um susto. O guarda olhava agora para mim. E eu ainda não havia parado de rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dus figuras supeitas: um sujeito supostamente armado e um outro que ria da cara do guarda. Não lhe faltavam motivos para dizer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"mãos na parede"&lt;/span&gt;, revistar o Gabriel, encontrar o Guara Gay e ficar muito puto com isso. Mas não foi isso que ele fez. Simplesmente nos deixou seguir nosso caminho ao CT-IX sob um olhar de advertência. Entramos no prédio e gargalhamos feito bestas enquanto procurávamos pelo Filipe. Nem sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vamos olhar lá na cantina próxima, ele costuma ficar por lá&lt;/span&gt; - sugeri e, tendo Gabriel concordado, acrescentei - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mas antes, eu duvido que você tem coragem de andar em direção ao guarda com a mão no bolso e voltar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ah, mas eu vou. E com essa cara ainda&lt;/span&gt; - respondeu, fazendo a expressão mais suspeita que pode haver. E saiu do prédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu saí também, mas fui na direção oposta. Queria ser um mero expectador desta vez. Gabriel andou até mais ou menos metade da distância e voltou. E o guarda não tirava os olhos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Viu? Nada demais. Agora vamos procurar o Filipe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sim! Vamos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriel, de costas, não podia ver. Mas o guarda vinha na nossa direção. É claro que eu queria procurar o Filipe. Bem longe dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Que cara é essa, Renato?&lt;/span&gt; - perguntou o mala enquanto passávamos pelo CT - VII (não se engane, leitor, o CT-VII é imediatamente próximo ao CT-IX. Os prédios do Centro Tecnológico da UFES são CT-I, CT-II, CT-III, CT-IV, CT-VII e CT-IX. Não pergunte onde estão o cinco, o seis e o oito.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não olhe para trás. O guarda está seguindo a gente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apressamos o passo e chegamos à cantina, para descobrir que Filipe não estava lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas que droga, onde esse cara foi se meter?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ele pode estar em qualquer ponto da UFES&lt;/span&gt; - e, olhando para o relógio - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Afinal, ainda faltam mais de uma hora e meia para a aula dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Uma e meia? Caramba, já estamos atrasado para a aula de cálculo. Deixa isso para lá, a gente acha ele depois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao virar para trás, nos deparamos com uma perspectiva assustadora. O único caminho se estendia da nossa localização até o CT-VII, passando no meio de dois prédios. E ali no final estava o guarda. Arma no bolso, cassetete na mão, um pé no banco e uma expressão desafiadora no rosto. Nós queríamos ver a aula, e para isso deveríamos passar por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sabe, &lt;/span&gt;- disse eu - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu estava pensando. Que tal você pegar esse Guara Gay, escrever de caneta um "d" ali no meio e passar pelo guarda bebendo? Aí você pára e pergunta: "Quer um gole?" Um gole de "GuarDa Gay"! Seria perfeito, não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É, aí eu vou preso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Exatamente! Você estará vivendo a piada! Geraria uma bela biografia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós andávamos sem saber ao certo nosso destino, mas ríamos como nunca. Aula? Prisão? Tudo dependia do guarda gay.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-3410468393104069262?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/3410468393104069262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=3410468393104069262&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3410468393104069262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3410468393104069262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/09/guara-gay.html' title='Guara Gay'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-1406892718639197753</id><published>2008-08-24T01:17:00.003-03:00</published><updated>2008-08-24T01:58:09.231-03:00</updated><title type='text'>Segredo</title><content type='html'>- Vou te contar um segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O quê? Pode falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não tenho segredos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas se isso é um segredo em si, temos uma contradição aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Não mais. Agora que você já sabe, não é mais um segredo. Eu não tenho segredos. Não agora. Percebe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas um dia ele foi um segredo. E nesse momento, era uma mentira. Um paradoxo. Antes de contá-lo a mim, você guardava uma informação que provava a própria inexistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Meu segredo era não ter segredos, o que bate de frente com qualquer lógica humana. O meu segredo não podia existir. Ele não podia ser aceito. Mas no momento em que eu abro mão da exclusividade sobre esse pensamento, ele passa a ser verdade. Meu único segredo é revelado, e eu não tenho segredos. Completamente aceitável. Justo. Perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, não é perfeito. Um segredo não pode ser analisado apenas a partir do ponto em que não é mais segredo. Uma conjectura perfeita leva em consideração todas as fases e possibilidades. O seu "segredo" é, sim, um paradoxo. E com uma análise platônica, afirmo ainda: você tem segredos. Muitos segredos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E, exceto em relação à sua prova platônica, você tem toda a razão. Meu segredo, como eu já havia dito, era inaceitável. Absurdo. Impossível. Uma falha na ordem do mundo, se me permite dizer. Meu único segredo abalava as estruturas daquilo que tanto veneramos e conhecemos como "verdade". E por isso, dei um fim nele. Entende agora? A "verdade" não pode cair. Se algo não está de acordo, previdências devem ser tomadas. Eu tomei as providências. Pela manutenção da ordem. Pela verdade. Pelo mundo como o conhecemos. Agora que meu segredo foi compartilhado, tudo volta à mais perfeita normalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelo mundo, é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Pelo mundo. Por mim. Por você. Por todos nós. é um fardo e tanto, concorda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É... mas temo que isso não baste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não protegeu a verdade em nada. O seu segredo, contado ou não, não faz a menor diferença. A normalidade não está a salvo, nunca estará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Do que você está falando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe... Eu tenho um segredo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-1406892718639197753?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/1406892718639197753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=1406892718639197753&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/1406892718639197753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/1406892718639197753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/08/segredo.html' title='Segredo'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-5092073722324924006</id><published>2008-08-22T13:36:00.002-03:00</published><updated>2009-05-16T21:21:58.947-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ônibus'/><title type='text'>Ônibus... e a loteria</title><content type='html'>Eu sumi. Desde o mês retrasado, em que tive que sair em uma jornada nas montanhas em busca do meu eu interior, que não consigo escrever. É, eu voltei das montanhas. Com barba. E mesmo me esforçando diariamente, eu sentia uma insegurança na minha escrita. Ah, a falta de prática. Mas nada que uma boa viagem de ônibus não resolva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das figuras em questão estava no Mussolini (que é como chamo o banco da extrema direita no fundo do ônibus), e a outra logo à frente, em pé próximo à porta. E eu logicamente escutava a conversa dos dois rapazes do desconforto do meu assento (aquele banco do meio no fundo, que, por não ter proteção alguma, lançaria o passageiro ao infinito em caso de uma freada muito brusca). Eles falavam sobre loteria. Aparentemente um conhecido de ambos havia tirado a sorte grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Cinqüenta mil! O cara ganhou cinqüenta mil reais. Sortudo demais, hein?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Caramba! O que ele vai fazer com o dinheiro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Já fez. Comprou um Parati...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa para minha impressão no momento. Sim, em uma fração de segundo, no meio da frase, eu pensava: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Parati? Não é exatamente o carro que eu compraria se tivesse 50 mil em mãos..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- ... mil reais em roupas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova pausa. Mil reais em roupas? Ok, isso definitivamente não é o que eu faria com 50 mil. Mas comparando com o que viria por vir, mil reais em roupas era pouco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- ... e cortou o cabelo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem. O cara ganhou na loteria e, em posse de cinqüenta mil reais, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Comprou um Parati, mil reais em roupas e cortou o cabelo"&lt;/span&gt;. Supondo que a Parati foi comprada nova (eu realmente espero que tenha sido nova), deve ter saído por uns quarenta e cinco mil. Somando-se as roupas caras, temos quarenta e seis.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "Olha só, sobraram quatro mil, vamos cortar o cabelo!"&lt;/span&gt;. QUE DIABO DE CORTE É ESSE?! Parati não é o carro dos sonhos, roupas caras não costumam ser prioridade para um homem que é homem, mas um corte de cabelo de quatro mil foge à minha compreensão na velocidade da luz. E olha que andei treinando nas montanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não consigo imaginar como um corte de cabelo pode figurar entre as realizações de um ganhador da loteria. Ainda mais quando são apenas três as realizações. Com roupas e cabelos caros, o que o sujeito espera? Ficar bonitão para andar no Parati dele? Estou de luto. Luto pela sanidade alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortar o cabelo? Eu já cogitei deixar o cabelo crescer só pra vendê-lo, ora essa! O cara andando de Parati por aí e eu tendo que ouvir uma história dessa. Façam-me o favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-5092073722324924006?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/5092073722324924006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=5092073722324924006&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5092073722324924006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5092073722324924006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/08/nibus-e-loteria.html' title='Ônibus... e a loteria'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-2366209195957344236</id><published>2008-06-08T10:51:00.005-03:00</published><updated>2010-03-08T18:58:29.343-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Projeto'/><title type='text'>Projeto de homem</title><content type='html'>Engraçado como a infância é uma síntese da vida... ao contrário. É, eu estava aqui a me lembrar do meu passado, e a rir com a diferença entre as várias visões de mundo que já tive ao longo da minha vida. A infância é um projeto. E é incrível como que projetos tão errados podem acabar dando certo no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era pequeno, "estudava" em tempo integral na escola. Ia para lá cedo, brincava no parquinho, fazia o dever "de casa" na sala mesmo, tomava banho, almoçava, assistia às aulas da tarde, jantava e voltava para casa. Isso tudo era muito divertido, exceto por três partes. A do parquinho e a do banho, principalmente. E em segundo lugar, o almoço. O parquinho e o banho eram assustadores. Eu acho que já mencionei a menina que se dizia apaixonada por mim, a que me surrava no parquinho. Cara, como ela batia. E eu, sempre cavalheiro, não poderia revidar. As "tias" nunca viam, porque ela sempre me arrastava para trás de uma casinha de bonecas onde não seríamos vistos. "Rapaz, com quatro anos de idade eu já levava as meninas pra trás do parquinho" não é de todo mentira. E eu apanhava justamente porque não queria namorá-la. Um dia desses eu estava conversando com uma colega da faculdade, e ela disse que fazia o mesmo. "Ora, se não queria me namorar eu enchia de porrada. Onde já se viu, não querer nada com a gente?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina me perseguia. Até na sala da minha casa ela estava. Sim, ela aparecia na televisão de vez em quando. O pai devia ser uma figura importante em alguma emissora, não me lembro ao certo. Tava na televisão, a maldita. E mesmo assim eu não queria nada com ela. Só porrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de apanhar, digo, brincar, a gente ia fazer o dever de casa. Sem perguntar por que estávamos fazendo dever de casa na escola. A tarefa não podia ser muito complicada, afinal, eram crianças pequenas. Mesmo assim, o clima era de tensão. Porque depois, é claro, vem o banho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem não terminar o dever até as onze vai tomar banho com as meninas!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terror. Nada era mais assustador que tomar banho com uma menina. A gente corria, fazia o dever errado, mas não deixava a tia nos colocar lá com as meninas. "Meninas? Eca!". Antes de entrar no banho, nós tínhamos também que deixar arrumada a roupa que usaríamos depois do banho. O uniforme. E isso contava como "dever até as onze". Lembro-me que uma vez faltavam pouquíssimos minutos para as onze... eu arrumava o meu uniforme quando sem querer puxei o cordão da bermuda. Não sei se você conhece as bermudas de uniforme de antigamente (não sei como são hoje em dia). Elas tinham dois furos na frente, de onde saíam as duas pontas de um mesmo cordão. Ele passava ao redor da vestimenta inteira, fazendo as vezes de um elástico. Depois de vestir a bermuda, devíamos puxar as duas pontas e amarrá-las, ajustando-a assim à cintura de cada um. Pois é, eu puxei o cordão e ele saiu todo de uma vez. O pânico. As pontas do maldito tinham um nó, supostamente para impedir que isso acontecesse. Bermuda mal-feita. Olhei para o relógio, "ufa, ainda tenho alguns minutos", e enfiei um ponta do cordão no buraquinho e fiquei ali, arrastando o dedo pelo tecido para empurrá-lo bermuda adentro. Isso porque, uma vez colocado o cordão, não havia mais comunicação alguma com sua ponta até que ela saísse lá pelo outro lado. O terror. Eu ali, tentando empurrar aquele nó. Os minutos passavam, e eu não obtia progresso algum. Tique-taque. Tique-taque. O cordão estava na metade do percurso, e eu suava mais frio do que jamais havia suado, quando veio a voz da tia: "Onze horas!". O pavor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois eu sentiria falta do tempo integral. Da bermuda de cordão. Tomar banho com as meninas é tudo o que se quer depois da puberdade, afinal. Ah, saudades dos tempos em que eu era um pequeno projeto de homem. Mas do parquinho, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O almoço? Fica para a próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu companheiro blogueiro &lt;a href="http://www.vamosbaterpapo.blogspot.com/"&gt;Daniel&lt;/a&gt; me passou recentemente um selo um tanto quanto curioso. "Sou uma diva". Eu gargalhei. Primeiramente, de felicidade por estar sendo homenageado por um dos blogueiros que mais respeito. E segundo, é claro, porque é engraçado. Eu sou uma diva! Rá! Devo passá-lo para três outros companheiros, que, espero, também o passarão adiante. Divas em ordem alfabética:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bolinhodesol.blogspot.com/"&gt;Bianca&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://tribulacoeslibrianas.blogspot.com/"&gt;Bolívar&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porsuacontaerisco.blogspot.com/"&gt;Marco&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais a comentar, vejo-os amanhã. Até parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/SEv4_44WcdI/AAAAAAAAAD4/r5GI9uc9_5w/s1600-h/DIVA.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/SEv4_44WcdI/AAAAAAAAAD4/r5GI9uc9_5w/s200/DIVA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209531170468295122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-2366209195957344236?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/2366209195957344236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=2366209195957344236&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2366209195957344236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2366209195957344236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/06/projeto-de-homem.html' title='Projeto de homem'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/SEv4_44WcdI/AAAAAAAAAD4/r5GI9uc9_5w/s72-c/DIVA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-2457708046264614521</id><published>2008-05-31T01:09:00.003-03:00</published><updated>2009-05-16T21:21:58.951-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ônibus'/><title type='text'>Ônibus... e o Mussolini</title><content type='html'>Eu esperava pelo ônibus havia alguns minutos, quando ela surgiu. A dona vinha andando pela calçada em direção à praia. Uma mulher normal, devia ter por volta de 40 anos. Passou na frente do ponto de ônibus, passou na minha frente... e parou. Olhei para ela e vi que seu rosto estava voltado na minha direção. Ela estava de óculos escuros, então eu não podia ver exatamente aonde olhava. Me concentrei, procurei, e achei as pupilas. Ela me encarava. Ali, absolutamente sem expressão nenhuma, ela olhava diretamente nos meus olhos. Eu sabia que era comigo, mas por via das dúvidas olhei para trás. Quando voltei, ela já havia retomado seu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho. Muito estranho. Fiquei pensando sobre isso até o ônibus chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei na condução e me dirigi ao fundo, como sempre faço. O fundo do ônibus, caso o leitor não saiba, tem cinco bancos, sendo o do meio extremamente desconfortável por não haver nenhum tipo de apoio por perto além, é claro, dos braços (da cadeira e das pessoas em volta). O dois bancos do canto esquerdo estavam ocupados, assim como o do meio. "Que idiota esse cara.", pensei eu, "Sentando no banco do meio, que idiota." e ocupei o banco da extrema direita, também conhecido como Mussolini. O Mussolini é, de longe, o meu assento favorito no ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que idiota esse cara.", deve ter pensado o rapaz que estava no assento do centro, "Sentando no banco da extrema direita, que idiota.", e com razão. Olhei pela janela e tomei um susto. Ela estava tão depredada que desviava os rais de luz a ponto de mudar as cores do que estava do lado de fora. Se até algumas cores mudavam, imagina as formas. E imagina as formas aparecendo várias vezes, sobrepostas, é claro. A visão do Mussolini estava o maior barato. Voltei-me para o interior do ônibus e me senti tonto. Com a visão aparentemente embaçada, pisquei os olhos várias vezes inutilmente. O tipo de coisa que acontece quando recebemos estímulos visuais muito diferentes em um espaço de tempo muito curto. Como eu não queria ficar atordoado a viagem inteira, cheguei para o banco imediatamente à esquerda do Mussolini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava ali sentado havia alguns minutos, quando ela surgiu. A dona vinha cambaleando pela condução com uma mala enorme na mão. Uma mulher normal, devia ter por volta de 30 anos. Passou por todos os bancos e veio parar na minha frente. Ela queria o Mussolini. Para deixá-la passar, eu teria que me levantar, sair do canto do ônibus, esperar que a dona se sentasse para voltar então ao meu assento. Eu não conseguiria fazer isso sem que o rapaz do banco do centro tirasse as pernas do caminho. E ele fingia que não era com ele. A solução mais pacífica e energeticamente barata seria voltar ao Mussolini e liberar o banco para a dona. Foi o que eu fiz. Mas desta vez eu não ia ficar tonto, não. Virei-me para a janela e decidi não voltar mais a atenção ao interior do ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todo o trajeto apreciamos a rara paisagem psicodélica. Eu e o Mussolini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu observava a paisagem quando uma garotinha acenou para mim da rua. Pode ter sido a visão meio errada, mas ela acenava claramente para mim. Fiquei pasmo e não consegui retribuir o cumprimento a tempo. Logo eu, que já brinquei tantas vezes do "Jogo do Tchauzinho". O quê? Não conhece? O jogo é muito simples. De dentro do ônibus, os jogadores devem acenar para os pedestres. A cada vez que seu aceno obtém resposta, o jogador ganha pontos. Como até hoje só joguei com homens, a tabela permanece invaríavel: 3 pontos para mulheres bonitas, 5 pontos para mulheres bonitas na companhia de um homem, 10 pontos para mulheres bonitas na companhia de um homem caso o homem queira tirar satisfação (com você ou com ela). Ao final da viagem, os pontos são somados e o vencedor declarado. Diversão garantida. Pois bem. Eu, jogador do Jogo do Tchauzinho, perdi. Para uma garotinha. Pensando bem, eu provavelmente teria tido tempo para acenar de volta se não estivesse no fundo do ônibus (que não tem janela atrás). É, culpa do Mussolini.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-2457708046264614521?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/2457708046264614521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=2457708046264614521&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2457708046264614521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2457708046264614521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/05/nibus-e-o-mussolini.html' title='Ônibus... e o Mussolini'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-5780029785841722758</id><published>2008-05-28T23:54:00.005-03:00</published><updated>2008-05-29T01:36:01.604-03:00</updated><title type='text'>Eu sou uma mentira</title><content type='html'>Fillipe (nunca sei se estou escrevendo o nome dele da maneira correta) olhava para a folha quase em branco. "Lei de Kirschoff" ocupava o topo da página acompanhado de dois pontos. "Lei de Kirchoff:"... Qualé, Fillipe, todo mundo sabe enunciar a lei de Kirschoff. Depois de muito pensar, ele levantou da cadeira e saiu da sala. Era a minha chance. Peguei um lápis no estojo dele. Só veio a metade - nós o havíamos quebrado ao meio em uma aula para jogar um pedaço no João - e eu peguei um outro. E comecei a enunciar Kirschoff no caderno do meu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A lei de Kirchoff é uma falácia. Criada na Alemanha do século XVII como meio de alienação das massas, essa grande mentira que atingiu todos os tipos de mídia da época tinha o intuito de..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele voltou à sala antes que eu pudesse completar. Mas a lei de Kirschoff é uma enganação. Não podemos, entretanto, culpar o pobre Kirschoff. Somos todos mentirosos. Eu sou um mentiroso. Eu minto tanto que acredito nas minhas próprias mentiras. Altero as minhas memórias para ficar de bem comigo mesmo ao mandar aquela lorota, porque da próxima vez que eu a contar não vou nem saber que estou mentindo. Mas suponho que todos sejam assim. Eu minto tanto que as pessoas às vezes não sabem se estou falando a verdade ou não. Elas param de comer nozes com medo de alguma doença maluca que eu inventei, e riem quando estou falando sério. E riem ainda mais quando eu termino a piada com um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"É sério, gente!"&lt;/span&gt;. Mas é sério, gente. Eu sou um mentiroso. Suponho que todos sejam assim. Hoje viram meu perfil no Orkut e perguntaram: "É fake?" Eu sou acusado de fake. Eu sou uma mentira. Mas é tudo uma mentira, tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As torradeiras são uma mentira. Você fica esperando, esperando, pronto para pegar a torrada no momento em que ela pula. Mas ela não vem. E quando você inconscientemente desiste e fica distraído , BAM, toma aquele susto. Não importando a velocidade que você programou, é sempre demorado do mesmo jeito. Nos filmes, os atores sempre pegam a torrada no ar. E não só isso, a torrada que eles pegam no ar é crocante e com aquela corzinha que transmite calor só de ver. Ao contrário da torrada real, que fica branquinha e macia e, quando você coloca mais um pouco na potência mínima, fica completamente queimada. E macia. Os filmes são uma mentira. Ou talvez sejam os Estados Unidos. Os Estados Unidos são uma mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pão de forma é uma mentira. Todos eles são a mesma coisa, mas cada um tem um nome diferente, pode reparar na embalagem. Alguns são inclusive cortados de maneira diferente, supostamente para serem usados na confecção de tortas. As tortas são uma mentira. Pão de forma é tudo igual, exceto quando colocado na torradeira - uns queimam mais e outros menos. Mas todos queimam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Yakult é uma mentira. Quando você acha que é feito com lactobacilos vivos, a próxima embalagem te mostra que não é só isso. São "lactobacilos vivos paracasei". E quando você aceita isso, lá vem o fermentado de novo te corrigindo. A nova embalagem de Yakult diz que os lactobacilos são "casei shirota". E que os tais dos shirota ajudam a manter em equilíbrio a flora intestinal. "E a fauna?", me pergunto. O intestino é uma mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exame de sangue é uma mentira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Fecha bem a mão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Só fechar, é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não, tem que apertar. Aperta bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na próxima vez que você vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Fecha bem a mão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Tem que apertar também, não é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não. Só fecha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas para na próxima ser igual à primeira. A ficha da gente no laboratório tem um item importantíssimo: a ordem que lhe foi dada da última vez. Assim, eles sempre mandam você fazer o contrário do que acredita ser verdade. Os laboratórios são uma mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou uma mentira, você é uma mentira, é tudo uma mentira. Este texto é uma mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou inaugurando a seção "Trilha sonora" ali no canto, onde pretendo colocar a música que está ecoando na minha cabeça. Vá lá e clique para saber parte do que se passa na minha mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas não é tão simples assim. Como você pode ver, a seção está meio deslocada. É que colocando no canto, ela fica entrando no meio da parte principal. Isso é injusto, só acontece comigo. É uma conspiração, eu sei. Ou uma mentira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-5780029785841722758?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/5780029785841722758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=5780029785841722758&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5780029785841722758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5780029785841722758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/05/eu-sou-uma-mentira.html' title='Eu sou uma mentira'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-2258550904781372878</id><published>2008-05-17T14:23:00.003-03:00</published><updated>2008-05-17T15:03:23.496-03:00</updated><title type='text'>Tapa-olho</title><content type='html'>É muito bom falar de acontecimentos da minha vida aqui. Eu gosto porque eu imagino que, por mais estranhos que sejam, eles podem também acontecer com cada leitor. Entretanto, o caso que eu vou contar agora é diferente. Ele aconteceu comigo, mas certamente não vai contecer com você. Ah, pode apostar. Devo também acrescentar que não deves ler os parágrafos seguintes comendo. E não diga que não avisei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi pouco depois do meu aniversário de 17 anos. Eu acordei e não consegui abrir os olhos. Eles ardiam, e por mais que forçasse as pálpebras, não podia ver a luz do dia. "Conjuntivite", pensei. Por sorte eu já decorara o caminho até o banheiro (caminho que já percorri inclusive dormindo, mas isso fica para outra história). Com muita água corrente desgrudei os olhos. No espelho, vi que um deles (o direito, se não me engano) estava muito vermelho. O esquerdo, ao que me pareceu, não tinha problema algum e o que me impedia de abri-lo era um simples fator psicológico. Conjuntivite de um olho só... Lembro-me que quando eu era pequeno houve certa vez uma epidemia de conjuntivite. Eu ia sempre de óculos escuros para escola, evitando o mal. Até que um belo dia a maldita me pegou,e todos os outros já estavam ficando bem. É, só eu de conjuntivite na escola toda. Voltando à conjuntivite de um olho só... Eu imaginei que eventualmente o esquerdo também seria atingido, que eu tatearia o caminho ao toalete por mais algumas manhãs e pronto. Nada demais. Nada demais até eu começar a chorar sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ai, conjuntivite é um saco... A gente fica lacrimejando o tempo todo.", disse eu, limpando as "lágrimas" do rosto. E vendo a expressão de pavor de seja-lá-quem-estava-conversando-comigo, olhei para a minha mão. Sangue. Corri para o melhor amigo de quem sofre de conjuntivite - o banheiro - e olhei para o espelho. A primeira reação que o cérebro humano tem frente a situações desesperadoras é fascinante. Beira o aleatório. "Que legal! Eu estou chorando sangue! Literalmente!", pensei ao ver aquela figura estranha com um linha vermelha descendo pela bochecha direita. Óbvio que alguns segundos depois a reação mudou para "puta-merda-to-ferrado-que-diabos-é-isso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai me procurou por oftalmologistas no catálogo, e encontrou um que estaria fazendo plantão à noite na cidade vizinha. Até a noite já haviam passado horas, e litros de colírio. Como se colírio fosse melhorar alguma coisa. Eu entrei no carro com uma dor terrível no olho direito, e já enxergando meio embaçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, pai, não estou enxergando muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Natural, filho, afinal você está lacrimejando. - respondeu meu pai de olho no trânsito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sangrando, você quer dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava lacrimejando há uns dois dias já, e sangrando há um. Por que só agora estava vendo tudo embaçado? Olhando para a paisagem, fechei o olho esquerdo. O bom. A primeira reação que o cérebro humano tem frente a situações desesperadoras é fascinante. Beira o aleatório. "Será que sendo cego de um olho eu seria dispensado do serviço militar?", pensei ao notar que tudo o que o meu olho direito enxergava era uma grande mancha cinza. Sabe quando você fecha os olhos? Tudo o que você enxerga é uma grande mancha preta. Agora imagine que ela é cinza, e você terá exatamente o que eu via com o olho direito aberto e o esquerdo fechado. Como essa situação era bem mais desesperadora que a anterior, a quantidade de pensamentos absurdos que passou pela minha cabeça foi muito maior. Desde "droga, agora eu tenho o dobro de chance de ficar completamente cego. Falta pouco tempo para o vestibular, e eu não pedi prova especial" até "não, olho de vidro seria só se eu perdesse o olho e não apenas a visão", nada muito sério me ocupou a mente. "Será que eu fico bonito de tapa-olho?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O consultório ficava em um lugar que eu não imaginava existir naquela cidade. Eu não sabia dizer como havia chegado lá, nem como sairia depois da consulta. Mas nada disso importava, já que eu estava um passo mais próximo de ser apelidado "Capitão Gancho". Entramos no consultório e ficamos surpresos pela quantidade de gente ali. Como é que podia haver tantas pessoas com emergências oftalmológicas assim? Coloquei meus óculos escuros, para evitar perguntas e comentários, e me sentei enquanto meu pai conversava com a secretária. Quando ele se sentou ao meu lado dizendo que havia uns cinco ainda na minha frente, um mulher se dirigiu furiosamente ao balcão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quantas horas vou ter que esperar aqui até ser atendida? Eu trabalho amanhã de manhã, e não estou conseguindo ler nada com essas lentes! - gritava a dona, me dando vontade de levantar e berrar "Eu estou ficando cego de um olho, porra! Estou chorando sangue! Então pare de reclamar de uma porcaria de visão fora de foco, que merda!". Mas eu fiquei quieto esperando a minha vez. Que demorou um bocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Primeiro, nós vamos ter que limpar isso aí. - disse o médico após a minha explicação do problema. Ele apontou para uma cadeira e foi pegar alguns cotonetes enquanto eu me sentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hum... o que exatamente você vai fazer? - perguntei, assustado com a possibilidade de ter um cotonete enfiado no olho. Aquilo me parecia tão bizarro, bruto e anti-profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já falei, eu vou tirar esse sangue todo que está acumulado aí no seu olho. Se doer, é só gritar que eu paro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gritei, e ele obviamentenão parou. "Calma, já está acabando." Eu não sabia que um cotonete poderia entrar tão fundo nas órbitas de uma pessoa. Com o olho direito, eu observava tudo atentamente. Entra cotonete branquinho sai cotonete vermelho. Entra novo cotonete branquinho, sai novo cotonete vermelho. E a lixeira ao lado enchendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pronto. - disse ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava com os olhos abertos durante toda a limpeza (claro, a pálpebra direita pelo menos tinha que estar levantada) mas foi só no fim que eu percebi que a minha visão havia voltado. "Funcionou! Funcionou!". Eu fiz questão depois de levar o cartão do doutor, para não me esquecer de que ele fez um ótimo trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta à sua mesa, o médico começou a escrever aquela receita que só os vendedores das farmácias entendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, Renato, em todos esses anos de medicina eu nunca havia visto nada parecido. É um caso único... Parece que você tem uma espinha atrás do olho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu fiquei sem resposta. Já havia tido algumas espinhas incômodas, mas atrás do olho?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O seu olho reagiu a ela como a um corpo estranho, por isso as lágrimas. E como os olhos estão sempre em movimento, ela foi estourada repetidas vezes. E vai continuar por algum tempo. - concluiu, emendando com a explicação dos itens contidos na receita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todos os adolescentes têm problemas com espinhas" é uma frase mentirosa. Eu tive problemas com espinhas, e ninguém mais sabe como é isso. Aliás, por falar em problemas, a minha festa de formatura era no dia seguinte. Já foi a uma festa (que não fosse a fantasia) de tapa-olho? Não? Não sabe o que está perdendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-2258550904781372878?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/2258550904781372878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=2258550904781372878&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2258550904781372878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2258550904781372878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/05/tapa-olho.html' title='Tapa-olho'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-2958334426037021596</id><published>2008-05-11T19:59:00.000-03:00</published><updated>2009-05-16T21:21:58.951-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ônibus'/><title type='text'>Muitos metros livre</title><content type='html'>Eu adoro sugerir os assuntos mais estranhos na hora do almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pai, daqui até a prainha, a pé, dá mais ou menos uma meia hora, certo? Andando rápido, digo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe, dali da praia da sereia até aquela pedra lá na frente dá uns vinte minutos a nado. Quantas vezes esse trajeto estaria contido na travessia da baía?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde fica a ponte, você diz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É. Saindo ali pelo 38º BI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que umas três vezes. Ou menos. Mas por que isso agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calculando... Daqui até Vitória a pé, ali pela Lindemberg, leva quanto tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, não sei. Umas cinco horas, talvez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Daqui até a UFES, a pé e a nado, faz-se em umas quatro horas. Mais rápido que pela Lindemberg. E ainda economiza a passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, é isso? Deve dar por aí. Você chega da praia até aquela pedra em vinte minutos mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chego. Levaria menos se não fosse aquela parte cheia de pedras perto da superfície. Pois então. Quatro horas e economiza a passagem. R$1,90. No ônibus, considerando que se espera um bocado no terminal, são uns noventa minutos. Ou seja, alguém que resolvesse tomar esse rumo gastaria duas horas e meia a mais e economizaria quase dois reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa de uns cinco minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pai, quantos reais por hora ganha um emprego com baixa remuneração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observação - estou no meu direito de não conhecer muito a fundo o assunto. Profissão: estudante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hum... Salário mínimo a R$485,00, 44 horas semanais... Faz as contas aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- R$2,75 por hora. Caramba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E por que isso agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou comparando aqui. Economizando o dinheiro da passagem, um infeliz gastaria duas horas e meia por R$1,90. Isso dá uns setenta e cinco centavos por hora, o que é dois reais a menos do que o salário mínimo de um operário que trabalha pesado. Mas nadar aquela trecho ali não é para qualquer um, não! Imagina só se passa um cargueiro na hora. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Calma aí! Tô nadando aqui, amigão!"&lt;/span&gt;. Não daria nem para ver o pobre coitado. O trabalho de ir até a UFES na marra seria, portanto, uma das piores profissões do mundo. Mas só uma delas; não podemos nos esquecer do espremedor de absorventes, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não podemos também nos esquecer de que estamos almoçando, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas ir de ônibus continua sendo uma merda. Rola uma carona?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai sonhando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-2958334426037021596?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/2958334426037021596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=2958334426037021596&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2958334426037021596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2958334426037021596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/03/muitos-metros-livre.html' title='Muitos metros livre'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-5743063121309567907</id><published>2008-05-02T17:59:00.004-03:00</published><updated>2008-05-29T01:17:44.844-03:00</updated><title type='text'>Todos os porteiros</title><content type='html'>Pouco tempo depois que eu havia me mudado, meus grandes amigos Gabriel e Eduardo vieram nos fazer uma visita. Conversa vai, conversa vem, acabamos por falar do homem que guardava a portaria do edifício naquele dia. Ou pelo menos supostamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- ... aí o Joselito mandou a gente subir&lt;/span&gt; - disse Gabriel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Hã? Mas não é o Joselito que está lá embaixo hoje.&lt;/span&gt; - surpreendeu-se minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É sim... Um baixinho, meio gordinho...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não, esse não é o Joselito. O joselito é um de óculos, com sotaque nordestino...&lt;/span&gt; - corrigiu minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nunca vi esse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nem eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha irmã: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não, gente... O Joselito é um magro, de cabelo branco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não, esse é o Cláudio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um dia desses eu fiquei esperando o porteiro abrir o portão lá embaixo para eu poder entrar, e ele me falou pelo interfone "Joselito, portaria, boa noite." E não era nenhum desses daí - ele era parecido com o Severino do Zorra Total.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ah, eu sei qual é esse. Mas não sei o nome dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então quer dizer que todos os porteiros estão se passando por Joselito? Porque não podem todos se chamar Joselito, isso não existe. Mas se for assim, um deles é o verdadeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;É o nordestino, já disse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não. Eu acho que eu sei qual é. É o Cláudio. Só pode ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos conhecidos meus dizem que eu poderia ser comediante... Acho que a graça do que eu falo deve estar na minha cara de quem não está contando piada, mas reportando as últimas notícias da seção policial de um jornal. Se bem que a seção policial do jornal pode ser bem engraçada - há alguns meses atrás eu li uma matéria no impresso que falava de um bêbado que, ao voltar para casa da noitada, deu uma surra nos filhos do vizinho pensando que eram os seus. Eu ri, e recortei a página para guardar de recordação. Infelizmente ela sumiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, todo mundo riu. Mas é a mais pura verdade - o verdadeiro Joselito está muito bem disfarçado de Cláudio. Enquanto todos os outros tiram uma com a nossa cara. Lembro-me de um episódio deveras interessante. Ah, toca o interfone. E eu atendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Oi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Alô, aqui é o Joselito da portaria. Estou ligando para avisar que não chegou correspondência para vocês hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Hã? Hum... obrigado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É que os seus pais perguntam todo dia se chegou...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Certo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Só isso, boa noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Boa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que diabos!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você viu o novo porteiro, que começou a trabalhar hoje?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vi não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sabe qual é o nome dele?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Joselito, é claro.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-5743063121309567907?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/5743063121309567907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=5743063121309567907&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5743063121309567907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5743063121309567907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/05/todos-os-porteiros.html' title='Todos os porteiros'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-5033079294944588794</id><published>2008-04-29T00:28:00.004-03:00</published><updated>2008-04-29T21:19:09.497-03:00</updated><title type='text'>Rádio elevador</title><content type='html'>Hoje arrisquei minha vida pegando carona com o Vitão pela segunda vez. "O sinal tá fechado!" "Foi mal, meu pé escorregou!". Cheguei, portanto, mais cedo em casa. Ao mesmo tempo que a minha irmã. Ela sugeriu de brincadeira que fôssemos tomar um banho de piscina e eu aceitei. Cara, como faz frio lá em cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um vizinho nosso, vestibulando, estava lá estudando. E falando no celular. Eu já disse que estava frio lá em cima? Pois é. E em um dia tão quente. Eu e minha irmã nos entretíamos lendo as recém-coladas regras da área de lazer. Uma bastante peculiar proibia menores de idade de usar a piscina sem a presença de um maior responsável. Ainda bem que eu sou responsável de vez em quando. Mentira. Outra das regras proibia a utilização de protetores solares no recinto. O que contradizia com a que vinha logo abaixo: não entre na piscina se estiver com algum tipo de problema de pele. Segundo mais uma das leis, eu não poderia me banhar naquele momento. Não estava usando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;short&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nylon&lt;/span&gt;. Graças aos céus eu não uso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shor&lt;/span&gt;t de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nylon&lt;/span&gt;. Pulei na água mesmo assim - não sem antes tomar a chuveirada, é claro, também obrigatória pelo regulamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado o banho, fomos descer, no que nosso vizinho nos acompanhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou descer também... E depois subir de novo para estudar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estudando o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Matemática... Química...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, pelo menos isso. Matemática é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está no segundo ano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É. Segundo ano da faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, daqui a alguns anos eu vou adorar essa minha cara de mais novo. De certa forma, gosto já. É bom surpreender as pessoas. Descemos de elevador repetindo a mesma conversa que havíamos feito na piscina há alguns meses atrás. Nem todos são elefantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas linhas e ainda não cheguei no assunto principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em casa, preparando o "jantar", fui surpreendido pelo toque do interfone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô. É o Renato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui é o Joselito da portaria. Você estava na piscina há pouco, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É que uns moradores acabaram de reclamar que você deixou as luzes acesas. Será que dá para você ir lá em cima apagar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava de pijama. Você sabe quel é o meu pijama. E por que diabos os tais moradores não apagaram logo a porcaria da luz? E por que eu? Quando saí, nosso caro vizinho ainda estava lá. Botei uma bermuda, pedi à minha irmã que não deixasse a "janta" queimar e fui ao elevador. Que é o assunto principal deste texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava vazio. Agora éramos só nós. E foi exatamente por isso que eu consegui ouvir um sonzinho outrora imperceptível. Parecia alguém conversando, e vinha da minha esquerda. A parede do elevador tem uns buraquinhos como fosse algum tipo de interfone. Fui aproximando meu ouvido, e o som ia ficando cada vez mais alto. Eu podia quase entender as palavras. Um homem falava sozinho, animadamente. E tinha um fundo musical bobo. Ah, era o rádio. Nessa hora eu encostei o ouvido na parede, e um zumbido altíssimo perfurou meus tímpanos. Recuei e, passados alguns segundos, colei o ouvido lá de novo feito idiota. Novo zumbido. E a porta do elevador se abriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os interruptores da cobertura, juro, foram dispostos de maneira a me irritar. Os do meio apagavam as luzes do canto, os do canto não faziam nada, e havia umas lâmpadas azuis que não apagavam de jeito nenhum. O que quer dizer que demorei um bocado para voltar ao elevador. E quando o fiz, lá estava a rádio misteriosa. Desta vez, chequei melhor a parede. Havia uns furos ainda mais no alto do que os que faziam o zumbido, então eu fiquei na ponta dos pés para ouvir melhor. O som estava bem mais alto, era como se eu estivesse com um fone de ouvido mesmo. Só que um fone de ouvido sem par e que só funciona em uma posição desconfortável (já tive um fone assim, as poses que ele me obrigava a fazer no ônibus afastavam as pessoas de mim). O radialista falava, falava, e eu não entendia uma palavra sequer. É difícil eu não entender o que uma pessoa diz, já que sou fluente em muitas, muitas línguas tais como o português, o inglês, e o português da Bahia (o mais difícil dos três). Depois de muito falar, ele aparentemente encerrou o "programa" para dar lugar a uma musiquinha que era simplesmente pavorosa. E logo vi que havia me enganado, porque o homem voltou a falar. No meio da música. Talvez fosse algum daqueles programas que tocam alguma canção estrangeira traduzida em tempo real. E fiquei ali, tentando descobrir mais sobre a atração. O elevador já tinha chegado ao meu andar há muito tempo, mas eu não conseguia parar de escutar minha nova rádio favorita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-5033079294944588794?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/5033079294944588794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=5033079294944588794&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5033079294944588794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5033079294944588794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/04/rdio-elevador.html' title='Rádio elevador'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-703888421998004719</id><published>2008-04-26T15:24:00.004-03:00</published><updated>2009-05-16T21:21:58.952-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ônibus'/><title type='text'>Ônibus... e eu</title><content type='html'>Eu já estava até de mochila nas costas quando olhei pela janela. Lá estava, no ponto bem em frente à minha casa, o meu ônibus que só passa de meia em meia hora. Suspirei, li algumas crônicas do Prata e desci. Não havia ninguém na calçada além de mim e uma mulher com um balde. Ela não estava esperando ônibus, mas sim se preparando para lavar a calçada. Fiquei olhando para o horizonte à espera da condução, perdido nos meus devaneios inúteis. Foi aí que aconteceu. A mulher do balde começou a lavar a calçada. A água vinha escorrendo lá de cima, passava por mim e caía no asfalto. Havia água atrás de mim, havia água à minha esquerda, havia água à minha direita. Olhei para baixo esperando encontrar meu tênis ensopado e fiquei surpreso ao ver que não não havia água embaixo de mim. Ela descia lá de trás, se separava em duas frentes antes de encostar em mim e se juntava novamente mais adiante. A mulher não parava de despejar água, mas eu continuava ilhado. Na única fração seca daquele chão. A minha parte da calçada não era nem um pouco diferente do resto, portanto só pude concluir que &lt;a href="http://cacadiaria.blogspot.com/2008/01/gob.html"&gt;Beus&lt;/a&gt; estava falando comigo novamente. Olhei para o céu à procura de uma mensagem mais clara, mas tudo o que pude ver era o teto do ponto de ônibus. Ônibus. Ele me persegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no ônibus pensando no que ele guardava para mim. E que estranho, não guardava absolutamente nada. Ninguém falava nada interessante, ninguém fazia nada interessante. A viagem até a faculdade foi um saco, portanto eu só poderia esperar que a de volta teria algo que me chamasse a atenção. Ou isso, ou Beus estava de sacanagem comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um ônibus conhecido por aqui por estar sempre lotado. Mesmo se você for a primeira pessoa a entrar nele, vai inexplicavelmente encontrá-lo lotado. Sim, o 507 põe em xeque tudo aquilo que você pensa ser verdade. Eu entrei no 507, e justamente no horário de pico. Às seis horas da tarde, ele quebra outra lei: a que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço. Na verdade ele arranja é uma brecha na regra, porque ninguém nunca falou nada sobre mais de três corpos no mesmo lugar. Eu entrei no 507 esperando ficar, com sorte, em pé, e encontrei um assento vazio ao lado de uma moça. A moça, como Beus fez questão de apontar para mim, parecia a mais normal das pessoas. Esta seria mais uma entediante travessia da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na metade do percurso, nada. Nenhuma coisinha digna de ser notada. Dois garotos na minha frente falavam sobre como é difícil a adolescência. Coisa de pré-adolescente. Chato. O dia havia sido cansativo, então fechei os olhos por alguns minutos. Para descansar a vista. É claro que acabei por dormir. Um sono de poucos minutos depois de um dia daqueles é bom demais. E quando eu acordei, vi que estava praticamente deitado no colo da jovem ao lado. Que cena. Mais um tempinho dormindo e eu aposto que eu estaria já abraçado à perna dela, babando. Levantei-me rápido de susto e vi que ela estava dormindo também. Sorte a minha. Verifiquei se a calça dela não estava babada, e fiquei aliviado. E a pior sensação que se pode ter quando está com sono é alívio - dá mais sono ainda. Cochilei de novo. Acordei já quase no terminal, novamente prestes a incomodar minha vizinha. "Por que minha cabeça não pode tombar para a esquerda, meu Beus!? É tão simples!" A moça acordou instantaneamente depois de mim, e eu olhei para o outro lado com a maior cara de desperto que pude fazer. Ah, Beus. Que sacanagem. A pessoa estranha no ônibus era eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-703888421998004719?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/703888421998004719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=703888421998004719&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/703888421998004719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/703888421998004719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/04/nibus-e-eu.html' title='Ônibus... e eu'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-9137225377358069449</id><published>2008-04-26T14:47:00.003-03:00</published><updated>2009-05-16T21:21:58.952-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ônibus'/><title type='text'>Ônibus... e jujuba</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O maior obstáculo para as pessoas vencedor é nunca desistir dos seus objetivos."&lt;/span&gt; - disse o vendedor de jujuba no ônibus. Eu comprei. Três por um real. Qual é, ele poderia estar nas ruas matando, roubando, estuprando, estrupando, furtando ou latrocinando, o que quer que isso queira dizer. Tava lá, no papelzinho, junto da imagem de uma pomba. A venda de balas no ônibus é uma coisa bem peculiar - está exatamente entre a esmola e o assalto. Porque não é apenas uma venda, obviamente. O sujeito sempre descreve a história de vida dele detalhadamente. Não importa a qualidade dos produtos que ele está vendendo, ele nem cita. Basta saber que "é três por um real" e que ele precisa muito do dinheiro. Ao mesmo tempo, ele "poderia estar roubando". O que é uma ameaça na cara dura. "Vai comprar, não? Depois reclama do índice de criminalidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Boa tarde, desculpe-me por estar atrapalhando a tranqüilidade da sua viagem, mas prometo que não vou me delongar. Há algum tempo atrás, eu adquiri um Wii, sabe. Ele é muito bacana, não sei se vocês já viram. Acontece que é necessário um pouco de espaço para jogar, coisa que meu quarto não tem em abundância. Por isso eu queria levá-lo para a sala. Mas a televisão da sala está capenga, capenga. Não pára de pipocar. E eu queria aproveitar agora que preciso trocar de TV para já comprar uma de LCD. E eu não tenho dinheiro para isso. Será que vocês poderiam contribuir para essa minha aquisição comprando três pacotes de jujuba por um real? Eu poderia estar nas ruas matando, roubando, estuprando, furtando ou latrocinando. Vocês provavelmente não sabem o que é latrocínio, mas já adianto - é feio pacas. Eu poderia estar gerando o caos por aí e tal, mas estou aqui humildemente pedindo a colaboração de vocês. Que a força esteja convosco, amém."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-9137225377358069449?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/9137225377358069449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=9137225377358069449&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/9137225377358069449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/9137225377358069449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/04/nibus-e-jujuba.html' title='Ônibus... e jujuba'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-7851889157547900260</id><published>2008-04-21T12:30:00.002-03:00</published><updated>2008-04-21T13:05:07.702-03:00</updated><title type='text'>Novo manifesto</title><content type='html'>Eu não morri. Ainda. Mas se algum dos grupos "funkeiros" que passam pela minha rua for de comprar briga, eu estou lascado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vá pro inferno(sic)!"&lt;/span&gt; é o que eu costumo gritar ao ouvir aquilo que é, de longe, a coisa que mais me ofende neste mundo. O funk brasileiro. O "funk" me ofende não só porque é sempre tocado no mais alto volume em um carro que está na mais baixa velocidade, nem porque às vezes os "playboys" que passam por aqui costumam competir entre si qual vai ser o ritmo escutado pela vizinhança: funk ou axé. O que for mais alto prevaleceria, é claro, mas o que chega aos meus ouvidos é uma mistura perturbadora. Não sou tão ofendido também pelo cunho pornográfico das letras ou seus refrões repetitivos, nem pelo "batidão" que é sempre igual. O que me incomoda mais, meu Deus, é que&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; eu sou um grande fã de funk&lt;/span&gt;. Usando negrito pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas meu leitor é brasileiro. Portanto, devo abrir um parêntese aqui e lhe mostrar que não, Mc Chupeta não é funk. Funk é simplesmente o melhor gênero musical já criado, na minha opinião, mas pouco conhecido no Brasil. Meu pai, por exemplo, é um grande fã de alguns artistas de funk sem saber que o que eles tocam é funk. Entenda do que estou falando: clique &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=vsOmvSlPuys"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; para um pouco de funk tradicional, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=uGffuxZdsoc"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; para funk eletrônico e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=m_MfgDvB3u4"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; para uma obra-prima do funk rock. James Brown domina. Mc Chupeta é lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O funk brasileiro entra na categoria "estrangeirismos desnecessários e incômodos". A língua portuguesa é tão rica, mas tão rica... Encontrar uma palavra para se referir ao batidão carioca seria uma tarefa de absurda simplicidade. Mas eles precisavam manchar a boa música. O funk carioca é uma manifestação cultural que merece respeito como qualquer outra, a propósito. Só não merece o nome que tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vá pro inferno! Mas não se esqueça de antes pedir desculpas ao &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=rIHrdLwa_y8"&gt;Bootsy Collins&lt;/a&gt;!"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-7851889157547900260?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/7851889157547900260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=7851889157547900260&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7851889157547900260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7851889157547900260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/04/novo-manifesto.html' title='Novo manifesto'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-986351815912234126</id><published>2008-04-07T11:14:00.002-03:00</published><updated>2008-04-07T11:41:34.882-03:00</updated><title type='text'>Patologia</title><content type='html'>Tudo começou, é claro, em um ônibus. Onde mais? Eu estava sentado no primeiro banco, de frente para o "mural", que eu chamo de "mural" porque é cheio de cartazes e afins. O ônibus estava estranhamente silencioso, então eu tentei matar o tédio lendo os cartazes. Um deles descrevia os sintomas de uma criança autista. Dos vinte traços um tanto singulares (que iam de preferência por objetos circulares até apego estranho a coisas materiais), onze estiveram presentes na minha infância. Onze. Isso dá 55%. Senti-me tentado a anotar o telefone que se encontrava no final do cartaz. Sabe, eu já li livros sobre autismo, e definitivamente não sou um autista. Mas descrições de patologias das mais diversas me perseguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, leitor, provavelmente conhece a revista Superinteressante. Bela revista. Volta e meia eles estampam na capa algum rosto psicologicamente perturbado e um texto que inclui "você também pode ser um..." ou "... é mais comum do que se imagina". Essas matérias me assustam, e eu gostaria que elas não fossem tão bem escritas - assim quem sabe eu pudesse deixar de lê-las. Mas eu leio, me identifico e procuro no catálogo do plano de saúde algum psicanalista que atenda aqui perto. Porque, é claro, no final da matéria há sempre depoimentos de pessoas que procuraram ajuda e viraram pessoas mais felizes. Mas eu fecho o catálogo e não ligo para analista nenhum. Ora essa, esses problemas todos existiam antigamente? Quantas pessoas já viveram felizes sem saber a diferença entre mágoa, raiva e acessos de fúria? Eu leio e tento esquecer. Finjo achar, assim como os cidadãos do século retrasado, que todo mundo é normal. Encaro descrições de patologias como se fossem horóscopo, com suas descrições tão generalizadas que são verdades para todos que assim quiserem. Afinal, se eu fosse mesmo um autista psicopata perfeccionista fóbico social como me descrevem, seria certamente um perigo para a sociedade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-986351815912234126?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/986351815912234126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=986351815912234126&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/986351815912234126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/986351815912234126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/04/patologia.html' title='Patologia'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-5380352861377553470</id><published>2008-03-23T23:11:00.003-03:00</published><updated>2008-03-23T23:58:39.348-03:00</updated><title type='text'>A hora da fome</title><content type='html'>O Big Brother me faz pensar, e eu fico feliz em poder dizer que não, não é o que você está pensando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho fome nas horas mais inoportunas, como por exemplo o horário do Big Brother Brasil. E devido a anos de costume, acabo por comer sentado no sofá e me tornar um telespectador de um programa que preferiria não assistir. A minha família vê o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;reality show&lt;/span&gt;, assim como a sua e a dele (eu não sei a quem estou me referindo com esse "dele", mas você sabe: ele assiste ao BBB, e você sabe disso), e eu sou arrastado. Pela barriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois ontem foi dia de eliminação. Eu não estava sabendo e, quando falei isso, quem pôde desgrudar os olhos da tela me olhou com cara de "esse Renato não tem jeito". O BBB 8 está na reta final, mas o que importa realmente é que o sanduíche estava bom. Só faltava um ketchup. Fui à cozinha buscar o condimento, ouvindo "Renato, é agora, é agora, senta aí!". E foi na cozinha que eu me senti privilegiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À esquerda da geladeira havia uma janela bem grande. Dela dava para ver toda a vizinhança. E em cada apartamento, uma luz acesa. A da sala de televisão. Eu vi famílias inteiras sentadas nos sofás, e alguns parentes em pé do lado. Em todo apartamento que eu podia avistar, as pessoas tinham os olhos grudados no Pedro Bial, que, imaginei, devia estar fazendo novamente aquele drama todo que faz com qualquer coisa (nunca vou me esquecer das "Crônicas do Bial" da última copa do mundo). Eu podia ver todo mundo, mas ninguém podia me ver. Ninguém sabia que eu estava lá, e nem queria saber. Eu me senti como uma presença etérea, um observador, um habitante de algum mundo paralelo, o dono de uma bola de cristal defeituosa, um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;voyeur&lt;/span&gt;, uma pessoa livre, um maço de notas de um real, uma pessoa livre mas sem chave alguma, um caso à parte, um carteiro a pé, tudo isso junto. O "maço de notas de um real" foi só para testar se você está lendo com atenção. O "carteiro a pé" é verdade. A sensação que eu tive ao ver toda a vizinhança presa assim foi estranha, e me fez pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Big Brother Brasil é a minha chave para a liberdade condominal. Eu poderia ver Toy Story sem despertar a curiosidade das pessoas a respeito dos motivos que fazem deste um dos meus filmes favoritos; eu poderia observar as minhas vizinhas ginastas, que aliás provavelmente estariam de camisola a essa hora; eu poderia ouvir canções que têm letras ridículas, mas eu gosto, sem provocar risinhos; eu poderia dançar nu na varanda com as luzes acesas; eu poderia cozinhar, já que a minha família, grande repressora dos meus dotes culinários, também faz parte do grande público; eu poderia fazer gestos obcenos para a televisão após o resultado negativo de alguma partida de videogame sem causar impressões ruins a ninguém; eu poderia usar o banheiro sem fechar a porta; eu poderia usar o banheiro sem fechar a porta dele e a porta da biblioteca, que fica à frente ; eu poderia por um momento parar de amaldiçoar a total falta de cortinas em minha morada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, quantas coisas eu poderia fazer. Pena que que nessa hora eu tenho fome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-5380352861377553470?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/5380352861377553470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=5380352861377553470&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5380352861377553470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5380352861377553470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/03/hora-da-fome.html' title='A hora da fome'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-8828171278638729958</id><published>2008-03-17T21:11:00.004-03:00</published><updated>2008-11-19T14:30:09.094-02:00</updated><title type='text'>Exame de sangue</title><content type='html'>Hoje fui fazer um exame de sangue. Um "exame duplo", como eu apelidei. O médico quis checar com uma precisão maior o nível de açúcar no meu sangue. Coisa chata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma batida de carro (a mulher - tinha que ser mulher - bateu na traseira do nosso carro, nos lançando contra o táxi que freara repentinamente à nossa frente. O taxista deu no pé e a moça saiu do carro falando que era a primeira vez que acontecia isso com ela. Barbeira. Tentando nos ultrapassar em alta velocidade em um trecho engarrafado) chegamos ao laboratório. Desta vez tentamos um diferente, já que o outro mais parecia uma clínica de criogenia. Fui preparado hoje, de gorro e tudo, e encontrei um laboratório não tão frio. Bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos a senha e esperamos o atendimento, que não demorou muito. Ela pediu a minha identidade, que eu, aquela figura folclórica vestida para esquiar na neve, obviamente esqueci em casa. A do meu pai serviu. Feito o cadastro, eu perguntei como é que ia funcionar aquele exame duplo. Ela disse que iam extrair meu sangue, logo depois eu tomaria o "gostoso" e aguardaria mais duas horas para uma nova extração. Eu quis saber se poderia sair durante essas duas horas, porque eu costumo ter náuseas depois de um exame de sangue. Ainda mais tomando o "gostoso", o que quer que fosse isso. Pausa. Repare que eu disse ter náuseas após o exame. O mundo é dividido entre três tipos de pessoas. As que têm medo de exame de sangue e, portanto, acabam tendo enjôos antes da extração, aquelas que não têm medo nenhum do exame de sangue, e eu. Eu não tenho medo do exame de sangue. O que me apavora completamente é o adesivo. A moça tira o sangue, coloca o algodão, pede para apertar, e depois vem com aquele maldito adesivo. "Pronto, não precisa mais apertar! Olha que maravilha! Pode ir para casa! Próximo!" Eu costumo exigir explicações lógicas para tudo o que me é apresentado, mas não tenho uma para este fato que apresento agora. O medo simplesmente toma conta de mim diante daquele projeto de band-aid. Meu corpo não me obedece. A parte chata do meu cérebro diz "Adesivo, adesivo!", e é tudo desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é claro que eu não ia contar isso tudo àquela balconista. "Eu não me sinto muito bem depois de um exame de sangue. Náuseas, tontura, enjôo, sabe?" Ela soltou um risinho e disse que não, eu não poderia sair. O alvo para qualquer vômito que saísse da minha boca nas próximas duas horas já estava escolhido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei esperando a hora da coleta, e pensando que pelo menos eu teria o que escrever caso acontecesse mais alguma coisa notável. Esse é um dos lados bons de se escrever. Tudo fica "menos pior". Fui chamado. Uma vez sentado no banquinho, ouvi a moça falar sozinha: "Tenque ter o dextrosol." Eu escrevo "tenque" porque, convenhamos, isso praticamente já virou um verbo. Muita gente responderia a um "Tem que ter o dextrosol." com um "Tenque, é?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu tênhoque;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;tu tensque;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ele tenque;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;nós têmosque;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;vós têndesque;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;eles tênque.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não tenho dextrosol, não.", respondi prontamente. Sorte a moça não ter ouvido, porque as pessoas não conseguem identificar quando eu estou brincando. Perguntei em uma voz mais alta como se escrevia "dextrosol".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com X.&lt;br /&gt;- E no fim é um S?&lt;br /&gt;- L.&lt;br /&gt;- Eu me referia à última sílaba. Antes do "ol".&lt;br /&gt;- Ah, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falha de comunicação minha. Ela coletou o meu sangue, nem doeu. "Agora o dextrosol." O dextrosol tinha a aparência de um leite fermentado e um cheiro forte de milho. Como eu suspeitava, o apelido de "gostoso" que a balconista lhe dera era irônico. Ah, se eu vomitasse, ela ia ver só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomei um quarto do dextrosol de uma vez. Parei um pouco para tomar um ar e tomei mais um oitavo. Nova pausa, e tomei mais 1/16 do líquido. Todo mundo sabe que essa progressão geométrica é infinita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe, eu nunca tomei isso - disse a moça das agulhas.&lt;br /&gt;- Pois devia experimentar. Delícia! - respondi, claramente segurando a vontade de vomitar.&lt;br /&gt;- Pode tomar com calma. Se vomitar, vai ter que tomar outro copo cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ajuda. Passei a razão da progressão para um quarto. Mas eventualmente aquele sacrifício parou. Peguei o copo d'água que estava ali ao lado e virei metade. "Ótimo, agora você vai esperar duas horas ali na recepção para fazer uma nova coleta.", disse ela, tirando o copo das minhas mãos. Eu pedi o copo de volta - o gosto do dextrosol agarrava mais que refão de música em língua desconhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado na recepção, conversei com meu pai sobre a placa que estava em cima do balcão. Eu estivera pensando sobre isso. Ela dizia "Dr. Fulano - bioquímica; Dr. Beltrano - hematologia". Os "doutores" tinham o mesmo sobrenome. O laboratório, pelo que vi nas diversas outras placas espalhadas pelo recinto, fazia exames de sangue, fezes e urina. O hematologista obviamente examinava o sangue. Ou seja, o pobre bioquímico ficava com o xixi e o cocô. Isso é injusto. Falei para o meu pai que o hematologista devia ser o pai. Ele disse que não, ele conhecia os dois, era o filho. Essa juventude...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui colocar mais água no meu copo. Próximo ao balcão havia um daqueles clássicos filtros de consultório. Girei a parte que dizia "gelada". A quantidade de água que saía era tão desprezível que eu girei também o que dizia "natural". O que, além de não adiantar, quanse resultou em desastre porque o "natural" estava completamente solto. Eu podia jurar que a balconista estava rindo atrás de mim. Sorte dela que eu não estava enjoado. Depois de um bom tempo, terminei de encher o copo e voltei para onde meu pai estava sentado. Meu lugar havia sido tomado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longas duas horas. Eventualmente, sentei perto de um policial. Um colega dele lhe falava repetidamente pelo rádio sobre uma "mulher meia gordinha". Eu não entendia muita coisa, mas quase toda frase dele tinha esse erro grotesco. "É uma mulher meia gordinha", repetia. E cinco minutos depois, vinha: "Sobre aquela mulher meia gordinha..." Eu não ouvia mais nada. Meia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui novamente beber água. Meu pai havia sumido com o copo, então peguei outro. Ou melhor, tentei. Diferente dos "porta-copos" tradicionais que eu conheço, este trazia uma pilha de copos plásticos de cabeça para baixo, com uma alavanca horizontal logo embaixo de tudo e uma instrução clara e aparentemente simples. "Puxe a alavanca e espere o copo cair". Eu puxei a alavanca e esperei. Nada. Puxei de novo. Nada. Ela devia estar rindo de novo. Um senhor se posicionou ao meu lado e observou um pouco a minha luta. Afastei-me como que dizendo "Quer tentar?". Ele veio, puxou uma, puxou duas, e partiu para a ignorância. Tirou na marra três copos totalmente amassados. A geração antiga é que sabe resolver as coisas. Agradeci, coloquei água pela metade no meu copo, agradeci de novo e voltei ao meu assento. Cogitava com meu pai a possibilidade de fazer a segunda coleta no mesmo braço, para ficar com apenas um adesivo, quando fui chamado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje foi um bom dia. Dois adesivos e nenhum enjôo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-8828171278638729958?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/8828171278638729958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=8828171278638729958&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/8828171278638729958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/8828171278638729958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/03/exame-de-sangue.html' title='Exame de sangue'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-7743276081419600530</id><published>2008-03-08T15:29:00.001-03:00</published><updated>2008-03-09T21:16:55.490-03:00</updated><title type='text'>Mulheres</title><content type='html'>Ontem, após o almoço, fui abrir minha sobremesa - sorvete. Pote de sorvete é fogo: como eles têm a pretensão de querer que você os use depois, fazem o pote limpinho e colocam a marca do sorvete em um papelão que fica em volta. Estava eu retirando o papelão quando percebi uma coisa. Ali, no papelão, eu era encarado por uma moça. Uma moça magra, com um sorriso branquinho e uma colher de sorvete na mão. É, eu compro sorvete light. Mas as pessoas acham que quem usa produtos light é porque quer emagrecer. Poxa, eu só ligo para a taxa de açúcar. Sorvete light não tem açúcar, droga! Mas não é esse o assunto, prossigamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá estava a moça, olhando para mim com aquela cara de "vamos, tome este sorvete e fique igual a mim!", e eu pensando "veado é o senhor seu pai!", quando me veio a luz. As mulheres dominam. Caramba, produtos direcionados ao público feminino exibem mulheres nas propagandas e embalagens. Altas, magras, de pele macia, e um sorriso impecável. "Seja igual a mim, seja igual a mim!". Produtos direcionados ao público masculino exibem mulheres nas propagandas e embalagens. Corpo escultural, pouca roupa, efeitos de luz. "Seja igual ao meu namorado, seja igual ao meu namorado" ou "Depois de três garrafas, todas as mulheres à sua volta vão ficar assim!". Até para o público infantil, meu Deus. Há sempre a vovozinha, cabelos brancos, com um livro ou uma panela na mão, ou os dois, inocente-em-qualquer-caso. Simplesmente amável. As mulheres dominam. Não consigo entender o motivo da existência de modelos masculinos neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, é claro, a exceção. Homens, mulheres, crianças... Existe também a terceira idade. Nesse caso, quem domina são os cantores de música (sic) sertaneja. "Não sei bem o que é que estou anunciando, mas compre! Senão eu canto!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres, ignorem os cantores de música sertaneja. Vocês dominam. Vocês são melhores do que eu. Feliz dia da mulher.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-7743276081419600530?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/7743276081419600530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=7743276081419600530&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7743276081419600530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7743276081419600530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/03/mulheres.html' title='Mulheres'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-3353008087937579924</id><published>2008-02-29T11:49:00.004-03:00</published><updated>2008-03-06T17:35:42.082-03:00</updated><title type='text'>Amizade</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Duvido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma mais eficiente de persuasão é o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"duvido"&lt;/span&gt;. Ele fere a honra. Ele desafia. Ele manda e desmanda. Quem estava duvidando era eu. Nós estávamos na praia, eu e meus amigos (cujos nomes vou manter em segredo para fazer com que a história pareça mais importante). A época fica também em dúvida - digo apenas que foi algum dia na minha infância. Devo ressaltar que a infância para mim vai do nascimento aos 17 anos, sem meio-termo. Quem tem meio-termo não sabe o que é ser feliz. Estávamos todos na praia, e havíamos encontrado um peixe morto na costa. Mas se fosse um peixe morto qualquer, nós o teríamos deixado de lado. Acontece que ele era enorme e estava inteirinho. Era como se ele estivesse vivo aquele tempo todo, só esperando a gente olhar. A gente olhou e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;BAM!&lt;/span&gt;, ele morreu. Ali, na hora. Era essa a impressão que ele passava. Ninguém ali entendia de peixe, então classificamos a espécie pelo nome de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Baru"&lt;/span&gt;. Tudo na época a gente chamava de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"baru"&lt;/span&gt;, então foi a escolha natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fulano (eu disse que manteria os nomes em segredo) pegou o baru e saiu andando. Fomos junto. Mais ali na frente havia um pescador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Como é que se chama esse peixe?&lt;/span&gt; - perguntou alguém ao pescador. Ele disse qual era a espécie. Não me lembro do nome que ele falou, só me lembro da nossa reação. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mentira. É Baru.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando esse pescador aparece ali na praia. Sempre de capa de chuva, não importa o tempo. Eu sempre rezo para ele não me reconhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando à história. Nós estávamos ali, andando de um lado para o outro com aquele peixe idiota, quando eu tive uma idéia. Eu sugeri que todos se imaginassem dentro de um ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Imagina, você ali sentando no banco da janela. E de repente, cai um peixe no seu colo. Um baru enorme! Qual seria a sua reação?&lt;/span&gt; - eu dizia. Essa era a minha maneira de dizer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"quem tem coragem de jogar o peixe no ônibus, hein?"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu tenho coragem&lt;/span&gt; - dise o Fulano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Duvido&lt;/span&gt; - instiguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele ficou lá, no calçadão, baru na mão. Bem na frente da faixa de pedestres. E nós, que nunca fomos bobos, na areia. Meros espectadores da merda que estava por vir. A cada ônibus que aparecia no horizonte, nós dávamos risinhos de expectativa. Mas ele não jogava. Ficava lá, olhando ansiosamente da rua para nós. E nós gesticulando, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"joga, vai!"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogou. Mas ê mira ruim. Nem passou perto. O ônibus seguiu seguiu caminho, e o baru acertou o carro que vinha atrás. Da areia não dava para ver direito como foi a pancada. Só vimos que o peixe bateu, caiu e ficou ali, estirado no asfalto. E o carro continuou andando, como se nada tivesse acontecido. Passa carro, passa carro, fecha o sinal. Fulano atravessou a rua calmamente, pegou o baru e voltou para esperar um novo ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós acenamos o máximo que podíamos. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Fulano, o carro parou!"&lt;/span&gt;, tentávamos dizer.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "O motorista está saltando!"&lt;/span&gt;, queríamos gritar. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Olha para trás!"&lt;/span&gt;. Mas ele não viu. O sujeito saiu do carro, deu uma olhada no pára-brisa, fez cara de mau e veio andando. Não dava nem tempo de mandar nosso amigo correr, então nós recuamos. Fomos descendo pela areia até a água e observamos dali. Era bem mais longe, mas dava para enxergar um pouco. Muito pouco. Tudo o que víamos era que o espaço ali perto do vendedor de coco estava cada vez mais lotado. Curioso é fogo. Depois da primeira meia-dúzia, não há um que não pare para ver o que está acontecendo. Nosso amigo estava no meio daquele mar de gente, e nós ali no mar de água. De vez em quando um de nós subia um pouco na areia, se escondia atrás de uma lixeira e voltava com informações quentes. Geralmente era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"o cara vai bater no Fulano!"&lt;/span&gt;. Demorou alguns minutos até que pudéssemos saber a verdade completa. A multidão foi se espalhando, o carro seguiu pela avenida, e lá vinha Fulano descendo pela praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E aí, cara, o que aconteceu?&lt;/span&gt; - perguntávamos, cada um à sua maneira, de modo que não dava para entender direito o que estávamos falando, mas era óbvio o que queríamos saber. - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele bateu em você? O carro quebrou? Seu pai vai pagar?&lt;/span&gt; - é sempre o pai que paga, pobres pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O cara veio do nada, puto da vida, dizendo que eu quebrei o pára-brisa dele. Que ele podia ter morrido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Mas eu não vi nenhum caco de vidro"&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"baru não mata ninguém"&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"era para acertar o ônibus!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu achei que ele fosse me bater. O cara do coco ficou falando&lt;/span&gt; "foi esse aí, ele e uns outros moleques que estavam com ele". &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu pedi desculpas, falei que foi sem querer. Ele perguntou se eu podia dar uma indenização, e logo depois perguntou onde estava o meu pai. Aí eu menti. Disse que não moro aqui, que estou na casa de um primo, que também mora meio longe. Que a gente pega duas conduções para vir da casa dele até aqui. O cara do coco ficou falando que era mentira, o desgraçado. E por que é que vocês não me avisaram?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nós tentamos, nós tentamos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas então, o cara do carro falou que queria falar com o meu tio, que isso não ia ficar assim não. Aí eu falei&lt;/span&gt; "por favor, moço, não faz isso não"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, eu fiquei desesperado, eu tava achando que ele fosse me bater. Eu comecei a chorar, e...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Espera aí. Você chorou?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é que é amizade de verdade. Quem não tem amigos assim não sabe o que é ser feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-3353008087937579924?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/3353008087937579924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=3353008087937579924&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3353008087937579924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3353008087937579924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/02/amizade.html' title='Amizade'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-5112530844275290053</id><published>2008-02-25T08:43:00.004-03:00</published><updated>2008-03-06T17:37:49.457-03:00</updated><title type='text'>Bandeide</title><content type='html'>Aqueles adolescentes que ficam reclamando das espinhas não sabem de nada. Eu já tive três espinhas na perna. É, bem no meio da canela. As três assim, alinhadas, como se estivessem apontando para algo. Mas elas não me incomodavam muito. Como a maioria dos homens por aí, eu tenho bastantes cabelos na perna, o que as "camufla". Ou seja, o único problema seria quando elas estourassem. Ontem a última delas estourou, o que foi um alívio para mim. Porque eu não estouro espinha, eu espero -  não se deve sair metendo a unha em qualquer glândula por aí. Não vou entrar em muitos detalhes, este é um blog de classe, mas você bem sabe o que é uma espinha. Leio de novo o parágrafo e vejo que espinhas e cabelo da perna são um assunto difícil de tratar - fica parecendo piada de criança ou discurso de dermatologista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem coloquei um lençol novo na cama. Não só o lençol, mas também o cobertor e a fronha - "fronha" é uma palavra tão esquisita que me sinto inclinado a olhar o dicionário sempre que a uso -, o conjuntinho branco completo. Chegou a hora de dormir. Eu já estava quase deitando quando me lembrei da espinha. Espinha recém-estourada e lençol novo branquinho não combinam. Foi aí que tive a grande idéia. Colocar um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;band-aid&lt;/span&gt;, mas é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira série, havia uma menina que era apaixonada por mim. Pelo menos era o que a minha mãe dizia quando eu contava o que ela fazia. A menina se sentava atrás de mim todos os dias, e ficava cantando o tempo todo. Existem três coisas que eu odeio, e uma delas é cantoria. Hoje não sei se já odiava na época ou se foi o trauma que ficou. Mas a menina cantava o tempo todo, e ainda fazia barulhos de rádio. Eu até olhava para trás para ver se era ela mesmo, e lá estava, olhando desafiadoramente para mim e cantando a plenos pulmões. Não sei porque a professora nunca fez nada a respeito. Além disso, a gente costumava discutir as coisas mais bobas. Certa vez, bem me lembro, discutimos sobre o curativo universal. Ela disse que se escrevia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"bandeide"&lt;/span&gt;, veja só. Mas eu sabia que era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"band-aid"&lt;/span&gt;. Eu sempre sabia que estava certo, mas ela teimava. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Bandeide"&lt;/span&gt;. Rá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a procurar o bandeide pela casa. Na gaveta de remédios da sala não estava. Que droga, não estava. Pensei um pouco e me lembrei da biblioteca. Como acabei de me mudar, a biblioteca não é bem uma biblioteca ainda. Seu conteúdo pode ser dividido em duas categorias: pilhas de livros e pilhas de coisas que não sei o que são. Mas essa classificação é um tanto mentirosa, porque pelo menos uma dessas coisas eu sei o que é. É "material de banheiro". Ora, bandeide é material de banheiro, então comecei a procurar. Mas logo minha intuição atacou. Eu senti que não, não estava lá. Devo destacar que minha intuição é péssima, e isso é ótimo. Porque intuição é um talento das mulheres, sabe. Todo mundo tem um talento pessoal, uma coisa que mais ninguém faz. As mulheres têm dois talentos - o talento pessoal e a intuição - e isso é bem injusto. Voltando ao bandeide. Eu senti que ele não estava lá, então fui em direção ao banheiro. Não o meu, porque eu sei muito bem o que tenho no meu. Dirigi-me à suíte dos meus pais. Tirei os chinelos, entrei no quarto, arrastei-me até o banheiro e fechei a porta antes de acender a luz. Minha intuição me mandou abrir a caixa azul, e lá estava o curativo. Tirei um da caixa, rasguei a embalagem, tirei a capa de um lado, tirei a capa do outro. Coloquei o bandeide na canela e me arrependi na hora. Se minha intuição estava funcionando, era porque ia dar merda no final. Aliás, deu merda desde o início. Eu sei muito bem o que é um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;band-aid&lt;/span&gt;, e sei muito bem o que é uma canela cabeluda. Mas eu não gritei, não xinguei, e nem disse "ai". Eu sorri. Sorri e pensei "já tenho o que escrever amanhã".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A roupa de cama está intacta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-5112530844275290053?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/5112530844275290053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=5112530844275290053&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5112530844275290053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5112530844275290053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/02/bandeide.html' title='Bandeide'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-1618293257591166659</id><published>2008-02-20T21:52:00.003-03:00</published><updated>2008-02-22T22:47:19.025-03:00</updated><title type='text'>Deixa pra depois</title><content type='html'>O cérebro humano, como bem se sabe, é dividido em várias regiões. Tudo o que você sabe, pensa , pensa que sabe, ou sabe que pensa vai para algum lugar. E o mais infeliz desses lugares é o que eu chamo de "deixa pra depois". Aquele trabalho que você tem que entregar; a conta para pagar no banco; a pilha do controle remoto que você jurava que era AA, mas era AAA, que droga, AA tem de monte em casa, vou ter que comprar essa AAA; e até coisas como a sopa no fogão, o recado que você mentiu pelo telefone que estava anotando, entre outros que a gente deixa pra depois porque acabou o comercial e esse episódio não dá pra perder um minuto. O cérebro não discrimina: vai tudo pra zona do "deixa pra depois".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí, tudo bem. O problema é a localização dessa zona. Se um cérebro fosse um computador, o "deixa pra depois" ficaria provavelmente no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;c:/arquivos de programas/API/outros/sempre/bin/etc&lt;/span&gt;. Repare no API, que é uma daquelas siglas que ninguém sabe o que significam. Na organização real do cérebro, eu diria que a famigerada zona fica ali perto dos conhecimentos de geopolítica. Uma repartição dessas seria melhor que não existisse. Porque se as coisas que deixamos pra depois ficassem espalhadas pelo cérebro, a gente poderia encontrá-las por sorte com maior frequência. Mas não. Ninguém tem coragem de clicar no API. Pode significar "Área Proibida e Instável", ou "Aqui se Perde a Inteligência", nunca se sabe. E conhecimentos de geopolítica são informações que ninguém acessa - nem os estudiosos de geopolítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inacessibilidade do "deixa pra depois" atrapalha, e muito as pessoas. Algumas mais que outras. O meu, por exemplo, fica ali junto dos conhecimentos de geopolítica pós-moderna ocidental teórica. No &lt;span style="font-style: italic;"&gt;c:/arquivos de programas/API/outros/sempre/bin/etc/scripts/run/support/readme files&lt;/span&gt;. A evolução já devia ter acabado com isso. Todos os caminhos deviam levar ao "deixa pra depois". Acho que um bom lugar seria a zona erógena. Imagina só, você vê aquela vizinha abençoada indo à academia e pensa&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "caramba, preciso ligar pra asistência da tevê a cabo"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem no meio do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desktop&lt;/span&gt;, assim a gente não esquece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-1618293257591166659?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/1618293257591166659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=1618293257591166659&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/1618293257591166659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/1618293257591166659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/02/deixa-pra-depois.html' title='Deixa pra depois'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-7709140781992627904</id><published>2008-02-13T22:13:00.003-02:00</published><updated>2009-05-16T21:25:23.151-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ônibus'/><title type='text'>Ônibus... e caridade</title><content type='html'>Isto aconteceu no mês passado. Eu pegara o ônibus no terminal para ir para casa, o que é raro (costumo saltar antes do terminal e ir a pé - uma caminhadinha faz bem à saúde), e pude me sentar, o que é raro, no banco lá do fundo. Peguei um livro na mochila e comecei a ler,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "o que mais faria com um livro?"&lt;/span&gt;, pergunta você, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"muitas coisas"&lt;/span&gt;, respondo eu, mas é brincadeira. Eu só leio mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lia meu livro quando sentou-se um cidadão ao meu lado. Ele conversava e ria alto com um terceiro, que estava em pé. Mas isso acontece sempre nos ônibus. Não era capaz de atrapalhar uma boa leitura, não comigo. Conversa vai, conversa vem, ao meus ouvidos não chegava exatamente uma conversa, apenas as palavras &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Renato, há pessoas conversando ao seu redor"&lt;/span&gt; no ritmo animado do papo ao lado, quando de repente o companheiro sentado ao meu lado começou a olhar para a capa do meu livro. Mas isso acontece sempre nos ônibus. Não seria capaz de atrapalhar uma boa leitura, não comigo. Não seria se ele não estivesse lendo em voz alta. Não sei se você leitor já encontrou pela frente alguma dessas compilações de contos ou crônicas de diversos autores por aí. Títulos como&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "As Cem Melhores Crônicas Brasileiras"&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Os Cem Melhores Contos de Mistério"&lt;/span&gt;, ou ainda &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Os Cem Melhores Contos Eróticos"&lt;/span&gt;, que eu dei graças a Deus por não estar lendo naquele momento. Esses livros trazem na capa, além do título, os nomes dos autores ali apresentados. Todos. E eu estava lendo um desses livros. Portanto, o meu vizinho de assento não leu ali apenas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"As Cem Melhores Crônicas Brasileiras"&lt;/span&gt;, mas também &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Luis Fernando Verissimo"&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Mario Prata"&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "Chico Buarque"&lt;/span&gt; e outros nomes invejados, o que atrapalha a concentração de qualquer um. Além disso, eu estava coincidentemente lendo uma crônica que falava de sexo, o que me fez semi-fechar a capa com um frio na espinha e terminar de ler logo (porque crônica não se deixa para depois) para evitar que aquilo também fosse lido em alto, claro e ainda por cima lento som no meio daquela condução que não estava lotada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechei o livro, guardei-o na mochila (o amigo ainda insistia em decifrar todo o conteúdo da capa) e olhei pela janela. O ônibus havia parado em um ponto, o ponto que fica logo em frente ao edifício onde minha família comprara um apartamento há pouco tempo. Estava na etapa final de construção e eu mal podia esperar para me mudar. Fiquei ali olhando para minha futura morada quando ouvi a voz do leitor-de-capas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Caramba, da última vez que vim aqui esse prédio ainda estava baixinho, baixinho! Olha só, tá quase pronto!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É, tá ficando bonito, hein?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele havia estragado minha leitura. Além disso, referiam-se ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"meu"&lt;/span&gt; prédio. E falavam alto. Eu estava no meu direito ao escutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu fiz um pedido para vir morar aí, sabe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa frase obviamente despertou meu interesse. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Pedido"&lt;/span&gt;? Para quem? Estrela cadente? Papai Noel, talvez? A fada do dente, bem sei, só dá dinheiro. Eliminei a fada do dente. Falando sério agora: apartamento a duas quadras do mar, que eu saiba, não se pede - se compra. Pensando bem, talvez a fada do dente fizesse sentido. Ou senão o pai dele era um sujeito rico com mais de vinte filhos. Vivia viajando, e era cheio de formalidades. A prole pediria presentes por correio, e havia sempre fila. Apartamento e carro tinha que esperar. Já estava cheio de pedidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ah, pediu, é?&lt;/span&gt; - respondeu o outro como se fosse a coisa mais normal do mundo. Eu não tirava os olhos da janela, não sabia que tipo de cara engraçada faria se olhasse para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sim. É aquele programa do governo. Foi o governador -&lt;/span&gt; admito, não me lembro se ele disse prefeito, governador ou presidente aqui. Optei pelo intermediário - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;que mandou construir o prédio. Os apartamentos vão ser todos doados para a população carente. Vão tirar um pouco o povo da favela, trazer pra cidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fitava o nada lá fora, fazendo inconscientemente uma cara de pôquer. O ônibus voltava a andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ah, é desse esquema então -&lt;/span&gt; assentia o outro, sentando-se ao meu lado. Eu estava no meio dos dois agora, adeus janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É, foi uma caridade da associação de moradores aqui do bairro -&lt;/span&gt; afirmou meu pseudo-candidato-a-futuro-vizinho-leitor-de-capas, cada vez mais esperto e cada vez com mais hífens no título por mim concedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu olhava para a frente como quem deixa em dúvida seus adversários com um blefe que parece ser óbvio demais, enquanto eles continuavam aquela conversa que eu me segurei para não interromper com uma série de correções. Governo federal, estadual, municipal, associação de moradores ou seja lá o que for - alguém me passara a perna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estive ausente por um tempo, mas continuo amando escrever aqui. Acontece que, como se pode deduzir da história acima, estive de mudança. E a internet chegou aqui, olha só, ontem.  Pelo menos tive um bom tempo para vasculhar minhas memórias e pensar em besteiras, o que é material de caca. Ou bênção, em outra (curta) época. Voltaremos agora à programação normal, obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-7709140781992627904?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/7709140781992627904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=7709140781992627904&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7709140781992627904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7709140781992627904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/02/nibus-e-caridade.html' title='Ônibus... e caridade'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-5380596412937482725</id><published>2008-01-24T23:56:00.000-02:00</published><updated>2008-01-25T00:40:58.486-02:00</updated><title type='text'>Leves conhecidos</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E aí, rapaz? Há quanto tempo! -&lt;/span&gt; exclama o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Tá sumido, hein? -&lt;/span&gt; diz o segundo com uma voz um tanto mais alta do que devia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Alguém tem que trabalhar por aqui, né? -&lt;/span&gt; brinca o cidadão, se perguntando imediatamente se alguém ali vai se ofender; péssima idéia fazer piadinhas com pontadas para leves conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrar amigos é uma delícia. Já com leves conhecidos, aí é outra história. Bom é quando estão na outra calçada. Você acena, acenam de volta, ninguém nem pára. Mas frente a frente é um horror. Quando são dois ainda, aí é que fica pior. Depois fica aquela sensação de que você é o assunto da conversa que eles travam de volta em seu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- A gente tem que combinar de sair com a galera, hein?&lt;/span&gt; - diz o primeiro com um sorriso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"esperançoso"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É, vamos combinar outro dia. Eu ligo pra vocês. Até mais!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidadão anda até a esquina e pára. Abre a mochila, pega um boné, e dá meia-volta. Até agora tudo certo. Que estariam comentando aqueles dois? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sobre mim, claro"&lt;/span&gt;, pensa o cidadão. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ou não."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Engordou, não foi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nem reparei. Não consegui tirar os olhos daquela barbicha esquisita! Hahaha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles poderiam também estar falando bem, é claro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ficou com uma cara mais responsável, não é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É, eu reparei. Disse que está trabalhando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... apenas como introdução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Trabalhando... Aquilo ali sempre foi vagabundo e sempre será! No máximo arrumou algum bico na loja do tio. E ainda fica esbanjando, você viu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa podia também decepcionar. Todo cidadão gosta de ser o assunto. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Falem mal, mas falem de mim."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas que pelada, hein? Esse Brasileirão está cada vez mais brochante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Fala isso porque o seu time perdeu! Hahahaha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É, mas não é o meu que está quase caindo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidadão apressou o passo. Ia alcançá-los quase na esquina. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Do que estarão falando?"&lt;/span&gt;, perguntava-se. De cabeça baixa, o boné lhe tampando o rosto, aproximava-se invisível. Finalmente alcançou seus conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu um soco forte em cada um deles e saiu correndo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-5380596412937482725?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/5380596412937482725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=5380596412937482725&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5380596412937482725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5380596412937482725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/01/leves-conhecidos.html' title='Leves conhecidos'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-2145442563395929693</id><published>2008-01-18T19:34:00.000-02:00</published><updated>2009-05-16T21:25:23.151-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ônibus'/><title type='text'>Ônibus... e mil reais</title><content type='html'>Eu não me canso de falar de ônibus, mas por razões desconhecidas havia me esquecido de uma história que... não pode ser esquecida. Vou manter todos os nomes em segredo, mesmo porque eu não sabia o nome de ninguém que se encontrava no ônibus naquele momento. Na verdade, eu sabia o meu. E o de uma conhecida que fez questão de não sentar perto de mim, danou-se, tenho assunto para o blog e ela não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu odeio me sentar no ônibus. Quando se está sozinho, pode apostar, a pessoa a sentar ao seu lado é sempre aquela senhora cheia de sacolas de compras. E ela vai saltar depois. Além disso, há a cortesia. Quando me sento no ônibus, fico de olho para ver quem é que vai ficar em pé do meu lado, ou, caso seja daquelas conduções maiores, na minha frente. A pessoa chega, eu espero a confirmação de que ela não pretende sair dali tão cedo, e pergunto se quer que eu segure sua bolsa. Porque é claro, quem vai em pé sempre tem uma bolsa. No mínimo uma bolsa. E se for uma mulher bonita, ela ainda fica com aquela cara de quem está esperando uma cantada indesejada. Mas compensa, mulher bonita é sempre bom. E ceder lugar? Essa é a pior parte de se sentar no ônibus. Depois da mulher bonita com uma bolsa, vem o estudante de mochila. E depois do estudante vem a senhora das sacolas. Se o lugar ao seu lado estiver vazio, ela se senta lá. Senão, qualquer bom cavalheiro se levanta. Mas a senhora não se senta. Quem se senta é o estudante. Ele, o miserável que estava tirando uma casquinha da mulher bonita enquanto ela se preocupava com o pobre cavalheiro que segurava suas coisas. E o pior, o estuidante não vai segurar as coisas de ninguém. Nem da senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus estava bem vazio, portanto me sentei e esperei que ela (a minha conhecida, citada anteriormente) viesse se juntar a mim. Como já especifiquei acima, não o fez. Olhei para o aparelho de MP4, as baterias tinham acabado. Essa seria mais uma viagem de observação. Virei-mepara trás. A maldita tinha sentado lá longe, de costas para mim, e sozinha. Enquanto eu conjeturava qual vingança aplicaria no na próxima vez que nos encontrássemos, o ônibus parou em um ponto. Ao meu lado sentou-se um estudante de mochila, e na minha frente, em pé, pararam essas duas garotas. Alunas de alguma escola de ensinho médio, aparentavam seus quinze, dezesseis anos. Elas são as personagens principais desta história. Eu sou um mero observador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperei alguns segundos e me ofereci para seguras suas bolsas. O rapaz ao meu lado já cochilava, e a minha expressão de plano de fundo devia passar-lhes a impressão de que eu fazia o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vai fazer medicina mesmo, né?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Isso mesmo, concorrente!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Decidu como?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ah, o curso parece muito divertido. Abrir cadáveres vai ser o máximo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Isso é verdade. Mas sabe o que a [insira aqui um nome de menina] me contou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi neste momento que não iria mais procurar distrações no ônibus. Já havia achado. O papo ia ficar interessante. E eu nunca erro. A propósito, essa transcrição da conversa está um tanto quanto equivocada. Tenho certeza de que a moça disse em algum momento que o pai da [insira aqui o mesmo nome de menina que você inseriu acima] era médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Os corpos lá da hospital, que são liberados para a faculdade... Ele pode pegar alguns.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sério?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sério! Ela disse que ele já trouxe um para casa e que eles dissecaram ele todo. Não é legal?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Poxa, que inveja!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ela falou que a gente podia ir lá um dia, daí ele traria um corpo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo ressaltar que dissecar cadáveres é uma das últimas coisas que eu deveria fazer. E elas se referiam ao ato como quem se refere a um passeio no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shopping&lt;/span&gt;. Conversa vai, conversa vem, eu disfarçando mas ouvindo com crescente atenção, a garota disse que não era beeeem assim, que talvez o pai da outra tivesse dificuldades para conseguir o cadáver. Hospital pequeno, nem sempre morre alguém. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ele dá um jeitinho"&lt;/span&gt;, pensei. Mas pelo seguinte eu não esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas às vezes nem precisa de pegar no hospital. Podia matar alguém fora, sei lá, alguém que não fizesse falta...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- É verdade, tá cheio de morador de rua sozinho por aí...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada frase reticente eu ficava mais horrorizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas eu não tenho coragem de matar, não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- A gente podia contratar alguém. Quanto será que cobram?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não sei... Deve ser caro. Uns mil reais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que eu me tranqüilizei. Mil reais? Ninguém tão inocente pode representar um risco à sociedade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-2145442563395929693?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/2145442563395929693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=2145442563395929693&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2145442563395929693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2145442563395929693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/01/nibus-e-mil-reais.html' title='Ônibus... e mil reais'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-837250663320658969</id><published>2008-01-16T23:17:00.000-02:00</published><updated>2008-01-16T23:50:20.143-02:00</updated><title type='text'>Era uma vez</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Era uma vez"&lt;/span&gt; é um péssimo começo para qualquer produção. Isso, é claro, acarretaria na questionabilidade das informações deste texto, por começar com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"era uma vez"&lt;/span&gt;, logo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"era uma vez"&lt;/span&gt; pode ser na verdade um ótimo jeito de começar a se expressar, tornando confiável a informação de que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"era uma vez"&lt;/span&gt; não é lá um início ideal e acabando com todos os créditos desta minha escrita, que aliás apresenta um frase gigantesca e transborda repetição de termos - dois pecados da redação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, o termo não pára de aparecer. Por que isso? Porque um dia ele deu certo, claro. Isso que hoje é mais batido que suco de maçã com casca já foi um dia uma grande sacada. Quem seria capaz de pensar primeiro no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"era uma vez"&lt;/span&gt;? No &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"once upon a time"&lt;/span&gt;? Desafio oficialmente todos os alunos de cursos de inglês a dizer o significado de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;upon&lt;/span&gt;. Upon-to é meu. Risadas. Mais risadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sorte o feliz escritor não viveu para ver seu termo escrito em cada fábula, falado por cada manipulador de fantoches e cantado por Sandy e Junior. Ah, se fosse aquela época o nosso tempo de internet. Hoje qualquer coisa rapidinho pega. Mas pelo que ouvi há algum tempo, Sandy e Junior não vão mais cantar juntos. Caso eu venha a criar alguma expressão interessante, espero não cair nas fábulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto-me como podem todos viver felizes para sempre. E a bruxa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-837250663320658969?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/837250663320658969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=837250663320658969&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/837250663320658969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/837250663320658969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/01/era-uma-vez.html' title='Era uma vez'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-7282293024507525649</id><published>2008-01-16T00:27:00.000-02:00</published><updated>2008-01-16T00:55:48.661-02:00</updated><title type='text'>GOB</title><content type='html'>Eu já mencionei anteriormente que sempre falo com Deus no banheiro. Pois hoje ele falou comigo. Ou pelo menos um irmão com nome parecido. Estava eu a secar o cabelo quando olhei para o chão e vi alguns fios espalhados, porque homem que é homem seca na toalha mesmo.Qual não foi a minha surpresa ao constatar que eles não estavam somente espalhados, mas sim formando um desenho! Não, nada de desenho. Letras! Lá estavam as duas linhas meio paralelas e no meio delas a inscrição &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"GOB"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabelo fazer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O"&lt;/span&gt; é fácil demais. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"G"&lt;/span&gt; tambem não é desafio nenhum para a natureza. Mas um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"B"&lt;/span&gt; maiúsculo eu mesmo não consigo fazer. Ou os fios escorregam ou agarram no dedo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"B"&lt;/span&gt; é foda. Se fosse no lugar dele a também (mas não tão) difícil de fazer letra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"D"&lt;/span&gt;, eu olharia para cima e abriria os braços. Não é todo dia que cabelo escreve &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"GOD"&lt;/span&gt; no chão. Mas, puxa, não era. Quase. Pior que testemunhar uma manifestação divina e não poder provar é passar por uma situação que chega perto, muito perto. No máximo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"bivina"&lt;/span&gt;. E ainda assim não poder provar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tive meu primeiro contato com esse tal de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Beus"&lt;/span&gt;. E posso afirmar - o cara é sacana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/R41vMxIv_mI/AAAAAAAAADA/KgtrgPNLASM/s1600-h/Digitalizar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/R41vMxIv_mI/AAAAAAAAADA/KgtrgPNLASM/s320/Digitalizar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155899413548236386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saíram os resultados do segundo &lt;a href="http://www.feelings.angels-voice.net/awards.php"&gt;Feelings Awards&lt;/a&gt;. E o Caca Diária (é, caca) levou ouro em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"melhor conteúdo"&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"melhor escrita"&lt;/span&gt; e a premiação única de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"destaque"&lt;/span&gt;.  Mariana, muito obrigado pela avaliação, e pessoal, muito obrigado por estarem aqui lendo isto. Eu odeio encerrar textos com gírias, mas valeu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/R41w8BIv_nI/AAAAAAAAADI/Q-yqmAodOyo/s1600-h/Conte%C3%BAdo.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/R41w8BIv_nI/AAAAAAAAADI/Q-yqmAodOyo/s200/Conte%C3%BAdo.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155901324808683122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/R41xWhIv_pI/AAAAAAAAADY/hjVsXz4tKyU/s1600-h/Escrita.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/R41xWhIv_pI/AAAAAAAAADY/hjVsXz4tKyU/s200/Escrita.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155901780075216530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/R41xiBIv_qI/AAAAAAAAADg/1YVDx1SWjO4/s1600-h/Destaque.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/R41xiBIv_qI/AAAAAAAAADg/1YVDx1SWjO4/s200/Destaque.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155901977643712162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-7282293024507525649?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/7282293024507525649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=7282293024507525649&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7282293024507525649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7282293024507525649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/01/gob.html' title='GOB'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/R41vMxIv_mI/AAAAAAAAADA/KgtrgPNLASM/s72-c/Digitalizar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-6719340252593663499</id><published>2008-01-15T01:02:00.000-02:00</published><updated>2008-01-15T01:27:35.939-02:00</updated><title type='text'>Guardanapos</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ivan, passa os guardanapos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Quantos você quer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Todos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém pede todos os guardanapos, coisa boa não é. Se os envolvidos estiverem na casa do locutor, provavelmente é uma armadilha. Deixando a pobre visita sem guardanapos, ele pode conseguir um trunfo. Uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"nêga"&lt;/span&gt;, sabe. Porque sem guardanapos as mãos acabam indo parar na mesa. Mas ele perdoa, claro. Se lavar rápido, não mancha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele pode ser a visita. Quando a visita pede todos os guardanapos, é porque o estrago foi grande. Ele quer mostrar que tenta ajudar, mas todo mundo sabe que isso o diverte ainda mais. Pode também não haver estrago, e tudo isso ser na verdade uma ameaça. Ou ainda a simples perspicácia de saber que todo mundo guarda as economias junto dos guardanapos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em locais públicos? É aí que mora o verdadeiro perigo. Não vou me demorar destacando todos os cenários envolvendo contas, caranguejo, vizinhos de mesa e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hours d'oeurves&lt;/span&gt;, que é um termo que eu sempre quis colocar em um texto, objetivo alcançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Por favor, Ivan, passa os guardanapos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivan correu, correu, correu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero fazer um desenho para colocar no layout do blog, mas a idéia não vem. Que caca. Se alguém quiser dar uma dica, agradeço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-6719340252593663499?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/6719340252593663499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=6719340252593663499&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/6719340252593663499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/6719340252593663499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/01/guardanapos.html' title='Guardanapos'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-3607379337042572220</id><published>2008-01-11T01:00:00.000-02:00</published><updated>2008-01-12T00:28:20.511-02:00</updated><title type='text'>Bênção Diária</title><content type='html'>Sabe, eu demorei exato meio segundo para decidir o título deste blog. Eu odeio usar a palavra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"destino"&lt;/span&gt; para designar algo diferente de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"onde se quer chegar"&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "onde se vai chegar, querendo ou não"&lt;/span&gt; ou demais variantes, mas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Caca Diária"&lt;/span&gt; teve muita sorte. Das incontáveis besteiras que meu cérebro processa por segundo, poucas conseguem ser transmitidas ao teclado. E menos ainda terminam com Enter. Mas que coisa, agora esse título me traz problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu não havia pensado nisso? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Caca"&lt;/span&gt; é no mínimo pejorativo (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"pejorativo"&lt;/span&gt;, que palavra...). De uns tempos para cá, tenho ouvido muitos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"como vai a sua caca?"&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"gostei da sua última caca"&lt;/span&gt; (esta última admito que gostaria de ouvir bem alto no meio da rua). É bom ver interesse pelas minha publicações, mas o título pegou mais do que eu podia imaginar. E não é só em assuntos relacionados diretamente ao blog - em uma conversa normal em que eu esteja presente, ninguém fala a palavra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"caca"&lt;/span&gt; ser olhar para mim. Se o olhar demorar demais, e o resto do grupo não entender, sou obrigado a fazer aquela cara de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"não fiz nada, juro"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está decidido. Agora vou ficar um tempo sem publicar cacas. Ao invés disso, preparem para receber minhas bênçãos! Sim, muito mais agradável, não é? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Como vão suas bênçãos?"&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"gostei da sua última bênção"&lt;/span&gt; também são frases que eu gostaria de ouvir na rua (mas não perto de igrejas). Por meio desta renomeio minha página. Bem-vindo à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Bênção Diária"&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;O nome vai voltar, é claro. Um dia ele vai.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-3607379337042572220?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/3607379337042572220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=3607379337042572220&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3607379337042572220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3607379337042572220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/01/bno-diria.html' title='Bênção Diária'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-3531929317423323771</id><published>2008-01-08T11:14:00.001-02:00</published><updated>2009-05-16T21:36:41.009-03:00</updated><title type='text'>Eu gosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://cacadiaria.blogspot.com/2007/11/perigo.html"&gt;Que perigo&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;/span&gt; pode ser um boa maneira de encerrar uma conversa. Você pode dizer, esperar uns três segundos, e sair correndo. Mas se o efeito desejado for o oposto, nada melhor que um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"eu gosto"&lt;/span&gt;. Essa é uma resposta universal que pode colocá-lo em maus lençóis, amigão. Mas lembre-se: Para fazer efeito, a pausa de três segundos deve ser tomada antes de se dar a resposta. Que pode, também, ser um complemento a algo que você mesmo proferiu. Uma coisa eu garanto - conversa nenhuma vai "&lt;a href="http://img1.orkut.com/img/b.gif"&gt;morgar&lt;/a&gt;" depois de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"eu gosto"&lt;/span&gt; bem colocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que não ofender - surpreender:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Renato, seu teclado quebrou.&lt;br /&gt;[pausa de três segundos]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu gosto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E na negociação então? A vantagem tomada é muito clara quando você simplesmente acaba com todos os trunfos do oponente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu vou contar tudo para ela, viu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[pausa de três segundos]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu gosto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que o tiro pode sair pela culatra. Mas pelo menos você perde com honra. Nada que você disser pode ser usado contra você melhor do que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"eu gosto"&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nós encontramos seu material genético na vítima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[pausa de três segundos]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu gosto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tenta ser original no pedido, você pode ser original ao aceitar. Além disso, a pausa é matadora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Verônica, quer se casar comigo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[pausa de três segundos]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu gosto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de dar corda a um assunto, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"eu gosto"&lt;/span&gt; pode também começá-lo. Ninguém deixa passar uma afirmação tão aleatória:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu gosto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- ... Hã?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem leu o texto sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"que perigo"&lt;/span&gt; deve estar se perguntando onde estão as duas últimas frases. Eu posso dizer que este aqui é um texto novo e de maneira alguma preso àquele. Posso dizer também que estou com preguiça. Mas de qualquer modo eu estaria mentindo.&lt;br /&gt;[pausa de três segundos]&lt;br /&gt;Eu gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano começou e eu ainda nem havia dito &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"o ano começou"&lt;/span&gt;. Bom, trabalho feito. 2007 foi um ano de muitas descobertas para mim. Principalmente três. Primeiro, faculdade é  muito bom. Segundo, faculdade pode ser um saco também.  E terceiro, eu sou muito chato.  Por isso, quero agradecer àquelas pessoas que agüentaram durante mais um ano a minha arrogância, impaciência, egoísmo e simples prazer em incomodar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À minha família, claro, que leva tudo em mais que o dobro (e, caso você esteja se perguntando, este parágrafo começa, sim, com crase, e eu posso provar) ; ao Gabriel, que dispensa palavras além do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"não me lembro de não conhecê-lo"&lt;/span&gt;; ao Eduardo, que por incrível que pareça eu já odiei com todos os meus garfos; ao Nihil, que conheceu todo o ego que eu consigo transmitir para o teclado, e o Gustavo, que ao contrário do Nihil não gostava muito de discutir e esperou passar a minha fase de estúpida auto-afirmação; à galera da faculdade, que está aqui sem nomes individuais de propósito - turma pequena e unida, assim que é bom; a você leitor que não desistiu de ler esse parágrafo mesmo com esse monte de ponto-e-vírgula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um próspero 2008 para você, por mais cliché que isso soe, e pensamento positivo para que eu deixe de ser chato!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-3531929317423323771?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/3531929317423323771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=3531929317423323771&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3531929317423323771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3531929317423323771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/01/eu-gosto.html' title='Eu gosto'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-1382136244400622852</id><published>2008-01-06T22:45:00.000-02:00</published><updated>2008-01-06T23:53:50.783-02:00</updated><title type='text'>Concurso</title><content type='html'>Veio aqui esperando a "caca" de hoje? Danou-se! Este texto aqui é puro e simples &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ghahahaha, eu ganhei!"&lt;/span&gt;! Mas calma, não jogue o teclado no(a) seu(ua?) irmão(menos o "o"). Apesar de que ele(a) com certeza merece. Eu estou com algumas besteiras aqui na cabeça, provavelmente vou soltá-las em outra postagem. Nesta, entretanto, vou simplesmente anunciar: Este blog aqui ganhou ouro na categoria "melhor escrita" do concurso do &lt;a href="http://www.feelings.angels-voice.net/"&gt;Feelings&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/R4F3qxIv_fI/AAAAAAAAACI/iyOgCDIKa-w/s1600-h/Pr%C3%AAmio.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/R4F3qxIv_fI/AAAAAAAAACI/iyOgCDIKa-w/s320/Pr%C3%AAmio.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152531025316806130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sim, foi a única categoria em que ganhei, mas blog é escrita mesmo. Rá! Repare que a falta de uma imagem que representasse esta página fez a organizadora Mariana tirar uma print screen do meu querido primeiro texto do ano. Hum, depois eu cuido disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigado por me acompanhar, e toda sorte de coisas que se deve dizer ao ganhar algum concurso. Até mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Renato: "Valeu, Valeu!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mariana: "Foram dois, né?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Renato: "Dois?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta conversa realmente existiu. Claro que tinha mais coisa, que eu obviamente tirei para parecer menos idiota. Mas a "melhor escrita" não era tudo! Que delícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/R4GDgBIv_gI/AAAAAAAAACQ/Y66q6kjJWIY/s1600-h/Melhor%21.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/R4GDgBIv_gI/AAAAAAAAACQ/Y66q6kjJWIY/s320/Melhor%21.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152544034772745730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Melhor por Mariana"? Isso sim é imponente! Eu ainda vou aprender HTML, ah se vou. E aí vou colocar esses banners em alguma seção fixa. É, eu prometo demais e não cumpro nada. Mas não custa sonhar. Grande abraço e até a próxima!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Observação: Tudo o que está depois dos hífens-barrars-hífens foi adicionado depois que a postagem já havia sido escrita. Se você não percebeu isso, deve se envergonhar. Comer? Dormir? Esqueça. Quero você apertando f5 aqui o dia todo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-1382136244400622852?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/1382136244400622852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=1382136244400622852&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/1382136244400622852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/1382136244400622852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/01/concurso.html' title='Concurso'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/R4F3qxIv_fI/AAAAAAAAACI/iyOgCDIKa-w/s72-c/Pr%C3%AAmio.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-4895917263717586488</id><published>2008-01-05T14:22:00.000-02:00</published><updated>2008-01-06T00:49:36.658-02:00</updated><title type='text'>Piloto automático</title><content type='html'>Primeiramente, um alerta para detalhes (não tão) íntimos. Mesmo acreditando não haver nada de mais, aviso para evitar reações como a do Gabriel "Mala", que fez questão de exagerar um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Pare de falar das suas partes íntimas!"&lt;/span&gt; no meio da rua quando, juro, eu falava apenas de minhas roupas. Alerta dado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem me bateu um sono e quando, alguns segundos depois, olhei para baixo, me surpreendi ao ver que estava só de cueca. Sabe, eu durmo só de cueca. Mas eu não me lembrava de ter tirado as roupas. Isso tem acontecido muito ultimamente, é o que eu chamo de piloto automático. Se você tira as roupas do mesmo jeito na mesma hora para o mesmo fim todo santo dia, acaba fazendo-o sem perceber. O mesmo acontece com os "escovares" - dentes e cabelo, sabe. E em várias outras ocasiões. Um dia desses, por exemplo, eu me perguntei &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O que diabos estou fazendo na cozinha?"&lt;/span&gt; A falta de fome me fez ficar ali pensando um bom tempo no que mais me atraía àquele ambiente gorduroso, até lembrar que ele serve também de acesso àquela área que eu infelizmente aprendi a chamar de... área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não me lembro de ter tido problemas com o piloto automático na minha infância. Mas é claro, nos primeiros anos a pessoa ainda não fez muita coisa para ter o que repetir. As primeiras escovações exigem uma grande presença de espírito, assim como aquelas que vêm logo depois de uma visita ao dentista e as gengivas doem, doem. Mas mesmo as visitas ao dentista se tornam regulares, e as sensações novas vão ficando mais raras. E, uma vez no piloto automático, não nos lembraremos de tanta coisa. Por isso a grande memória das pessoas jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Tarado!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ei, o quê? Foi mal, piloto automático!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num tempo em que tudo é recordável, cada ação deve ser mais gostosa. Isso deve explicar a nostalgia. Eu já a sinto quase todo dia, não quero nem imaginar na velhice. Memória e nostalgia como consequências do piloto automático. Eu poderia usar isto na minha monografia de graduação, mas a tecla de dois pontos e ponto-e-vírgula me parece ser um assunto mais adequado. Você de biomédicas ou sei-lá-o-quê pode usar, vá... Já está tudo aqui, é só colocar mais umas oitenta páginas de enrolação. E créditos a mim, claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-4895917263717586488?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/4895917263717586488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=4895917263717586488&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/4895917263717586488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/4895917263717586488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/01/piloto-automtico.html' title='Piloto automático'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-7938748311744783712</id><published>2008-01-01T18:20:00.000-02:00</published><updated>2008-01-01T21:34:54.757-02:00</updated><title type='text'>O poeta e o sádico</title><content type='html'>Vai ser uma longa viagem. O irmão mais velho, sempre atento, não se esquece de levar o aparelho de MP3. E não só isso - tem também uma grande idéia. É um poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No carro, o irmão mais novo faz aquela cara de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Agora que a gente já saiu é que você bota esses fones?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora que a gente já saiu é que você bota esses fones? Por que não me lembrou lá em cima para trazer o meu também?! Que droga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calma, calma! - Diz o irmão mais velho - Eu coloquei todas aqui todas as faixas que você gosta de ouvir. As minhas e as suas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você sempre faz isso, agora você fica aí escutando essas suas porcarias e eu n... O quê? Colocou as minhas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Eu quero muito ouvir música nesta viagem. Essa é a minha escolha. Mas eu acho que todos devem ter direito a escolhas. Se eu colocasse apenas a minha música, ficaria aqui um ar de monopólio. Isso é nocivo em qualquer fragmento de sociedade. Eu quero ouvir. No entanto, mais importante que isso é saber que não estou impondo essa situação, mas deixando que meu irmãozinho me conceda a alegria. Assim eu posso não só escutar música, mas também ficar tranqüilo que foi assim que você quis. É por isso que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá. Passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Passa os fones. Eu vou ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ser uma longa viagem. O irmão mais velho, sempre atento, não se esquece de levar o aparelho de MP3. E não só isso - tem também uma grande idéia. É um sádico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No carro, o irmão mais novo faz aquela cara de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Agora que a gente já saiu é que você bota esses fones?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora que a gente já saiu é que você bota esses fones? Por que não me lembrou lá em cima para trazer o meu também?! Que droga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é. Eu trouxe o meu. E mais! Coloquei nele, além das faixas que eu gosto de ouvir, as suas também! Que tal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você sempre faz isso, agora você fica aí escutando essas suas porcarias e eu n... O quê? Colocou as minhas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Sim, sim. Sabe, eu poderia simplesmente trazer as minhas e pronto. Eu escutaria a minha música, e você ficaria aí entediado. Mas que graça isso tem? Você deixaria de escutar o que quer simplesmente porque seria impossível. Sua música não estaria no carro, como poderia ser ouvida? Mas não. Não, não. Sua música está no carro. Só que você não vai ouvir, porque eu estou ouvindo a minha! Hahahahaha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! Eu quero ouvir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso, é essa a reação que eu quero. Mas sinto muito. Você não vai ouvir, nenem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! Mãe! Manda ele deixar ouvir! Eu quero ouvir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filho, deixa o teu irmão ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa se você é um poeta ou se é um sádico. Enquanto estiver em uma posição de subdomínio, as grandes idéias sempre acabam em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Mas..."&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-7938748311744783712?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/7938748311744783712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=7938748311744783712&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7938748311744783712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7938748311744783712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2008/01/o-poeta-e-o-sdico.html' title='O poeta e o sádico'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-3584915230094903104</id><published>2007-12-24T12:33:00.000-02:00</published><updated>2009-05-16T21:25:23.151-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ônibus'/><title type='text'>Ônibus... de novo</title><content type='html'>Ah, férias. Férias, férias. Eu pensei que, uma vez desocupado, fosse atualizar isto aqui semi-diariamente. Pobre de mim: Esqueci-me que de férias não pego mais &lt;a href="http://cacadiaria.blogspot.com/2007/10/nibus-e-deus.html"&gt;ônibus&lt;/a&gt;. Onde mais eu vou pensar no que escrever aqui? Onde mais vou ver uma expressão de desprezo profundo e pensar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ferrou, ele lê pensamentos"&lt;/span&gt;? Provavelmente vou me arrepender de dizer isso, mas eu amo ônibus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu tenho uma idéia. Amanhã, como você (não) deve saber, eu vou viajar. Tecnologia não me alcança lá. Nada me alcança lá. Só as &lt;a href="http://cacadiaria.blogspot.com/2007/12/sasha.html"&gt;revistas Caras e Veja&lt;/a&gt;, mas isso não é surpresa. Isso significa mais uma semana sem cacas. Mas eu já disse que tive uma idéia. Assim que voltar, eu vou pegar um ônibus para o lugar mais longe que o terminal oferece. E depois voltar, é claro. Aí eu quero só ver a falta do que escrever me atingir! Rá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! Hoje é Natal! Na verdade é apenas a véspera, mas eu sempre chamei o dia 24 de Natal, e o 25... de Natal, também. O Natal verdadeiro é legal, sim... Almoço na casa de algum parente, praia, e praia. Como eu amo o Brasil. Mas todo mundo sabe que o Natal de verdade é hoje. Qual é, o banquete é hoje. Assim como o amigo secreto, no qual você sempre tira aquele tio ou primo que não disse o que quer ganhar - e para quem você não faz a menor idéia do que dar - mas que vai ser super divertido de fazer a descrição: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O meu amigo secreto é uma pessoa que..."&lt;/span&gt;. É hoje que, dependendo da sua idade, é claro, você vai esperar até a meia-noite para chutar uma árvore e pegar seus presentes. Novamente dependendo da sua idade, é hoje que você vai tentar pela terceira vez esperar o Papai Noel chegar, mas infelizmente seus pais conhecem ótimas técnicas de adormecimento. Vinte e cinco? Vinte e cinco é feriado. O Natal é no vinte e quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Natal. Hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou também preparando uma surpresa para quando voltar. As pessoas mais espertas já devem até saber o que é. Se você sabe o que é, contate-me: tenho um trabalho especial para você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-3584915230094903104?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/3584915230094903104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=3584915230094903104&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3584915230094903104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3584915230094903104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/12/nibus-de-novo.html' title='Ônibus... de novo'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-3137124818778883044</id><published>2007-12-19T23:44:00.000-02:00</published><updated>2007-12-22T15:25:33.455-02:00</updated><title type='text'>Tolice</title><content type='html'>Tolice é algo que todos têm. Não adianta negar, você é um tolo. Não um tolo completo, espero, mas um tolo. Vou provar. Pegue todas as coisas em que você acredita. Ótimo. Eu não faço a menor idéia do que são essas coisas. Assim sendo, posso afirmar que as chances delas serem mentira são de 50%. Ora, pela probabilidade apresentada, em uma situação ideal você acredita em muita bobagem. O que o torna tolo. Não se preocupe, também o sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos acreditamos em coisas que podem ser mentira. Que o homem chegou à lua, que alguns sites de compras são seguros, que os desenhos de &lt;a href="http://gallery.aethereality.net/list/artist/43/"&gt;Chen Shu Fen&lt;/a&gt; não são fotos editadas no photoshop, que quem vos fala é mesmo esse tal de Renato... Mas isso não importa de verdade, porque é tudo uma questão de ângulo. Eu posso acreditar na astronomia; posso comprar na internet e permanecer feliz até que meu cartão de crédito seja zerado de repente; posso acreditar na arte oriental e me espelhar nela para crescer como desenhista; posso acreditar que eu sou eu, a não ser que eu não seja eu, mas um leitor meu, e acreditar que o eu que não sou eu na verdade é eu e escreve as besteiras que gosto de ler ou pelo menos leio porque eu pedi, ou o "eu" pediu - posso ser um tolo feliz. O problema não é ser tolo, e sim ser mais tolo que o próximo. Por isso que eu digo que mentir é divertido - não a mentira que prejudica o interlocutor diretamente, mas a que simplesmente faz dele mais tolo que você. Claro que a expressão de "eu acredito" pode ser mentira, aí o locutor está sendo tolo. É tudo um jogo, e mentiras saudáveis são os dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da campanha "saia da rotina", dou início agora à campanha "minta cacas". Mesmo que eu seja o único a aderir, assim como devo ter sido o único na primeira, não me importo. Quem vai estar perdendo o jogo da tolice são vocês. Blé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia o livro, veja o filme, compre o CD e jogue o jogo. A Bíblia é foda.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=LkNvQYiM6bw"&gt;Link?&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-3137124818778883044?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/3137124818778883044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=3137124818778883044&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3137124818778883044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3137124818778883044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/12/tolice.html' title='Tolice'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-7773230788636057516</id><published>2007-12-18T00:08:00.000-02:00</published><updated>2007-12-18T00:39:27.920-02:00</updated><title type='text'>Sasha</title><content type='html'>Já estou me arrependendo de ter colocado esse título (um blog com uma postagem entitulada "Sasha" não pode ser respeitado), mas não há outro jeito - é sobre isso mesmo que vou falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de há algum tempo atrás ter visto a capa de uma revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Caras&lt;/span&gt; com algumas das seguintes palavras: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sasha faz compras com sua amiga Bruna Marquezine"&lt;/span&gt;. E sim, era a capa inteira. O subtítulo dava a entender que a matéria falava sobre como era interessante o fato de Sasha e sua amiga terem ido (semi-) sozinhas a algum tipo de Shopping. Digo "semi" porque as pessoas famosas sem mérito nunca estão sozinhas. Acho que não preciso descrever a dor que afligiu algumas partes do meu cérebro ao ver isso, portanto vou pular para a reação de alguns minutos após o trauama. Eu comecei a cogitar, como piada, claro, as próximas aparições da menina na mídia. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O namoradinho de Sasha"&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sasha briga com Xuxa e sai de casa chorando"&lt;/span&gt; (o que é quase um trava-língua), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sasha posa para a Playboy"&lt;/span&gt; (num futuro mais distante, claro) e outras coisas igualmente descartáveis. Mas eu pensei nisso tudo com brincadeira. Agora não brinco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente uma operadora de telemarketing conseguiu praticamente convercer a minha mãe de que a editora pagaria para mandar a revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Caras&lt;/span&gt; mensalmente à nossa casa. É. Hoje eu vi a capa de uma dessas aberrações, que dizia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A primeira comunhão de Sasha"&lt;/span&gt; ou algo do tipo. O riso é uma coisa muito social. Quando você acha algo engraçado, você pensa&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "Oh, que engraçado"&lt;/span&gt;. Se houver alguma pessoa perto de você que queira saber se deve trocar o repertório de piadas ou não, você ri. Mas às vezes surge a risada não-social. Ela pode surgir em momentos sociais também, mas é uma risada verdadeira. Ela sai como se você estivesse sozinho, ou pelo menos pensasse estar sozinho. Ao ver a capa da tal revista, eu soltei uma risada não-social. Qual será a próxima? O namoradinho? A briga? Ou algo diferente? A terceira não, por favor. Só sei que a mídia cada vez mais prova ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"puh"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta correr, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Caras&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja&lt;/span&gt; sempre vão me perseguir. Ontem fui começar a ler um livro que ganhei de presente. O livro é do Diogo Mainardi, que na minha opinião é um cara que escreve bem mas o faz simplesmente por dinheiro. Acho que ele está corretíssimo - sua coluna na Veja está sempre cheia de bobagens bem escritas, mas acho que se fosse diferente ele não poderia escrever lá. Refiro-me à parte das bobagens, claro, escrever bem é detalhe. Mesmo com um pé atrás pelo título do livro, resolvi dar uma chance. Não era mais a revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja&lt;/span&gt;. Eu poderia, quem sabe, ver alguma boa aplicação da habilidade do escritor. Tristeza - logo antes do primeiro texto, encontrei estas palavras: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Todos os textos aqui reunidos foram publicados em Veja."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho vontade de me trancar em uma caverna por algum tempo só para ver como publicações lamentáveis vão fazer para me alcançar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-7773230788636057516?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/7773230788636057516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=7773230788636057516&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7773230788636057516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7773230788636057516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/12/sasha.html' title='Sasha'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-4803083183944530517</id><published>2007-12-16T23:30:00.000-02:00</published><updated>2007-12-22T13:09:12.816-02:00</updated><title type='text'>Paracasei</title><content type='html'>Semana passada (ou seria retrasada? Adoro a falta de noção de tempo que as férias proporcionam a uma pessoa) fui vítima de um assalto a mão boba. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Perdeu, perdeu"&lt;/span&gt;, mão no traseiro, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Opa opa, sou de família"&lt;/span&gt;. Para meu alívio, era pela carteira que procurava. E quando pedi meus documentos de volta, viu também o tocador de MP4 (sim, tocador, MP4 é só a mídia). Mas eu arranquei os fones! Os dois! E depois de correrem pra caramba (eram dois), provavelmente perceberam que o aparelho estava mais pra lá do que pra cá. Lá pelo meio do ano eu o quebrei no ônibus, consertando depois na base de fita durex. Coisa fina.  O assalto teve alguns lados bons. Primeiro, porque foi o quinto atentado do tipo que já sofri, mas o único em que os meliantes obtiveram sucesso. Agora as pessoas acreditam que aqui onde eu moro não é tão legal assim. A fama de "bairro burguês" (fama existente em maioria entre pessoas que não sabem o significado da palavra "burguês") traz esses problemas. Sempre que conto como fui assaltado, dizem que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ah, nem levaram nada..."&lt;/span&gt;, mas agora é diferente. Outro ponto positivo é que eu posso imaginar que depois de muito lutar por um par de fones de ouvido, a duplinha se decepcione com minhas coletâneas de Dance Dance Revolution, J-Rock, e trilhas sonoras de videogame, só para citar alguns exemplos não tão populares da mídia encontrada no meu tocador de MP4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que porra é essa de Oleo-in Funk?&lt;br /&gt;- Funk! Deve ser do MC Fulano! Bota aí!&lt;br /&gt;- Diz aqui que é um tal de "Jazz". O que é isso?&lt;br /&gt;- Sei lá, bota aí!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo meu me deu uma dica valiosa: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não entre na justiça por isso, não!"&lt;/span&gt; Rá! Ah, sim, eu posso "zoar" dele aqui... Como diria Thoreau, ele não vei ler mesmo. Imaginei-me sentado à mesa do delegado respondendo a umas perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como eram eles?&lt;br /&gt;- Hum... Sabe, assim... meio... pivetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquele tipo de pessoa que se não for melhor conhecida, só pode ser descrita com uma palavra? Essa palavra geralmente é "pivete" ou "senhor" (que é, aliás, uma forma educada de se dizer "velho") ou "gostosa" (no feminino porque não, eu não costumo participar de conversas que contenham descrições de pessoas através da palavra "gostoso" no masculino, portanto não sei se muitas pessoas são reduzidas a apenas isso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas você chegou a ver o rosto?&lt;br /&gt;- Sim, sim.&lt;br /&gt;- Descreva-o, por favor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia desses abri a geladeira e peguei um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;yakult&lt;/span&gt;, como há anos não fazia. Foi uma sensação bacana. Mas ao acabar a garrafinha (se é que aquilo pode ser chamado de garrafinha), li na mesma algo que me assustou:&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "Com lactobacilos vivos paracasei"&lt;/span&gt;. Paracasei? Os lactobacilos vivos já tiravam o sono de muita gente, e agora além de vivos eles são paracasei? Quando você está se acostumando com uma coisa esquisita, tratam de aprimorar essa esquisitice um pouco. Lactobacilos vivos já eram a coisa mais normal para mim, agora já não o são. Pelo menos não os paracasei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ainda estou com a história do assalto na cabeça, não posso deixar de traçar um paralelo. A violência já está ficando corriqueira. O que vão aprontar agora? Idiota como sou, me diverti com a imagem de um gringo declarado sendo assaltado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lost, lost!&lt;br /&gt;- What?&lt;br /&gt;- Lost, playboy!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-4803083183944530517?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/4803083183944530517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=4803083183944530517&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/4803083183944530517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/4803083183944530517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/12/paracasei.html' title='Paracasei'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-8717797376037072698</id><published>2007-12-10T21:56:00.000-02:00</published><updated>2007-12-11T01:19:36.995-02:00</updated><title type='text'>Homem ou mulher?</title><content type='html'>Um dia desses eu estava no youtube caçando um vídeo - sim, tive preguiça de gravar e fui procurar para ver se já tinham feito... sem sucesso, claro - para colocar o link aqui. Aliás, já reparou que eu sempre coloco algum &lt;a href="http://fc05.deviantart.com/fs7/i/2005/220/8/2/Flying_Cucco_ATTACK_by_celesse.jpg"&gt;link&lt;/a&gt;&lt;a href="http://fc05.deviantart.com/fs7/i/2005/220/8/2/Flying_Cucco_ATTACK_by_celesse.jpg"&gt; como este&lt;/a&gt;  para as coisas ao invés de simplesmente "embebedar" (perdão, mas não consigo ler de outro jeito)  na página? Exatamente, não é impressão sua: eu realmente não sei colocar direto. Assim como não sei o que preciso saber para mudar o layout desta caca. Éssio-ésse! Voltando...! Navegando pelo "youtoba" encontrei um vídeo de uma garota que imitava vozes ou sei lá. Não importa o que ela fazia, o que importa é que eu não posso deixar de ler quando vejo palavras (espero que isso pareça óbvio para você - infelizmente descobri que há pessoas que deixam, sim), e por isso acabei vendo o seguinte comentário (traduzido do inglês) : &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Você é homem ou mulher? Porque se for mulher, é muito gostosa!"&lt;/span&gt; Ah! Sabe quando você pensa gritando? Quando tudo o que ecoa na sua mente é um alto e forte &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Aaaaaahhhh!"&lt;/span&gt;? Foi assim que me senti quando li o comentário. Chegou até a me fazer esquecer a tecla de print screen. Lástima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas onde eu queria chegar com isso é... Se você não tem nada para escrever, não escreva. Substitua "escrever" por "digitar" para se ligar no perigo: as pessoas podem tirar print screen. Hoje eu ouvi um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Que legal essa sua caca &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;semanal&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;..."&lt;/span&gt;, ao que respondi educadamente com algum palavrão. Eu não tinha o que escrever, não escrevi. Quem me dera o pessoal da revista Veja seguisse meu exemplo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, na verdade, &lt;a href="http://pocketmedia.ign.com/pocket/image/object/015/015424/613077boxart_160w.jpg"&gt;isto aqui&lt;/a&gt; também teve uma parcela significante de culpa na minha ausência. Fazer o quê?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-8717797376037072698?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/8717797376037072698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=8717797376037072698&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/8717797376037072698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/8717797376037072698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/12/homem-ou-mulher.html' title='Homem ou mulher?'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-6964690426985018313</id><published>2007-12-03T09:06:00.001-02:00</published><updated>2009-05-16T21:37:56.278-03:00</updated><title type='text'>Nada - nada mesmo</title><content type='html'>Estou neste momento fazendo algo um tanto diferente. Acordei às seis e pouco para vir à faculdade fazer absolutamente nada. Tá bom, meu professor vai entregar as notas às dez, mas ainda assim são três horas de paz total. Às vezes me perguntam o que estou fazendo, e aresposta é "nada". Mas nunca estou realmente a fazer nada. Meu "nada" costuma equivaler a estar sentado em frente ao computador com umas dez janelas abertas, sendo duas de jogos, uma de internet (com dezenas de abas abertas) uma do media player, e o resto de pastas que fui abrindo no caminho e esqueci de fechar. Aliás, isso me causa problemas à noite - só para fechar esse monte de pastas e abas, e no final dar de cara com "Blogger: Caca Diária - Criar Postagem - Mozilla Firefox" que foi aberta sabe-se lá quando, ao que mepergunto "O que diabos eu ia escrever aqui?" Sabe aquelas coisas que as pessoas fazem quando estão bêbadas? Eu as faço quando estou com sono. Portanto, dêem uma colher de chá - perdoem os meus textos da madrugada. Escrevo-os por honra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando...! Hoje eu vim aqui fazer absolutamente nada. Comprei minha água e saí andando rapidamente como sempre, antes de pensar "Peraí, pra onde é que eu vou agora?" e diminuir o passo. A partir daí, procurei por Ambrose Bierce na biblioteca (sem sucesso, claro), li um bocado de sociologia (sabe aqueles livros que são bons, mas nunca acabam?), andei pelo mato, respirei um pouco de ar puro e fui picado por mosquitos. E isso tudo foi muito bom. Exceto pela coceirinha. Eu estou aqui todo dia (apenas pela parte da tarde) e nunca havia feito isso. Sim, agora estou no laboratório de informática compartilhando isso com você, e tenho mais meia hora para falar com Deus. Até mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-6964690426985018313?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/6964690426985018313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=6964690426985018313&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/6964690426985018313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/6964690426985018313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/12/nada-nada-mesmo.html' title='Nada - nada mesmo'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-3464203864484826899</id><published>2007-12-01T20:28:00.000-02:00</published><updated>2007-12-01T21:09:27.302-02:00</updated><title type='text'>Excomunhão</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Os chefes da sinagoga há muito tendo conhecimento das opiniões e atos nocivos de Baruch de Spinoza, diariamente recebendo cada vez mais informações graves sobre as heresias abomináveis que ele praticou e ensinou e sobre seus feitos monstruosos (...) excomungam, expulsam, amaldiçoam e condenam às penas do inferno Baruch de Spinoza. (...) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Amaldiçoado seja ele de dia e amaldiçoado seja ele de noite; amaldiçoado seja ele quando se deita e amaldiçoado seja ele quando se levanta. Amaldiçoado seja ele quando sai e amaldiçoado seja ele quando entra&lt;/span&gt;."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(semi-copiado de "O Mundo em uma Frase", por James Geary - bom livro, compre.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima está o grosso (ui) da excomunhão de Baruch de Espinoza, um grande pensador do Século XVII. Na verdade, não posso falar muito dele já que seus livros são praticamente ilegíveis. Mas um dia eu vou conseguir, ah se vou! No entanto, uma coisa que eu posso falar sobre ele é o seguinte: o cara conseguiu a melhor excomunhão que eu já vi. Teve direito a maldições constantes, ordem de distância dos parentes (é, não foi citado acima) e ponto-e-vírgula! Atenção para a ênfase: ponto-e-vírgula! Tiro o chapéu para ele. Ser excomungado deve dar uma sensação esquisita. Não é algo que se desejaria a ninguém, mas certamente é uma honra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia desses, eu estava pensando o que deveria fazer para ser excomungado. Não é para qualquer um. Primeiro, as igrejas costumam excomungar membros. Oh. Ou seja: por mais pentelho, inconveniente, careca e cheio de idéias baseados em fatos que você seja, o máximo que pode conseguir de uma igreja é um comentário negativo do Papa. Tá, isso já é uma honra, mas não chega aos pés da excomunhão. Aquele que quiser sair com um "Heheh, sacaneei!" tem que se infiltrar. Minha reflexão parou por aí. Odeio me infiltrar - o retorno não é garantido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar em pensadores, eu dou um "valeu" em francês para quem me disser onde encontro qualquer coisa de "O Dicionário do Diabo", de Ambrose Bierce.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-3464203864484826899?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/3464203864484826899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=3464203864484826899&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3464203864484826899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3464203864484826899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/12/excomunho.html' title='Excomunhão'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-5316238298341846134</id><published>2007-11-29T23:59:00.000-02:00</published><updated>2007-11-30T01:07:12.308-02:00</updated><title type='text'>Etiqueta</title><content type='html'>Se eu fosse fazer um &lt;a href="http://cacadiaria.blogspot.com/2007/10/pico.html"&gt;pico&lt;/a&gt; das piores coisas presentes no dia-a-dia do cidadão, a etiqueta certamente marcaria presença. Qualquer tipo de etiqueta é um atraso total. A etiqueta em sua forma abstrata, por exemplo. Existe coisa mais chata que ficar se policiando para não colocar a porcaria do cotovelo na mesa? E pelo amor de Deus, quem se sentir confortável em um país tropical como o nosso usando "passeio completo" ou algo de nome igualmente ridículo é, no mínimo, maluco. Etiqueta é a coisa mais frufru que existe. E tenho dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é essa a etiqueta que mais me incomoda. A pior de todas é a material. Já reparou que quanto mais caro o produto, maior e mais colada é a etiqueta? Aliás, se for algo facilemte arranhável, nem etiqueta é mais - vira uma espécie de adesivo meio escorregadio que só sai sob efeito de uma boa unha ou, em casos mais extremos, faca. Fora que depois fica aquela colinha eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe quando você quer escrever algo, mas as palavras não vêm? É como gaguejar, só que muito mais sério. Quando isso acontece, perigo! Na melhor das hipóteses é sono. Vou dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-5316238298341846134?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/5316238298341846134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=5316238298341846134&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5316238298341846134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5316238298341846134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/11/etiqueta.html' title='Etiqueta'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-7432869048257778079</id><published>2007-11-28T19:25:00.000-02:00</published><updated>2007-11-28T20:15:11.059-02:00</updated><title type='text'>Frufru</title><content type='html'>Existem muitas palavras misteriosas mundo afora. Mas eu acho que a campeã é "frufru". Sabe aquela sensação de apertar uma canetinha contra uma folha de papel, ou de arrastar as unhas em um papel de mesa de uma churrascaria? A palavra "frufru" me desperta a mesma sensação. O que diabos seria isso? O meu dicionário Aurélio, que é mais velho que eu, define frufru como "rumor de folhas". Acho que ele está meio desatualizado. Pelo menos aqui na minha cidade frufru é &lt;a href="http://www.nadabasico.com.br/loja/images/TAPETE_BORBOLETA.jpg"&gt;isto aqui&lt;/a&gt;.O que não é uma definição muito... definida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais curioso é que em toda língua que procuro, frufru existe. Em todos os lugares. Na Tchecoslováquia, por exemplo, parece que frufru define &lt;a href="http://galerie.cyklosvec.cz/gallery%2FGalaxy_team%2FFRUFRU.jpg"&gt;isto&lt;/a&gt;. Sim, eu fiquei com medo. Você pode procurar mais definições. Adianto que a da Rússia e as africanas são muito estranhas. Não vou citar mais aqui para o texto não ficar extenso demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maiores informações sobre frufru aqui:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://frufru.org/"&gt;www.frufru.org&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-7432869048257778079?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/7432869048257778079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=7432869048257778079&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7432869048257778079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7432869048257778079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/11/frufru.html' title='Frufru'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-236207811180209200</id><published>2007-11-26T20:37:00.000-02:00</published><updated>2007-11-26T21:01:18.534-02:00</updated><title type='text'>Mario filho da puta</title><content type='html'>Não achei que fosse encontrar algo como aquele &lt;a href="http://cacadiaria.blogspot.com/2007/10/jogo-filho-da-puta_3225.html"&gt;jogo filho da puta&lt;/a&gt; do qual já falei. Mas como sempre, estava enganado. O jogo em questão se trata de uma versão modificada do clássico Super Mario World, e é de fazer xingar a própria família. Além disso, tem uma continuação que é pior ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sou bonzinho, fiz um pacote com os dois jogos e tudo necessário para rodá-los. E como sou malvado, vou pedir para que você clique no link e se descabele um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?6m8xnjn3rdb"&gt;Clique aqui para baixar e se arrepender.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para jogar, você deve extrair tudo do arquivo zip em alguma pasta à sua escolha e abrir o arquivo "snes9x". Quando abrir a janela, vá em File &gt; Load Game e escolha Kaizo Mario World ou Kaizo Mario World 2 na pasta em que os colocou (duh). Os controles vêm confusos pra caramba, mas você pode configurá-los apertanto Alt + F7.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divirta-se! Ou não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-236207811180209200?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/236207811180209200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=236207811180209200&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/236207811180209200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/236207811180209200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/11/mario-filho-da-puta.html' title='Mario filho da puta'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-2810488978123379125</id><published>2007-11-25T23:03:00.000-02:00</published><updated>2007-11-25T23:27:17.388-02:00</updated><title type='text'>Dias da semana</title><content type='html'>Ufa! Esta última semana foi simplesmente tenebrosa. Você pode interpretar isso como uma desculpa pelos dias de ausência, eu não ligo. Apesar das ameaças, estou de volta. Aliás, essa semana me fez refletir um pouco sobre algo óbvio ululante conhecido-da-galera : como o tempo pode passar devagar em alguns momentos e rápido em outros. Por favor, não pare de ler. É claro que eu fui além. O tempo não só passa em velocidade diferente dependendo do dia - depende do dia da semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu fim de semana passado foi uma loucura. Eu estudei mais do que jamais faria em uma segunda ou quinta-feira. Claro que não podia deixar de tirar um tempinho para ir à praia. Acontece que, mesmo sendo um domingo, a praia estava semi-deserta. O mar se encontrava mais revolto que a minha mesa, lembrou-me até do dia em que passava um ciclone aqui por perto (a experiência de mergulhar em águas afetadas por um ciclone em alto-mar é algo que eu descreveria há alguns anos atrás como "maneeeiro", prolongando o "e" mesmo. Mas essa é uma das histórias que sempre repito, portanto paro por aqui). Mar revolto? Praia deserta? Pressa para entregar trabalhos e fazer provas? Isso não é domingo. Meu fim de semana foi uma grande quarta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda-feira saí no horário de sempre para pegar o ônibus que me leva em "segurança" à faculdade. Mas o ambiente estava estranho. O Sol estava queimando, mas nas ruas passava um ventinho fresco bem de leve. Aliás, nas ruas não havia tanta gente com cara de segunda-feira. Os malditos desocupados (tá, eu sei que as pessoas têm horários diferentes do meu) estavam de roupa de banho. E eu de camisa preta e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;jeans&lt;/span&gt;. O céu estava azul, e o cara da banca sorria feito besta. Eu nunca vi um dia tão sábado como foi essa segunda-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi não usar mais esses termos de maneira tão restrita. A partir de agora, vou acordar, ir à varanda, respirar um pouco e dizer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"beleza, hoje é um domingo"&lt;/span&gt;. Seria muito bom poder ficar em casa nos sábados de verdade, e deixar para estudar de segunda de verdade a sexta de verdade. Quantos domingos você não já perdeu? Desperdício.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-2810488978123379125?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/2810488978123379125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=2810488978123379125&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2810488978123379125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2810488978123379125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/11/dias-da-semana.html' title='Dias da semana'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-3829258795195623986</id><published>2007-11-21T23:25:00.000-02:00</published><updated>2007-11-21T23:51:26.659-02:00</updated><title type='text'>Evolução</title><content type='html'>Quem tem mais chances de gerar descendentes: eu ou você? Provavelmente eu, mas não é aí que eu quero chegar. Evolutivamente, estamos estagnados. A expectativa de vida é muito alta, as facilidades que a trans-pós-modernidade (ou algo parecido) nós dá são inúmeras. O ser humano praticamente se acomodou. Só não tem filho quem não quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo evolucionismo (O quê? Não aceita ainda? Vai querer me queimar na fogueira, é?), isso é ruim. O que gera progresso é a diferenciação. Basicamente (Abro um parêntese aqui para lembrar que não é bem assim - por isso o "basicamente". Aliás, estou usando muitos parênteses hoje...), aquele que sobreviver melhor tem mais chances de passar adiante as características que o fizeram sobressair. Isso não contece conosco. Qual o sentido evolutivo de escolher um par "simpático e romântico"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, a evolução intelectual existe. Mas essa é apenas uma direção. Nossos vizinhos estão andando bem mais rápido. Mas é claro, sem essas facilidades todas com 0% de gordura trans*, sistema de abas e processamento duplo, alguns povos estão evoluindo mais rápido que nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual será a próxima grande potência? Eu aposto nos esquimós. Ou nos pigmeus - dizem que eles enfrentam elefantes que é uma beleza.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;*Dados baseados em uma dieta diária de trezentas e vinte e dez calorias. Testado pela OAB, pela AOB, pela ABO, pela OBA, pela BOA e pela BAO.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-3829258795195623986?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/3829258795195623986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=3829258795195623986&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3829258795195623986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3829258795195623986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/11/evoluo.html' title='Evolução'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-972058469156372439</id><published>2007-11-19T23:14:00.000-02:00</published><updated>2007-11-19T23:59:22.204-02:00</updated><title type='text'>Sua opinião</title><content type='html'>Desde o mês passado (leia como se fosse muito tempo - eu sei que não é) que venho expondo a minha opinião aqui. Agora eu quero ver a sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, eu estou pensando em fazer um layout para isto aqui. Assim que chegarem as férias, é claro. Portanto, gostaria de saber o que você, leitor, acha que combinaria. Eu não consigo pensar em nada decente. Sempre acaba no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ah, não sei se vai agradar..."&lt;/span&gt;. "Comentários" logo abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;amp;postID=972058469156372439&amp;amp;isPopup=true"&gt;Comentários&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundamente (por que todo mundo fala "primeiramente", e nunca "segundamente"?), estou muito preocupado. Hoje tive uma discussão musical com minha irmã. Ela afirmava que o que ouço não é musica, e eu o oposto. Eu sei, coisa de irmão. Mas ela disse que eu sou esquisito e que todo mundo pensa igual a ela. Então, por favor, diga o que da lista a seguir pode ser considerado música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Turn It Again (Red Hot Chili Peppers)&lt;br /&gt;A Fórmula do Amor (Babado Novo)&lt;br /&gt;Deja Vu (Beyoncé)&lt;br /&gt;Metroid Prime Credits Theme (Kenji Yamamoto)&lt;br /&gt;1812 Overture (Tchaikovsky)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, você vai ter que se virar para ouvir. Não vou disponibilizar links aqui, porque isso seria pirataria, amigo! Quanto à resposta, você pode votar em uma, duas, todas, nenhuma, quantas quiser. "Comentários" logo abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;amp;postID=972058469156372439&amp;amp;isPopup=true"&gt;Comentários&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiramente, eu gostaria de ver novas teorias conspiratórias. Mas eu sei que você não vai tão longe por mim. "Comentários" logo abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;amp;postID=972058469156372439&amp;amp;isPopup=true"&gt;Comentários&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Renato, porque não faz enquetes no Orkut com essas perguntas?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se eu fizesse enquetes, não teria o que escrever aqui hoje. Duh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou ficando com mania de colocar oito hífens, duas barras e mais oito hífens após a postagem que havia planejado. É assim: eu abro a página, faço login e começo a digitar. Depois disso, não me contenho - faço os hífens-barras-hífens e mudo totalmente de assunto. É como se fosse toda uma postagem nova. Mas se fosse uma postagem nova, seria pífia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dos hífens-barras-hífens, você pode esperar qualquer coisa. A qualquer momento, o assunto do texto pode mudar: no meio de uma frase, ou até mesmo no meio de uma palav - eu tenho um daqueles quadros de ferro aqui ao lado do computador. Sabe, aqueles com ímãs para colocar papéis importantes. Estava olhando para ele há pouco quando avistei um folheto de algum restaurante. Ele anuncia logo de cara uma posta de peixe frito com arroz e purê de batata, grelhados e pizas com bordas de catupiry e queijo cheddar. Hoje em dia todo restaurante tem de tudo. Você vai a uma pizzaria e come uma lagosta, vai a uma churrascaria e come uma lasanha, vai ao McDonald's e come uma maçã superfaturada. Escolher restaurante está perto de perder o sentido. "Perto" eu disse, porque alguns têm aqueles bancos pregados no chão que fazem você passar a perna por cima para sentar. Ou seja, ainda vale a pena escolher. A propósito, o mesmo anúncio que eu vi no quadro tinha "185Ho" escrito a caneta no canto. Estou intrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-972058469156372439?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/972058469156372439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=972058469156372439&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/972058469156372439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/972058469156372439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/11/sua-opinio.html' title='Sua opinião'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-6699124477003352927</id><published>2007-11-18T01:05:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T01:31:34.431-02:00</updated><title type='text'>Mau Perdedor</title><content type='html'>Eu odeio perder. Odeio, odeio. E hoje eu vi que estou perdendo três vezes. A &lt;a href="http://www.bolinhodesol.blogspot.com/"&gt;Bianca&lt;/a&gt; tem mais postagens que eu (tudo bem, ela trapaceou). A &lt;a href="http://monsterlake.blogspot.com/"&gt;Miky&lt;/a&gt; escreve textos mais longos que os meus. E o &lt;a href="http://www.causosdoacauso.blogspot.com/"&gt;Nihil&lt;/a&gt;, ainda mais "recém-blogger" que eu, colocou links em sua página antes de mim! Por que estou comentando isso? Porque sou um mau perdedor. Se eu declaro as minhas derrotas, as pessoas podem perceber que são poucas. Não sou um perdedor em Cristo. Já disse que sou um campeão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, agora vocês podem encontrar links para os vice-campeões ali à esquerda. A outra esquerda! Meu Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho tido alguns problemas de autocontrole. Não, não estou atacando inocentes ou agarrando traseiros. Mas não consigo manter a mente limpa. Não pense besteira - limpa de palavrões. É, parece idiota, mas eu tenho que pensar por uns dois segundos antes de dizer uma frase, senão ela sai do jeito que eu pensei inicialmente. E fora que não é legal pensar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Porra, tenho que tirar minhas dúvidas com esse filho-da-puta..."&lt;/span&gt; de um pobre professor universitário. Isso não está relacionado à maneira como penso nas pessoas, visto que nem eu sou perdoado. Para você ter uma idéia, nem minhas orações noturnas estavam escapando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não me engano, os budistas pregam que devemos buscar manter a mente totalmente vazia. É isso que eu queria, mas os budistas são demais. Não consigo acompanhar. Não consigo ficar sem pensar em nada. E pior: quando tento, o tiro sai pela culatra. "A mente ociosa é o jardim do diabo" é um dos poucos ditados com os quais eu concordo totalmente. Isso só me deixa uma alternativa. Vou parar de falar palavrões e ofensas semelhantes. Sim, é impossível, mas não desistirei. Já comecei falando hoje para minha irmã que determinada fase em um videogame era "pedreira". Pedreira! Até que soa legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Upalalá, tenho que tirar minhas dúvidas com esse escarrapachado..."&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-6699124477003352927?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/6699124477003352927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=6699124477003352927&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/6699124477003352927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/6699124477003352927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/11/mau-perdedor.html' title='Mau Perdedor'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-3252862760772494852</id><published>2007-11-17T00:09:00.000-02:00</published><updated>2007-11-17T00:37:48.801-02:00</updated><title type='text'>Propaganda</title><content type='html'>Há algum tempo atrás minha mãe me chamou aos berros de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vem, Renato, corre!"&lt;/span&gt; para ver algo que estava passando na televisão. Ela me avisaou que era o tipo de coisa que eu achava engraçado, por isso eu já esperava algo estranho e retardado. Mas eu não estava preparado para algo tão bizarro, bizonho e pitoresco. Uma propaganda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito a chance para introduzir algo que nunca usei neste blog. Suspense! Você só vai descobrir qual é a propaganda se chegar perto do final do artigo. É claro que você pode pular o texto e descobrir logo, mas isso se chamaria "ilinearidade", que também é algo inédito por aqui. Ou seja, ponto meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao assunto... Deparei-me com uma propaganda anormal. Não tão anormal, se parar para analisar (mas ainda assim especial). Comerciais com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;jingles&lt;/span&gt; manjados, rimas prontas, mascotes sem-graça e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;slogans&lt;/span&gt; repetitivos são uma constante na televisão brasileira. O que me surpreende é o porquê deles acabarem fazendo sucesso. Cheguei a duas possíveis conclusões. A primeira: eu sou um maluco exigente solteiro. A segunda: as pessoas simplesmente ignoram o conteúdo das propagandas - se está na TV, merece ser comprado (nesse caso também sou solteiro do mesmo jeito). Se eu for um maluco exigente solteiro, você pode ignorar meu pedido. Mas caso contrário, eu espero que você seja uma das pessoas que não liga para o conteúdo. Assim sendo, convido-o a pegar uma bexiga, enchê-la de água e jogar na própria cabeça. Esse é o meu jeito estranho de pedir um boicote, beleza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=p4x9zOoIEWo"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; para ver a propaganda que eu citei... Encontrei-a hoje no youtube. Lembrando que ela foi só um ponto de partida para o meu discurso. Eu na verdade a considero deveras divertida. Um último comentário apenas: repare que ele joga a garrafa aberta e ainda cheia no público.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-3252862760772494852?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/3252862760772494852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=3252862760772494852&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3252862760772494852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3252862760772494852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/11/propaganda.html' title='Propaganda'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-3847160537948978274</id><published>2007-11-16T00:38:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T12:40:03.709-02:00</updated><title type='text'>Perigo</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Você&lt;/span&gt; tem uma resposta universal? Eu tenho. Se em algum momento eu preciso dizer algo, mas as palavras não vêm, eu mando um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Que perigo."&lt;/span&gt; Primeiro, porque perigo é uma das palavras mais interessantes da língua portuguesa. Empata com "miolo", "canastrão" e "chinchila". Segundo, porque o perigo é algo inquestionável. Se você diz "que perigo", pode estar dizendo que corre um risco, ou que o interlocutor corre um risco, ou que um terceiro corre um risco, ou que muitas pessoas correm um risco, ou todas essas opções envolvendo vários riscos, ou que ninguém corre risco nenhum e você está sendo irônico, ou que você não quer mais conversar, ou simplesmente que você vai mudar o assunto com um subseqüente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"esqueci de tirar o carro do meio da rua"&lt;/span&gt;, ou que, sendo alguém estúpido a ponto de esquecer o carro no meio da rua, o interlocutor represente um sério risco à sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase pode ser usada naqueles momentos em que se quer ofender a todos, mas seria deselegante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Renato, seu teclado quebrou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Que perigo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode também tomar o lugar de uma negociação. Falando "que perigo", você se põe em vantagem. Nada que for oferecido é mais caro que uma resposta enigmática:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Eu vou contar tudo para ela, viu?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;- Que perigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que você disse poderá ser usado contra você. Menos "que perigo":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nós encontramos seu material genético na vítima.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Que perigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe negação melhor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Verônica, quer se casar comigo?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Que perigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que perigo" como fator surpresa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; - Que perigo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;- ... Ei!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perigo na sua função clássica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sinto muito, não posso revelar meu nome.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Que perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Wolfgang, precisamos ter uma conversinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Que perigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é um expressão que para mim nunca se gasta. Mas os comediantes de sábado também acham que aquelas frases de final de quadro (sabe, quando eles olham para a câmera e falam a mesma coisa de sempre) nunca se gastam. Que perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, gostaria de agradecer a todos vocês que têm visitado "isto aqui" (Apesar das ameaças da Bianca e dos misteriosos erros semânticos apontados pelo Eduardo). De coração. Suas visitas são muito mais do que eu esperava com a divulgação de merda que eu faço. Mordididinhas de leve no bumbum!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ai Renato, aí não! (Hihihi)"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://hraposo.no.sapo.pt/coracao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://hraposo.no.sapo.pt/coracao.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De coração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-3847160537948978274?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/3847160537948978274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=3847160537948978274&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3847160537948978274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3847160537948978274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/11/perigo.html' title='Perigo'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-1665608934813216352</id><published>2007-11-14T23:45:00.000-02:00</published><updated>2010-03-10T22:40:04.548-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tecnofobia'/><title type='text'>20</title><content type='html'>Você pode (não digo "deve" para não parecer excessivamente otimista) ter percebido que ontem eu não atualizei esta página. Rá! Estava fugindo do costume! Acha que eu prego e não cumpro? Tá bom, é mentira. Eu não pude postar ontem porque eles não deixaram. Sério, não pode haver outra explicação para o que está acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você visita este blog regularmente, provavelmente é um amigo meu. E sendo meu amigo, sofre com as histórias que eu conto repetidamente. Aliás, da próxima vez que começar a contar uma história que você já sabe, interrompa-me. Sem dó. Pois bem, uma das histórias que eu conto muito é a do meu computador que derreteu no começo deste ano. É claro que isso é um exagero - o que derreteu foi o gabinete -, mas o estrago foi grande. E agora, quase um ano depois, meu computador me ataca novamente, e em várias frentes diferentes. Primeiro, o áudio. Como se não bastasse acabar com a possibilidade de se usar qualquer microfone, meu computador começou a tocar misteriosamente uma espécie de rádio. E o pior é que essa rádio tocava umas canções semelhantes a "Macho Man" e "It's Raining Men" (nada contra quem gosta... beleza?).Mas ainda dava para suportar. O pior mesmo ainda estava por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste último fim de semana, meu mouse pifou. Tudo bem, ele já tem uns quatro anos de idade, foi o que eu pensei. E voltei a fazer meu trabalho, porque não preciso de mouse para isso. Mas eis que quando abro o Gmail para mandar o trabalho para o laboratrório da faculdade, não consigo mandar nenhuma mensagem. Quer averiguar? Abra sua conta do Gmail (Não tem? Sinto muito.) e tente selecionar a opção "escrever e-mail" na base do Tab. Não dá! ele pula direto para a busca de contatos. É impossível. Qualé, time Google, sabia existe muita gente sem mouse por aí? Mas tudo bem, tudo bem, fui pacientemente até a papelaria e comprei um mouse novo. Ele só prestou para me provar que nenhum mouse funciona mais no meu computador. Só me restavam duas opções: 1- comprar um computador novo, ou 2- usar o teclado numérico do computador como mouse. A opção 1 é risível, vamos ignorá-la. Agora você vai me fazer um favor. Aperte Alt (esquerdo) + Shift (esquerdo) + Num Lock. Voilá! Agora seu mouse se baseia nas teclas 1,2,3,4,5,6,7,8 e 9 do teclado numérico. É sério, você precisa fazer isso. Eu não tenho palavras para expressar o quanto é traumatizante passar por essa situação. Depois de perceber minha agonia, aperte a sequência de teclas de novo para voltar ao normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puta merda, o parágrafo anterior foi grande. Ah, sim, e eu não devo deixar de acrescentar que todas as páginas, repito, todas as páginas estão carregando aqui na velocidade normal. Com exceção, é claro, desta aqui. Isso tudo não pode ser coincidência. Eu preciso me livrar do meu computador o mais cedo possível - antes que ele se livre de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um luzinha piscante foi adicionada ao meu quarto - a do mouse quebrado. Com essa, são 20. Juro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-1665608934813216352?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/1665608934813216352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=1665608934813216352&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/1665608934813216352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/1665608934813216352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/11/20.html' title='20'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-257795767239174504</id><published>2007-11-12T22:14:00.000-02:00</published><updated>2007-11-12T22:48:41.234-02:00</updated><title type='text'>Costume</title><content type='html'>Falar do declínio da humanidade está na moda... E o pior é que já faz um bom tempo. Cheguei à conclusão de que a própria discussão contribui para o efeito em questão. Estou falando do (quem sabe) maior dos males, o costume!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O costume é uma tragédia à qual está fadado praticamente tudo o que é ligado ao ser humano. Nada se acostuma mais rápido como nós. E o comodismo, intimamente ligado ao costume, faz com que o mundo fique - alerta expressão cliché - cada vez pior. Ou seja, esqueca a filantropia! Esqueça a conscientização! Vamos atacar diretamente a raiz do problema, o costume. Você pode começar pegando um caminho diferente até a escola ou trabalho ou seja-lá-onde-você-vai-diariamente. Ou mudando a sobremesa. Ou suas frases favoritas, ou a cor das suas roupas de baixo. Vencer o costume é o melhor que você pode fazer pela humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O que você está fazendo agora por um mundo melhor?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Usando uma cueca verde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Uma cueca verde?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Verde florescente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã vou batalhar o costume mudando minha maneira de cumprimentar meus colegas da faculdade. Eu sempre entro na sala e digo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Boa tarde!"&lt;/span&gt; com um sorriso besta. Vou trocar isso por um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Bu!"&lt;/span&gt; seguido de cinco segundo de contato visual. Mas só por um dia. Isso me lembra de um detalhe importante. Se você começar a mudar seus costumes diaria mente, essa mudança de costume pode se tornar um novo costume. Para evitar isso, não planeje - aja por impulso. E não me culpe pelas consequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou me acostumando a escrever neste blog. Aceito sugestões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-257795767239174504?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/257795767239174504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=257795767239174504&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/257795767239174504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/257795767239174504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/11/costume.html' title='Costume'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-2202427926686151776</id><published>2007-11-09T14:00:00.001-02:00</published><updated>2008-06-02T23:13:56.588-03:00</updated><title type='text'>Televisão</title><content type='html'>Um dia desses minha irmã me chamou para ver um programa que estava passando na televisão. Parece desculpa de quem diz não gostar de TV - por ser alienadora, apassivadora, sobrejetora e essas coisas - mas não é. Minha mãe e minha irmã sempre me chamam para ver alguma coisa, e de vez em quando eu tenho que aceitar. Aceitei. Era Domingo à noite, e dei de cara com aquele programa que tem o infeliz nome de "Pânico". Às vezes me perguntam "Viu Pânico?", ao que respondo "Sim, é um bom suspense."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao programa... Os "repórteres" estavam invadindo algum tipo de evento, e eis que aparece aquela infeliz do último BBB. Por mais que fizessem troça com a cara dela, ela dava aquele sorriso de "estou na televisão". Esses pobres uma-vez-famosos têm que passar por cada uma para não serem esquecidos... Lembro-me daquele participante da mesma edição do BBB, o "cowboy", um dos únicos lá que eu respeitei. O cara foi injustiçado o programa inteiro, mas perdeu toda a razão quando foi ao Zorra Total fazer papel de bobo com frases como "vou te mandar pro paredão". Pior do que se humilhar é se humilhar em um programa decadente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá bom, eu não tenho desculpa para ter assistido ao ZorraTotal naquele dia. Erro meu. Mas existem dois tipos de coisa que fazem as pessoas rirem - as engraçadas e as ridículas. Zorra me faz rir pela segunda. Aposto que os atores do programa não assistem ao mesmo no Sábado, deve dar um calafrio terrível. "Ah, Renato, mas eles ganham muito dinheiro e você não". Tem toda razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo que a partir desta semana vou colocar Google Ads aqui no blog para ganhar um dinheirinho. Se você gosta destas cacas não-tão-diárias, clique uma vez por dia para me ajudar. Estou precisando muito de dinheiro. Fui demitido do trabalho ontem, meu irmão mais velho que ajudava nas despesas morreu semana passada, e além disso minha namorada engravidou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que você leu no parágrafo anterior é mentira. Não estou colocando Google Ads, não trabalho, nunca tive irmãos mais velhos, e não tenho namorada. Ouviram, garotas? Solteiro. Preciso soletrar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta de uma garota idiota: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vá à merda."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Resposta de uma garota esperta: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sim, Renato, estou te mandando por e-mail meu número de telefone, de celular, endereço e todas as frases que você não pode falar perto do meu pai."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Resposta de uma garota esperta demais para o meu gosto: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não, eu não posso ouvir algo que está apenas escrito. Seu blog realmente merece o nome que tem."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desligue a televisão e vá ler um blog!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-2202427926686151776?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/2202427926686151776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=2202427926686151776&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2202427926686151776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2202427926686151776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/11/televiso.html' title='Televisão'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-7222246537938922171</id><published>2007-11-09T00:18:00.000-02:00</published><updated>2007-11-09T13:59:01.380-02:00</updated><title type='text'>Dica</title><content type='html'>Novembro... Fim de período na faculdade. Por isso a freqüência ( maldito trema, uma das únicas coisas no teclado que me fazem digitar devagar. As outras são "&lt;" e "&gt;", mas "&lt;" e "&gt;" são símbolos que você provavelmente não encontrará por aqui. ) de atualizações neste blog deve cair um bocado. Isso porque o número de horas que passo na faculdade está muito &gt; que antes. E mesmo quando estou em casa, meu tempo livre tem sido bem &lt;. Logo agora que o número de comentários estava começando a ficar &gt;, é muito azar mesmo. Agora todo mundo vai se esquecer desta caca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me lembra como é fácil se esquecer das coisas. Minha primeira infância, por exemplo ( a época em que eu era muito, muito &lt; ) é extremamente nebulosa. A memória clara mais antiga que tenho é de uma menina que se dizia apaixonada por mim me surrando atrás do parquinho. Pois é... Para uma memória ficar, ela tem que ser muito boa, ou muito ruim, ou muito recente. A não ser que você seja, como dizem por aí, um elefante. Aliás, nunca acreditei nessa história de memória de elefante. Eu não acredito em nada que não me seja provado. E quando é algo que não tem muita importância, nem procuro saber. Daí minha implicância com igrejas, OVNIs e revista Caras. Aliás, acho que o mundo seria bem melhor se fosse &gt; o número de pessoas que pensam assim. Mas Hitler achou que o mundo seria bem melhor sem mim, então deixo só como "dica".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, não se esqueçam de mim. Prometo que faço a &gt; postagem de todas quando voltar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-7222246537938922171?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/7222246537938922171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=7222246537938922171&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7222246537938922171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7222246537938922171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/11/novembro.html' title='Dica'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-5378312013559302406</id><published>2007-11-07T22:50:00.000-02:00</published><updated>2010-03-10T22:40:31.861-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tecnofobia'/><title type='text'>Pelos Cãezinhos</title><content type='html'>Comentários neste blog têm sido coisa rara ultimamente. Com certeza isso é obra de algum deles. "Eles"? É... Edir Macedo, o Papa, MC Fulano, ou os donos das companhias de transporte coletivo. Eles pensam que eu não percebo, mas estão muito enganados. Hoje mais cedo eu vim aqui fazer mais um manifesto, e eis que o teclado pára de funcionar. Juro - nenhuma tecla! Esse tipo de coisa só pode ser obra deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os comentários, não tenho certeza de como eles fazem isso. Porque eu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sei&lt;/span&gt; que as pessoas estão lendo. "Eles" pensam que se o blog não tiver comentários, isso vai me desmotivar. Mas isso não funciona comigo! Agora, como diabos eles impedem as pessoas de comentar? Minha teoria diz que eles fazem isso por meio do aumento da intensidade de sons emitidos nas grandes cidades. Você, leitor, sabe muito bem que o barulho é cada dia maior. Eu, morador de uma área em franco crescimento residencial (leia "cheia dessa merda que é som de obras intermináveis"), posso afirmar que isso atrapalha o raciocínio. Quando uma pessoa está sonoramente incomodada, a vontade de comentar em um blog besta cai drasticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa estrondosa (último trocadilho, juro) tentativa de me atrapalhar tem outros efeitos negativos. Sabia, por exemplo, que os cães têm uma audição quatro vezes mais poderosa que a nossa? Cinco prédios em construção por aqui já me incomodam, imaginem vinte! Não é de se admirar que o número de casos de morte por ataque canino tenha aumentado em 2,08% no último mês (dados estimativos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão: Vamos provar a "eles" que essa tática sonora não está com nada. Assim talvez o barulho seja amenizado. Comente. Pelos cãezinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i171.photobucket.com/albums/u305/shikamaru1555/pdeyes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://i171.photobucket.com/albums/u305/shikamaru1555/pdeyes.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-5378312013559302406?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/5378312013559302406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=5378312013559302406&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5378312013559302406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5378312013559302406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/11/pelos-cezinhos.html' title='Pelos Cãezinhos'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-5678139987415359719</id><published>2007-11-05T13:45:00.000-02:00</published><updated>2007-11-05T14:35:04.498-02:00</updated><title type='text'>Pedro</title><content type='html'>Descobri a farsa. Saca só. Se você fose desenhar Deus, como ele seria? Um senhor de longa barba branca, túnica e chinelinhos, não é?&lt;br /&gt;Olha ele aqui:&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://z.about.com/d/atheism/1/0/b/e/NoahDoveReturns.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://z.about.com/d/atheism/1/0/b/e/NoahDoveReturns.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na verdade, você pode perceber que esse cara é Noé. Se você reparar bem, ele também é Moisés. E também seria Jesus, aposto, se ele tivesse durado um pouco mais. Quem disse que o DEus do cristianismo não tem nome? Ele tem vários. Portanto, para representá-lo de agora em diante, usarei o último que ele adotou: Pedro.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/Ry9EjQ0wodI/AAAAAAAAAAw/vT6Ropmhdyk/s1600-h/Pedro.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/Ry9EjQ0wodI/AAAAAAAAAAw/vT6Ropmhdyk/s200/Pedro.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129393873200652754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Esse último seguiu seu filho,  viveu e fundou a igreja de levinho. Depois não achou que devia voltar mais e levantar suspeitas. Mas eu percebi!&lt;br /&gt;Pedro foi um disfarce muito bacana. Eu acho que o Cristianismo deveria se chamar de agora em diante "Pedrismo"&lt;br /&gt;Ed Murphy resolveu copiar o estilo de Deus. Audacioso, o cara. Repara só quantos personagens ele faz nos filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Deus (Pedro) estivesse em um jogo de luta, seria proibido em torneios. Ele é muito apelão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-5678139987415359719?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/5678139987415359719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=5678139987415359719&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5678139987415359719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/5678139987415359719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/11/pedro.html' title='Pedro'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/Ry9EjQ0wodI/AAAAAAAAAAw/vT6Ropmhdyk/s72-c/Pedro.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-2107971544817001340</id><published>2007-10-30T18:02:00.000-02:00</published><updated>2007-10-30T19:50:19.002-02:00</updated><title type='text'>Música</title><content type='html'>Cidadão bate na porta do quarto do filho. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O que você está fazendo trancado aí, Joãozinho!?"&lt;/span&gt; A resposta é: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ouvindo música"&lt;/span&gt;.  Vamos confiar em Joãozinho e acreditar que ele precisa trancar a porta para ouvir música, e pular para analisar os fatos. Música? As estatísticas apontam que o moleque provavelmente está ouvindo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"vem tchutchuca pro meu lado, vou te mostrar o Perivaldo"&lt;/span&gt; ou algo do tipo. Isso pode ser classificado como música? Dicionários definem música como arte sonora ou algo agradável aos ouvidos.Uma letra como a citada acima não pode ser chamada de arte, nem que seja a verdadeira expressão da identidade desagradável do MC Fulano. E muito embora ela possa ser bacana aos ouvidos do Joãozinho, eu teria um ataque de piromania caso estivesse no lugar do pai dele. Ou seja, aquilo que muita gente chama de música não pode ser chamado universalmente de música. Pelos meus critérios, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O que pode ser chamado de música então?"&lt;/span&gt;. Aponte uma pessoa que desgosta de música clássica e eu lhe mostrarei uma expressão torta que significa algo do tipo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Uh, sério? Parabéns então..."&lt;/span&gt;. Não há. Música é aquilo que não pode desagradar aos ouvidos de ninguém, e música clássica encaixa bem aí. E posso estar enganado, mas creio que Jazz também tenha esse direito. Nunca vi alguém desgostar de Jazz. Alguém pode nunca ter ouvido, pode preferir alguma outra coisa, mas um Jazz bem tocado não expulsa ninguém de nenhum evento. Infelizmente, bandas como Red Hot Chili Peppers não podem entrar como música universal... Ficam como "música para mim" então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicio portanto a campanha para diminuir o uso da palavra "música" na língua portuguesa. Substituamos, quando nos referindo a algo de gosto pessoal, por "canção" ou "melodia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"- Poxa filho, ficou bacana essa melodia que você gravou. De onde você conseguiu tirar esse som de plástico quebrando?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Foi dos seus discos do Chico Buarque."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Segundo depoimentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-2107971544817001340?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/2107971544817001340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=2107971544817001340&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2107971544817001340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2107971544817001340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/10/msica.html' title='Música'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-2577108506357780916</id><published>2007-10-29T23:30:00.000-02:00</published><updated>2007-10-29T23:57:38.234-02:00</updated><title type='text'>Aviso</title><content type='html'>Crianças espertas não confiam em mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-2577108506357780916?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/2577108506357780916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=2577108506357780916&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2577108506357780916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2577108506357780916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/10/aviso.html' title='Aviso'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-8413578379085755301</id><published>2007-10-27T22:23:00.000-02:00</published><updated>2009-05-16T21:34:57.140-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ônibus'/><title type='text'>Ônibus... e Deus</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Você deve estar se perguntando por que diabos eu não postei nada aqui ontem."&lt;/span&gt; é o que eu diria se fosse muito otimista. Mas eu sei que ninguém liga para esta caca. De qualquer maneira, explico. Ontem eu peguei carona.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "Mas que diferença faz?"&lt;/span&gt; Toda. Eu não consigo ficar desocupado. Tenho que estar sempre fazendo alguma coisa. E as 2 horas diárias que eu perco no ônibus seriam um tanto quanto incômodas para qualquer pessoa como eu. Mas é exatamente essa impossibilidade de ocupar meu tempo com algo, esse tempo todo em que somos só eu, Deus, e as pessoas que esbarram na minha mochila - sem pedir licença - e ainda reclamam, que me permite pensar em tanta besteira. O que alguns chamariam de "filosofia de banheiro" eu chamo de "filosofia de ônibus". Somando a cama, temos os três lugares ideias para se falar com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, isso me lembra de uma vez em que fui recriminado por mencionar que falo com Deus no banheiro. Algum problema com isso? Devo lembrar ao interlocutor que o meu Deus é diferente do da maioria das pessoas. Cada pessoa tem um Deus. Seu Deus pode se um cara barbado, uma mulher de vestido longo, dinheiro, ou um bolo de amendoim. Alguns grupos de pessoas compartilham o mesmo Deus - esses grupos são geralmente conhecidos como "religiões", "seitas", ou "senado". Os "Deuses" desses grupos costumam ser bem cruéis, muito embora seus membros aleguem o oposto. O meu Deus é um cara bacana, e me deixa escolher onde quero falar com ele. Sábia escolha, porque hoje em dia o número de "Deuses" disponíveis no mercado é bastante alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda-feira minhas reflexões de ônibus devem voltar. Mas eu bem que gostaria de uma carona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-8413578379085755301?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/8413578379085755301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=8413578379085755301&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/8413578379085755301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/8413578379085755301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/10/nibus-e-deus.html' title='Ônibus... e Deus'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-7939871889304568785</id><published>2007-10-25T16:48:00.000-02:00</published><updated>2007-10-25T17:10:46.219-02:00</updated><title type='text'>Geladeira</title><content type='html'>Ontem eu estava comendo pão árabe com patê e percebi um coisa. O patê acaba muito rápido. Sempre.&lt;br /&gt;Encafifado com essa situação, verifiquei a validade dele. O patê dura, na teoria, dois meses. Mas acaba em questão de minutos. E eu estou falando de um consumidor só. O presunto, do qual você come duas fatias em um pão e olhe lá, tem validade de só alguns dias. O queijo, rapidinho dá bolor. O requeijão, que não tem um consumo tão rápido como o patê, vira queijo em questão de dois dias. O leite azeda. O iogurte, então! Já aqueles sachezinhos de ketchup da entrega do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;McDonald's&lt;/span&gt; ficam uma eternidade. E o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;yakult&lt;/span&gt; tem lactobacilos vivos! A geladeira é um lugar extremamente injusto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, se você acha que a sociedade está errada... Anda incomodado com machismo, feminismo, homossexualismo, nazismo, capitalismo, neocomunismo, anarquismo, cobrança de dízimo, presidencialismo, analfabetismo, comodismo ou qualquer outra coisa injusta que rime com ismo, deixe de besteira e seja feliz. Porque se você estivesse em uma geladeira, ainda seria comido no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Droga, acabou o patê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-7939871889304568785?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/7939871889304568785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=7939871889304568785&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7939871889304568785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/7939871889304568785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/10/geladeira.html' title='Geladeira'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-652335046555033849</id><published>2007-10-24T21:26:00.000-02:00</published><updated>2007-10-24T22:34:27.673-02:00</updated><title type='text'>Primeira pessoa</title><content type='html'>Minhas professoras de redação nunca me deixaram escrever em primeira pessoa. Estou excluindo, obviamente, as narrações em primeira pessoa. Porque em uma narração em primeira pessoa você não tem opção. Tem que ser em primeira pessoa. Sempre que me deparava com uma proposta de narração em primeira pessoa, eu me segurava para não colocar em terceira (aliás, meu sonho é fazer uma narração em segunda pessoa, mas deixa pra lá). Agradeço demais às minhas professoras, sem elas não teria passado no vestibular... Mas eu quero escrever em primeira pessoa! Primeira pessoa combina com narração, com carta, com texto de opinião, com dissertação, com tudo o que eu quiser... Sabe por quê? Porque este blog é meu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para comemorar, um pequeno texto em primeira pessoa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Adão."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, deixa pra lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-652335046555033849?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/652335046555033849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=652335046555033849&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/652335046555033849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/652335046555033849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/10/primeira-pessoa.html' title='Primeira pessoa'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-9129377862773962313</id><published>2007-10-24T10:59:00.000-02:00</published><updated>2009-05-16T21:34:57.140-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ônibus'/><title type='text'>Manifesto</title><content type='html'>Estamos diante de uma grande conspiração maquinada pelas empresas de transporte coletivo. Dados abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os ônibus aqui na metrópole por onde ando dão troco em duas moedas. Pelo menos. R$1,85 ou R$1,70... Não importa. O troco nunca vem em uma moeda apenas. Por que não cobrar logo os R$1,90? Pois bem. Prepare-se para a bomba. Os ônibus são famosos por serem confortáveis? Rápidos? Não! Nada disso! Qual a vantagem em pegar um ônibus?, você pensa. A vantagem é imposta em seu subconsciente pelas moedas do troco. Quando você sai do ônibus, as moedas vão tilintando no seu bolso. E, como em toda grande cidade há sempre os moradores de rua. Muitos deles são gente fina. Mas é bem significante o número que inicia a seguinte situação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me dá um trocado aí, tio...&lt;br /&gt;- Tenho não.&lt;br /&gt;- Como não? Tô ouvindo as moedas daqui! Passa a grana!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso acontece no ônibus? Talvez. Mas a probabilidade é muito menor. Menor do que quando você anda a pé com moedas no bolso, e menor do que quando você anda de carro, claro. Ou seja, a vantagem do ônibus é a segurança. Mas o ônibus só tem segurança se comparado à violência urbana lá fora, para a qual ele mesmo contribui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convido o leitor, portanto, a protestar... Ande a pé, diga não aos ônibus!&lt;br /&gt;Ou, se preferir, ande com dois bolsos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-9129377862773962313?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/9129377862773962313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=9129377862773962313&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/9129377862773962313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/9129377862773962313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/10/manifesto.html' title='Manifesto'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-635541894311204626</id><published>2007-10-23T17:19:00.001-02:00</published><updated>2007-10-23T17:20:17.599-02:00</updated><title type='text'>Jogo filho da puta</title><content type='html'>Eu te desafio a zerar esse jogo. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jimmyr.com/blog/Owata_Hardest_Flash_Game_Ever_26_2007.php"&gt;Clique aqui para jogar.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: Morte ao Guile!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-635541894311204626?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/635541894311204626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=635541894311204626&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/635541894311204626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/635541894311204626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/10/jogo-filho-da-puta_3225.html' title='Jogo filho da puta'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-6007868672498292885</id><published>2007-10-23T16:46:00.000-02:00</published><updated>2007-10-23T18:15:45.284-02:00</updated><title type='text'>Honra</title><content type='html'>Se você se envolver em luta corporal contra alguém que o excede em força física, das duas uma: Ou você é um idiota, ou ele está puto. Se você for um idiota, pode conseguir ajuda &lt;a href="http://www.albinoblacksheep.com/flash/youare"&gt;neste link&lt;/a&gt;. Mas no segundo caso... Alguma você deve ter aprontado. O.K., você está prestes a levar uma surra. O que fazer? Em um caso como esse, eu deixaria o agressor mais nervoso ainda. Mas é claro! Se você vai apanhar de qualquer jeito, que seja uma surra merecida. Nada de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"apanhou porque mexeu com o Johnny"&lt;/span&gt;. Tem que ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Que cara sem-noção! Viu as paradas que ele falou pro Johnny? Tá maluco!! ... Não conta pro Johnny não, mas eu abafei umas risadas. A galera está comentando."&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Se um cara sai perdendo em uma luta, ele tem que ter pelo menos uma coisa que o outro não tem: honra. Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm1.static.flickr.com/226/456330259_813c0b2afa_o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://farm1.static.flickr.com/226/456330259_813c0b2afa_o.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O que é a honra? Meu dicionário usa onze linhas para definir essa porcaria, linhas que eu obviamente não vou transcrever aqui. Meu livro de receitas diz "Com um limãozinho fica bom". Pergunte a alguma pessoa se ela tem honra. Ela vai dizer que sim. Todo mundo tem honra. Sabe aqueles heróis de filmes de drama que se matam no final pela honra? Eles já perderam tudo. Até a esperança. Mas a esperança é a última que morre. Ou seja, se a honra sobrevive depois da morte da esperança, e a esperança é a última a morrer, significa que a honra é imortal. O que a define como algo divino! Como um deus chamado "honra" provocaria risinhos, podemos deduzir que existe uma divindade chamada "deusa Honra". Na imagem, representação da deusa Honra nos primórdios da sociedade.&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Provas da divina existênica da honra, tiradas da própria Bíblia cristã:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A soberba do homem o abaterá, mas a honra sustentará o humilde de espírito."&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/pv/29/23+"&gt;Provérbios 29:23&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais, que perecem."&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/sl/49/20+"&gt;Salmos 49:20&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"E para os judeus houve luz, e alegria, e gozo, e honra."&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/et/8/16+"&gt;Ester 8:16&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mais &lt;a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/busca/acf/honra"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora com licença, que vou fundar a Igreja Universal do Reino da Honra e ganhar muito dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-6007868672498292885?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/6007868672498292885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=6007868672498292885&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/6007868672498292885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/6007868672498292885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/10/honra.html' title='Honra'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-3423804988891086078</id><published>2007-10-22T20:23:00.000-02:00</published><updated>2007-10-22T20:27:20.565-02:00</updated><title type='text'>Caca</title><content type='html'>Disseram-me que este blog está, visualmente, uma caca. Mas quem vai confiar em alguém que visita um blog chamado "Caca Diária"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto do meu perfil é culpa do Blogger. Aqui para ele, ó.&lt;br /&gt;Já o layout eu arrumo depois. Ou não, é para ser uma caca mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem achou este post inútil levante a mão!&lt;br /&gt;(Espero que todos, assim como eu, tenham uma lâmpada extremamente baixa e mal colocada perto do computador... Sempre bato minha mão nela.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-3423804988891086078?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/3423804988891086078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=3423804988891086078&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3423804988891086078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/3423804988891086078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/10/caca.html' title='Caca'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-4688032275763164165</id><published>2007-10-22T20:03:00.000-02:00</published><updated>2007-10-23T21:19:52.806-02:00</updated><title type='text'>Pico</title><content type='html'>Todo blog tem que ter um Top... mas como eu não gosto de estrangeirismos, fica "Pico". Cultura (ou não) que você deve consumir, além de outras coisas importantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor filme de todos os tempos: O Show de Truman (The Truman Show - 1998)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor música de todos os tempos: Turn It Again (Red Hot Chili Peppers)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor Game de todos os tempos: The Legend of Zelda (Nintendo, 1986 - 1987 no ocidente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor Mangá de todos os tempos: One Piece (Eiichiro Oda, 1997 - ??)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor livro de todos os tempos: A Volta ao Mundo em 80 Dias (Júlio Verne - não estou nem um pouco a fim de procurar a data)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor sobremesa de todos os tempos: Bolo de amendoim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor pessoa de todos os tempos: Vo-cê! Por quê? Ah, sei lá... Você está realmente lendo esta porcaria, então eu gosto de você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-4688032275763164165?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/4688032275763164165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=4688032275763164165&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/4688032275763164165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/4688032275763164165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/10/pico.html' title='Pico'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6101020525696007957.post-2804163535743427896</id><published>2007-10-22T19:21:00.001-02:00</published><updated>2009-05-16T21:39:18.332-03:00</updated><title type='text'>Introdução</title><content type='html'>Olá, boa noite. Sou o Renato, muito prazer. Bom, provavelmente você já me conhece, senão não estaria vendo este primeiro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;post&lt;/span&gt; em um blog chamado "Caca Diária". Nesse caso, você poderia ter pulado este parágrafo. Mas você não o fez, porque o aviso só vem depois... Eu fiz de propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O nome do blog seria "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Daily&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Crap&lt;/span&gt;", mas mudei por dois motivos: 1- eu odeio estrangeirismos desnecessários, e 2- o endereço "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;dailycrap&lt;/span&gt;.&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;blogspot&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;bla&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;bla&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;bla&lt;/span&gt;" não estava disponível. Sei que estou sendo contraditório. Mas bem... Por que esse nome? Porque provavelmente nada do que for lido aqui será proveitoso. Então, se você for me acompanhar aqui nos próximos... hum... "momentos sem o que fazer" da minha vida, prepare-se para muita caca. Aliás, deu para perceber que o próprio título do blog é meio mentiroso - a caca não será necessariamente diária. Eu faço a caca quando quiser, e essa frase soou meio mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Gabriel "Mala" hoje me disse que a coisa mais fácil do mundo é me fazer mudar de assunto. Nada mais justo. Ele disse que qualquer dia vai me falar: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Olha, uma coisinha brilhante"&lt;/span&gt; apontando para o lado, e que isso será o bastante para mudar de assunto. Bom... eu não gosto de coisinhas brilhantes... Não em geral. Quer dizer, elas chamam muita atenção. Atrapalham uma melhor visualização das coisas. Por exemplo, se você apontar para um muro branco com uma coisinha brilhante no meio e perguntar a alguém o que ele vê, a resposta provavelmente será: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Um muro branco com uma coisinha brilhante no meio."&lt;/span&gt; Agora, na ausência da coisinha brilhante, já pode mudar para: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Um muro branco... Ele está meio rachado na direita... E parece mais alto lá também. Deve ter sido mal construído. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Ei&lt;/span&gt;! Havia umas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;pichações&lt;/span&gt; ontem, não é? Passaram tinta por cima. Hum..."&lt;/span&gt;.  Isso é, claro, se a pessoa não quiser ignorá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------//--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Nunca &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;reflita&lt;/span&gt; quando lhe disserem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;reflita&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;. A maioria das frases para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;refletir&lt;/span&gt; foram criadas por pessoas que não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;refletiram&lt;/span&gt; sobre isso. É fácil. Eu acredito que se pode criar essas frases simplesmente juntando duas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;idéias&lt;/span&gt; opostas e uma cara pensativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O amor é um sentimento odioso."&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Reflita&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Reflita&lt;/span&gt; porra nenhuma! Quando alguém fala isso para você, ela ocupa sua mente com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;bobagens&lt;/span&gt;. Porque esse tipo de coisa realmente tem um poder de nos fazer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;refletir&lt;/span&gt;. Mas, como eu disse, a própria pessoa que o disse não está &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;refletindo&lt;/span&gt;. Ou seja, você está pensando em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;bobagens&lt;/span&gt; e ela não. E em um mundo concorrido como este, ela sai ganhando! Mas é claro! Portanto, se alguém um dia te disser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A existência &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;inexiste&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Reflita&lt;/span&gt;."&lt;/span&gt;, saia correndo. Só assim você poderá se tornar um verdadeiro campeão. Ou melhor, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;vice&lt;/span&gt;, porque o campeão sou eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6101020525696007957-2804163535743427896?l=cacadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cacadiaria.blogspot.com/feeds/2804163535743427896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6101020525696007957&amp;postID=2804163535743427896&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2804163535743427896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6101020525696007957/posts/default/2804163535743427896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cacadiaria.blogspot.com/2007/10/introduo.html' title='Introdução'/><author><name>Renato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997470596297091599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_EpOcY5wP26c/S5BRYR6J2WI/AAAAAAAAAGY/H2sy_s4AVeA/S220/woo.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
